terça-feira, 4 de maio de 2010

DEMOCRACIA E NOSSO DIREITO DE IR E VIR


Publicado em Opiniao, do Diário de Pernambuco
04.05.2010


Nos dias atuais a sociedade vive em total sobressalto. O direito democrático de ir e vir não existe, mesmo sendo um preceito constitucional.Aliás, saúde e educação também estão previstos na Carta Magna, contudo, não desfrutamos desses direitos.


São algumas das mazelas deixadas por diversos governos que se sucederam, mas esses problemas não foram corrigidos.Se falarmos da segurança pública, estaremos repetindo o que todos nós sabemos. As falhas, omissões e despreparo são as mesmas a nível nacional.


Por vários anos o crime avançou a passos largos, e por mais que se esforcem as polícias - e de fato ocorre algum progresso aqui em Pernambuco -, a forma como atuam os meliantes ainda é maior, gerando o temor da população em todos os níveis sociais.


Por outro lado, temos os movimentos de reivindicações que se avolumam e a forma mais “sensata” que encontraram foi a do protesto público que seria válido, caso não prejudicasse a sociedade como um todo.


Esse caos acontece com muita freqüência e atormenta o cotidiano das cidades impedindo o nosso direito de ir e vir, além de causar prejuízos os mais diversos por conta desses atos absurdos.Como exemplo gritante e inadmissível temos o do MST que seria melhor denominado - MOVIMENTO SEM TRÉGUA -, que invade repartições, fazendas produtivas, bloqueiam estradas, ruas e promovem uma verdadeira arruaça com a anuência e inércia das policias e o pior, amparados pelas leis frágeis e permissivas que temos.O poder público assiste a tudo isso, dando um notório aval a desordem, bagunça e anarquia. Ora, a democracia não existe para permitir esse tipo de coisa...


O uso da força é válido para que seja mantida a ordem pública, contudo, no Brasil ela não é exercida, parecendo que as autoridades temem as famigeradas ONG´s que defendem os direitos humanos que se tornam ilegítimos no presente caso, pela forma como agem seus componentes, tolhendo o direito dos outros.Esses atos de vandalismo são considerados crimes, porém, nada acontece com seus protagonistas gerando a eterna impunidade, ou seja, estimulando para que novas práticas da espécie aconteçam.


Esse quadro denigre a verdadeira democracia e confere espaço para a ampliação da violência, que toma conta do Pais sem rumo e sem controle.Tudo tem limite e não sabemos até onde, a sociedade vai suportar esses excessos descabidos sob todos os aspectos.É sabido que violência gera violência. E se esses desocupados acham que tem esse direito, imaginemos se todos nós assim procedermos em nossas reivindicações? Aonde iremos parar?


Cabe, pois, uma reflexão profunda e acurada das autoridades constituídas, buscando revisar as leis que dão guarida a esses que promovem a desordem social no Brasil sob pretexto de lutarem por seus direitos...Com todo o amparo político que possuem e tendo quem os financie em suas caminhadas nefastas, esquecem que “direito tem quem direito anda” e ainda, que o direito do cidadão termina quando começa o do seu semelhante...

sábado, 1 de maio de 2010

V E S T Í G I O


VESTÍGIO D`ALMA
DA AURA DA VIDA,
DOS TEMPOS, DAS CORES
QUE ELE PINTOU

VESTÍGIO DO SER
QUE A SOMBRA DEIXOU,
DOS LÍRIOS DOS CAMPOS
DO AMOR QUE BROTOU

VESTÍGIO DO AR
QUE SOPRA SEM RUMO,
PERFUME SEM COR
QUE VOCÊ DEIXOU

VESTÍGIO DA LUZ
PENUMBRA DAS VELAS,
LEMRANÇA SEM FIM
DO QUE NOS RESTOU...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

V E N T O



Vento suave, sereno
Viaja nos campos floridos,
No amanhecer que surgiu
Beijando a flor que brotou.

Vento que sopra as velas
Dos anos que o tempo levou,
Levando os barcos nos mares
Longínquos, bravios, sem fim...

Vento que açoita a noite
Tufão, tornado cruel,
Destrói esperança da vida
Deixando um rastro de dor...

Vento pra longe arrasta
As nuvens levando lembranças,
Saudades, amargas tristezas
Lágrimas do tempo sofrido

Vento desperta do sono
Os sonhos sonhados, perdidos
Descanso tolhido da noite
Que nunca sonhei existir...

domingo, 11 de abril de 2010

CREDIBILIDADE DAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS

Publicado em Opiniao, do Diário de Pernambuco
16 04 2010


Ao longo de décadas, a decadência das instituições públicas é gritante, levando ao total descrédito da sociedade pela ineficiência dos serviços prestados, por conta das fraudes, má gestão e conseqüente falta de efetividade naquilo que se propõem a realizar.

Considerando os diversos fatores que envolvem uma administração, é preciso equacionar essas variáveis em suas dimensões e dificuldades, e essa visão deve propiciar um estudo amplo para as ações de planejamento a curto, médio e longo prazo.

Se isso já é feito, falta avaliação, controle e cobrança de resultados, pois, na prática a ineficiência de um modo geral, existe em todos os serviços fazendo parte do dia-a-dia do sofrido contribuinte.

Não raro, a imprensa noticia que grandes lotes de medicamentos estão vencidos pela não distribuição, ou seja, falta uma ação de ordem administrativa, não se constituindo em escassez de recursos e sim de gestão. Esse é um dos inúmeros exemplos que poderíamos citar.

Em contrapartida, é comum observarmos na mídia uma propaganda massificada, aliás,totalmente enganosa, onde procuram mostra serviços que a rigor não foram efetuados com a plenitude e qualidade esperada e devida.

Esses fatos corroboram que o problema dos serviços públicos de um modo geral não é falta de recursos em sua totalidade e sim, ausência de uma gestão qualificada e compromissada, pois, os apadrinhamentos políticos se sobrepõem a capacidade funcional do servidor gerando esse processo crônico de péssimos serviços.

Destacamos, contudo, exceções nesse contexto: a Policia Federal e Receita Federal. Entendemos que esses Órgãos são eficazes, inobstante equívocos, erros ou mesmo injustiças que possam existir.

Analisando as ações decorrentes de um planejamento prévio e meticuloso, percebemos que os resultados existem a nível satisfatório ou mesmo de excelência que na maioria dos casos são atingidos.

Ora, a inteligência existe no lado dos desonestos e também dos honestos. Por que, então, a prosperidade somente ocorre naqueles? Por que o crime é chamado de organizado? A resposta é simples: porque dá resultado...

As fraudes e as improbidades administrativas ocorrem com freqüência em todos os setores da sociedade. Então, por que não realizar um planejamento consciente e consistente com a realidade atual, limitando ao máximo essas ações nefastas?

A alternância de poder gerencial nas empresas privados não prejudica as metas e objetivos das mesmas, porém, na esfera pública, ocorre o contrário. Não há uma continuidade em diversos aspectos, daí o resultado caótico dos serviços.

Juntando-se a tudo isso temos, ainda, a burocracia que emperra todo processo, inclusive, as licitações que são necessárias, mas não são ágeis

Ações coordenadas envolvendo vários setores como, auditoria interna e externa, fiscalização presente e atuante, são medidas coadjuvantes para que essas ocorrências diminuam e os fraudadores fiquem intimidados para não mais fazê-las.

Um potencial que poderá ser amplamente explorado é a efetiva participação dos servidores, onde suas opiniões e sugestões poderão ser validadas, já que diariamente, lidam com os problemas em seus setores de trabalho.

Assim, a excelência da gestão pública é a nosso ver, a solução para os inúmeros problemas que temos nesse particular, onde a economia e bons serviços podem ser plenamente alcançados.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

E N C A N T O


Rosa amarela
Jardim florido
Orvalho que cai
No amanhecer

Ondas do mar
Sopro do vento
Dia que foi
Noite que vem

Sorriso espontâneo
Criança inocente
Ainda não sente
Agruras da vida

Nascer do sol
Horizonte sem fim
Noite de lua
Amor acalenta

Olhar cativante
Tão belo semblante
Sensual, provocante
Desejos sentidos

Quadro pintado
Alma sentida
Artista que busca
Lugar ao sol

Amor que surgiu
Que nunca partiu
Não deixou saudade
Eterno ficou

Mulher radiante
Que ÊLE esculpiu
Na obra Divina
Deleite dos olhos

sábado, 20 de março de 2010

P A L A V R A



Escrita, falada
Serena, maldita,
Nem sempre educada
Quem sabe, atrevida

De amor ou rancor
Ecoa nos ares,
Espelha a mágoa
Reflete a dor


Tirana, covarde
Agride e machuca,
Traduz a mentira
Calúnia ferina

Podendo ser doce
Amarga, agressiva,
Ofende a quem ouve
Silêncio restou...

Sentida, sofrida
Lamento de dor,
Soluço d´alma
De quem muito amou







segunda-feira, 15 de março de 2010

C O T I D I A N O



Constante
Oprimido
T
edioso
I
nterminável
Difícil
I
ndiferente
A
meno
Nostálgico
Ocioso