terça-feira, 31 de agosto de 2010
MAESTRO SPOK: o embaixador do frevo
Publicado em Opinião do Diário de Pernambuco no dia 31.08.2010
Com sua versatilidade e inquestionável talento, o maestro Spok despontou no cenário musical brasileiro e mundial. Com a uma magistral orquestra tem destaque especial pelo repertório e aprimorada afinação, oferecendo ao público de todo o mundo seu exemplo de excelente instrumentista, ao lado dos demais componentes da Spokfrevo Orquestra.
Aliás, o frevo precisa mesmo de um estimulo desse tipo, já que em seu nascedouro não desfruta de um espaço condizente com sua grandeza como ritmo representativo do Recife – Capital do Frevo.!
Se por um lado uns poucos abnegados dão o melhor de si, a exemplo do Maestro Nenéu Liberalquino, que se dedica de corpo e alma nos trabalhos do concurso de frevo promovido pela Prefeitura do Recife por outro, há quem se acomode e deixe o tempo passar. De fato, ele é um abnegado pela causa que abraça e trabalha com esmero e competência orgulhando a todos nós.
O mastro Spok com a sua atuação no exterior deu “asas ao frevo” que já foi muito longe brilhar e encantar as mais variadas platéias do mundo e seguirá muito além, atuando como um verdadeiro embaixador do frevo, cuja batuta é o seu saxofone...
Comprovadamente o frevo tem merecido os maiores aplausos nos países por onde passou a Spokfrevo Orquestra. Há outros que merecem destaque, mas são muito poucos, o que deixa nosso frevo mesmo como patrimônio imaterial, de certa forma órfão, na terra onde nasceu, o que é lamentável.
Entre altos e baixos ele sobreviveu e completou o seu primeiro centenário numa trajetória de êxitos e frustrações. Mesmo assim, superou tudo isso e galgou degraus que jamais pensou alcançar.
Dessa forma, tem seu valor reconhecido o que lhe dá sempre um novo fôlego para atingir muitos outros centenários, assim espero.
Pelo visto, jamais sucumbirá, por conta da sua garra e altivez que não permitirão que isso aconteça. Tem personalidade forte e qualidade inconteste no seu perfil audacioso, nostálgico e poético com o denodo que todos conhecem.
Nessa luta em alguns momentos inglória, não se curvou a nada. Nenhum obstáculo deteve seu ímpeto comparável a um guerreiro incontrolável, que sabe o que quer e para onde vai, ou seja, vai muito longe e sem destino certo dar o seu recado com objetivo firme, levando alegria e dando oportunidade para que seja apreciado o talento dos nossos músicos que são produto de exportação...
É assim que o nosso frevo se comporta. Destemido, contagiante, parecendo saber da sua “competência”, convencido mesmo do seu valor diante de tantos outros ritmos. Mas, ele não caminha só. Agrega outros valores como as orquestras e o povo, que participam desse cortejo colossal.
Verdadeiro exemplo de superação, o frevo deixa a cada ano sua marca registrada, infelizmente só no período momesco. Que assim seja, ao menos sazonal, contudo, deixa uma grande saudade quando o carnaval termina...
Quer seja de rua, canção ou de bloco, agrada a todos os gostos, mostrando que é versátil em suas modalidades. Que outros embaixadores venham juntar-se ao maestro Spok,pois, há lugar para todos e o frevo merece.
Mesmo assim, seu espaço é pequeno, muito pequeno para quem é tão imenso e grandioso. Basta observar e comprovar essa assertiva. Ele satisfaz os ouvidos e os olhos, aguçando nossa mente por conta da sua beleza melódica, harmônica e rítmica.
Impetuoso sendo de rua, irreverente quando canção e nostálgico nos blocos, ele é completo no contexto da nossa música carnavalesca.
Que sobreviva infinitamente deixando um rastro perene de alegria e principalmente, a certeza de que voltará a brilhar a cada ano...
Maestro Spok: que belo exemplo de pernambucanidade. Outros deverão segui-lo. Parabéns!
domingo, 15 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
C R E P Ú S C U L O
O sol declina do seu trajeto
Incansável, ardente, brilhante
Dá lugar à noite, sereno que chega
No horizonte distante...
Escuridão se faz presente
Lenta sem alarde algum,
Os pássaros se aconchegam
Ninhos em silêncio...
Descanso da luz natureza
Nos céus as estrelas resplandecem
A noite caminha célere
Buscando a madrugada fria...
O sono profundo está
Sonhos acalentados por todos
Espíritos viajam no éter
Retornam cobertos de luz...
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
ÁLBUM
NO ARQUIVO MORTO DO TEMPO
NA MENTE VIVA E FÉRTIL
REBUSCO A MEMÓRIA DOS SONHOS
DE UMA HISTÓRIA DE VIDA...
TAL QUAL UM FILME
PRETO E BRANCO OU EM CORES
RELEMBRO NUM PASSADO LONGÍNQUO
UM PRESENTE QUE VIVO
IMAGENS E FOTOS INERTES
DÃO DIMENSÃO DA EXISTÊNCIA
SAUDOSA REMINISCÊNCIA
DA MINHA CONSCIÊNCIA...
NO ARQUIVO MORTO DO TEMPO
NA MENTE VIVA E FÉRTIL
REBUSCO A MEMÓRIA DOS SONHOS
DE UMA HISTÓRIA DE VIDA...
TAL QUAL UM FILME
PRETO E BRANCO OU EM CORES
RELEMBRO NUM PASSADO LONGÍNQUO
UM PRESENTE QUE VIVO
IMAGENS E FOTOS INERTES
DÃO DIMENSÃO DA EXISTÊNCIA
SAUDOSA REMINISCÊNCIA
DA MINHA CONSCIÊNCIA...
sexta-feira, 30 de julho de 2010
D E I X A
O TEMPO ESVAIR-SE NO ESPAÇO
A VIDA SOBREVIVER AO RELENTO
O VENTO SOPRAR SEM RUMO CERTO
O SOM ECOAR SOBRE O SILÊNCIO
A ESPERANÇA SER RAZÀO DO FUTURO
INCERTO, NÃO SABIDO
ESPERADO, ENCANTADO
QUE SERÁ PRESENTE...
QUE O AMANHECER SE REPITA
AGUARDANDO A NOITE DE ESTRELAS
CINTILANTES EM CORTEJO INFINITO
AO ALCANCE DOS OLHOS EM ÊXTASE...
quinta-feira, 29 de julho de 2010
NOSSO TRANSITO INFERNAL
Publicado em Opinião do Diário de Pernambuco, em 29 07 2010
Com a estabilização da economia e consequente aquecimento na venda de veículos, o trânsito no Recife tornou-se um verdadeiro caos cuja solução, não vislumbramos a curto ou médio prazo.
Acreditamos que esse problema não seja somente local, mas que esteja instalado em todo o Brasil.
O fato da expansão dos negócios na indústria automobilística não figura como único fator que gera os grandes transtornos em várias artérias da cidade.
Especificamente no Recife, não ocorreu ao mesmo tempo a criação de novas vias de acesso na proporção que pudesse absorver a enorme demanda de veículos.
Nesse contexto, houve um expressivo aumento do número de motos em circulação tanto pelo baixo custo, quanto pela facilidade de pagamento a longo prazo. Assim, esse caos é um problema multifatorial e de complexidade acentuada para seu enfrentamento e adequada solução.
Somando a t udo isso, existe uma desordem generalizada quanto a forma como as motos trafegam em nossas ruas. Além da velocidade excessiva, há um total desrespeito às leis de trânsito. Não respeitam os semáforos e circulam fazendo acrobacias, sendo um agravante importante no disciplinamento do nosso trânsito. Comprova-se tudo isso com as estatísticas de acidentes, onde as motos figuram com expressivo percentual como protagonistas de abalroamentos, em todo o país, sendo nos dias de hoje um problema de saúde pública, haja vista, os custos com atendimentos hospitalares, tratamentos de reabilitação e readaptação funcional em muitos casos.
Esse problema não é de hoje. Arrasta-se ao longo dos anos e não vemos nenhuma ação de caráter educativa nem tampouco coercitiva adotada pelas autoridades do setor, para que tivéssemos minimizado o abuso dos motoqueiros que pelo visto, não têm amor a vida, pondo em risco também, os transeuntes. Coadjuvando esse espetáculo nada agradável, aos ciclistas há de se atribuir um papel de destaque. A principio em nível de segurança, não utilizam sinalização alguma que possa ajudar aos demais condutores de veículos sua visibilidade. Compondo esse quadro, há em circulação veículos sem a mínima condição de segurança, sem faróis, pneus desgastados, entre outras falhas que obviamente comprometem a segurança no trânsito.
Como agravante, trafegam irresponsavelmente pela contramão, sendo isso uma regra geral, sem exceção. As leis vigentes preconizam essa prática onde existam ciclovias, mas eles decidiram adotar suas próprias leis e deu certo. Nada é feito para coibir essa transgressão. Temos ainda, as carroças que fazem o que querem. Essas também não têm lei que segure... Param nas esquinas e sinalização, nem pensar. Completam dessa forma o espetáculo que jamais gostaríamos de vivenciar...
Acreditamos que as ações educativas sejam fundamentais, contudo, uma fiscalização contínua e severa é imperiosa, para serem avaliados os reais frutos desse trabalho. A sociedade há muito espera alguma atitude das autoridades para que tudo isso seja minimizado e possamos trafegar com mais segurança. Se algo está sendo feito, com certeza, é de forma tímida e ineficaz, pois, já era tempo de termos algum resultado prático e efetivo, afinal, esses problemas existem há anos sem o devido enfrentamento.
Acreditamos que esse problema não seja somente local, mas que esteja instalado em todo o Brasil.
O fato da expansão dos negócios na indústria automobilística não figura como único fator que gera os grandes transtornos em várias artérias da cidade.
Especificamente no Recife, não ocorreu ao mesmo tempo a criação de novas vias de acesso na proporção que pudesse absorver a enorme demanda de veículos.
Nesse contexto, houve um expressivo aumento do número de motos em circulação tanto pelo baixo custo, quanto pela facilidade de pagamento a longo prazo. Assim, esse caos é um problema multifatorial e de complexidade acentuada para seu enfrentamento e adequada solução.
Somando a t udo isso, existe uma desordem generalizada quanto a forma como as motos trafegam em nossas ruas. Além da velocidade excessiva, há um total desrespeito às leis de trânsito. Não respeitam os semáforos e circulam fazendo acrobacias, sendo um agravante importante no disciplinamento do nosso trânsito. Comprova-se tudo isso com as estatísticas de acidentes, onde as motos figuram com expressivo percentual como protagonistas de abalroamentos, em todo o país, sendo nos dias de hoje um problema de saúde pública, haja vista, os custos com atendimentos hospitalares, tratamentos de reabilitação e readaptação funcional em muitos casos.
Esse problema não é de hoje. Arrasta-se ao longo dos anos e não vemos nenhuma ação de caráter educativa nem tampouco coercitiva adotada pelas autoridades do setor, para que tivéssemos minimizado o abuso dos motoqueiros que pelo visto, não têm amor a vida, pondo em risco também, os transeuntes. Coadjuvando esse espetáculo nada agradável, aos ciclistas há de se atribuir um papel de destaque. A principio em nível de segurança, não utilizam sinalização alguma que possa ajudar aos demais condutores de veículos sua visibilidade. Compondo esse quadro, há em circulação veículos sem a mínima condição de segurança, sem faróis, pneus desgastados, entre outras falhas que obviamente comprometem a segurança no trânsito.
Como agravante, trafegam irresponsavelmente pela contramão, sendo isso uma regra geral, sem exceção. As leis vigentes preconizam essa prática onde existam ciclovias, mas eles decidiram adotar suas próprias leis e deu certo. Nada é feito para coibir essa transgressão. Temos ainda, as carroças que fazem o que querem. Essas também não têm lei que segure... Param nas esquinas e sinalização, nem pensar. Completam dessa forma o espetáculo que jamais gostaríamos de vivenciar...
Acreditamos que as ações educativas sejam fundamentais, contudo, uma fiscalização contínua e severa é imperiosa, para serem avaliados os reais frutos desse trabalho. A sociedade há muito espera alguma atitude das autoridades para que tudo isso seja minimizado e possamos trafegar com mais segurança. Se algo está sendo feito, com certeza, é de forma tímida e ineficaz, pois, já era tempo de termos algum resultado prático e efetivo, afinal, esses problemas existem há anos sem o devido enfrentamento.
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