Veiculado em Opiniao, do Dioário de Pernambuco, em 25.01.2011
A violência que graça no Brasil já faz parte de um capítulo nefasto de sua histária e, possivelmente, constará como um dos maiores problemas sociais que já vivenciamos, superando quem sabe, a própria fome que já vem sendo minimizada atualmente. É extremamente grave o momento porque passa a sociedade. Os meliantes não têm limites, já que nada é poupado. Não se contentam somente em assaltar, sendo esse o pretexto inicial de suas ações criminosas.
Fazem questão de aterrorizar o povo com os sucessivos arrastões e depredações de veículos que são destruídos por pura crueldade, sem falar, na violência física contra os ocupantes que às vezes escapam por puro milagre.
Quando falamos em violência urbana queremos generalizar essa tragédia, pois, não se restringe somente a essas regiões, tendo presença, também, no interior dos estados. A sociedade encontra-se refém sem nada poder fazer para enfrentar esses marginais fortemente armados, ficando como simples expectadora desse vandalismo que não sabemos quando será coibido com a mesma força com que atua.
As polícias também são vítimas e as forças armadas não ficam imunes a essas investidas e para completar esse caos, temos uma legislação branda e permissiva para os marginais que ao final têm mais direito do que o cidadão comum que é a força produtiva do país. Nada de concreto e eficaz é feito. Todos de braços cruzados assistindo a um filme que não é mais ficção, e sim, uma triste realidade do nosso dia a dia.
Com tudo isso, a população padece de uma verdadeira neurose pelos constantes transtornos e apreensões que enfrenta, pois, em casa ou nas ruas é desprovida de segurança. Essa situação já deveria ter merecido dos governos uma atenção maior, para que ações preventivas severas fossem feitas, pois, o problema é crônico. Mas, infelizmente, não se constitui em prioridade para os poderes constituídos, mesmo não estando eles livres da criminalidade, apesar de possuírem regalias que o povo em geral não tem.
Esse é o maior problema do cidadão brasileiro nos dias de hoje, onde a insegurança tira-lhe o sossego e tranqüilidade de vida no seu cotidiano
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
FREVO: Produto de Exportação
Publicado no Jornal “O Passo! – janeiro/2011
Frenético, cambaleante, nostálgico, vibrante - esse é o perfil do nosso frevo. Tem estilo para cada estado de espírito. No de rua, esbanjamos energia, alegria. Já no gênero canção, soltamos nossos sentimentos de amor ou lembramos causos e coisas que nos permitem a irreverência própria do carnaval. O de bloco,é pura nostalgia, saudade, encantamento.
Do “Nascimento ao Passo” e com esse estado de espírito alternante e sempre vivo, vem caminhando através das décadas deixando um rastro inesquecível para a história de Pernambuco, e para o Recife – Capital onde teve seu nascedouro.
Sua grandeza hoje desponta lá fora, sendo um ritmo apreciado por sua riqueza e performance dos nossos músicos. Tornou-se produto de exportação de alta qualidade, sendo orgulho para todos nós, apesar dos tropeços que enfrentou não do seu passo vibrante, pois, tem equilíbrio e beleza, mas pela falta de sensibilidade e omissão de muitos que não alcançaram, ainda, o seu valor como ritmo inédito e inigualável no mundo.
Os Guerreiros do Passo, - insurretos do bem -, participam ativamente dessa caminhada gloriosa, valorizando-o e buscando perpetuá-lo em capitulo especial da nossa história.
Nesse contexto, a Spokfrevo Orquestra tem, também, um papel preponderante na sua divulgação. Assim, o nosso Frevo Imortal ganha o espaço à altura de sua dignidade e conquista terras além-mares.
Assim, Pernambuco finca a sua marca musical por ser no mundo, um local privilegiado pela sua diversidade rítmica e por ter um filho tão nobre que o representa com altivez em qualquer lugar que se apresente.
Luiz Guimarães Gomes de Sá
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
FESTIVAL DE MÚSICA CARNAVALESCA
Luiz Guimarães Gomes de Sá
Publicado em Opinião, Diário de Pernambuco - 05.01.2011
Com base em Lei Municipal, a Prefeitura do Recife anualmente promove o Concurso de Música Carnavalesca. Na verdade a Lei deve ter pelo seu princípio a promoção e preservação do frevo, já que merecidamente é o cartão-postal do Recife. Contudo, há anos que esse evento é cercado de atropelos os mais variados, a começar da data do Edital e culminar com a produção e lançamento do CD, regra geral acontecendo de forma anacrônica em razão dos seus objetivos. Já tivemos um concurso em que chegou o CD, mas o encarte não deu tempo de ser feito...
Sempre questionei e afirmei que o problema jamais repousou nos compositores nem tampouco na direção musical, ou seja, ambos sempre cumpriram seus papéis no contexto. O que sempre faltou foi estrutura organizacional, e mesmo vontade política de fazer e fazer bem feito como sendo um compromisso cultural e não um simples cumprimento da Lei.
Vale ressaltar o esforço e competência do maestro Nenéu Liberalquino que extrapolava assuas alçadas dentro do possível, para que o concurso fosse feito da melhor forma. É voz unânime dos compositores que sua conduta e empenho sempre foram irrepreensíveis nesse contexto.
No concurso de 2010 os rumos foram mudados. Reconhecemos que toda uma infraestrutura foi oferecida para esse mister e vemos agora um bom resultado, confirmando nossa constatação de que faltavam gestão e vontade política. Ainda falta uma mídia mais intensa e a divulgação do edital bem mais cedo. Aqui fica uma sugestão: por que não divulgar o edital no dia 12 de março, data do aniversário da cidade do Recife?
Teríamos tempo suficiente para promover o festival e todos os seus desdobramentos até o lançamento do CD, que poderia ser na semana da música ou mesmo no dia do músico 22 de novembro de cada ano.
Desta feita foi dado um passo nessa caminhada que não deve parar e sim, ser aprimorado para não fazer somente por fazer. Fazer sim, com qualidade e compromisso com a nossa cultura carnavalesca.
Enfim, o Recife agradece, o frevo merece e os compositores terão mais entusiasmo para criar cada vez melhor suas obras musicais
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
V A R A N D A
ESPIO NO HORIZONTE VAZIO
NO ENTARDECER SOMBRIO,
OCASO TARDIO
SENTIMENTO VAGO...
LEMBRANÇA DO SOL BRILHANTE
DO DIA CLARO, DO MAR VIBRANTE,
DAS NUVENS SOLTAS
DO CÉU AZUL
SAUDADE DOS TEMPOS
CALMARIA DAS RUAS,
MANSIDÃO DA VIDA
QUE SE ESGARÇOU...
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
A VOLTA DO PODER LEGITIMO
Divulgado em Opinião do Diário de Pernambuco
07.12.2010
Com as recentes ações do governo no Rio de Janeiro, no enfrentamento ao crime, que preferimos dizer “não organizado”, houve clara evidência de que o estado é que não tinha estrutura para esse mister.
Após estudo acurado e planejamento adequado, surgiu mesmo que tardiamente, o momento da ação global e coordenada, atingindo os anseios da sociedade que exaurida de viver sitiada sob o comando dos marginais parece, agora, aliviada.
Tudo isso é decorrência da passividade e omissão crônica dos governos que deixaram acontecer o avanço da criminalidade, até chegarmos a esse extremo que vivemos. Donos absolutos da situação, os marginais atuaram com força e destemor, porém, jamais esperaram uma reação em cadeia tão bem orquestrada e com a eficiência desejada pela sociedade.
Trata-se, pois, do início de um processo que demandará ações sociais profundas, para que o governo volte a cumprir o seu papel constitucional e não dê mais razões para que facções tentem novamente substituí-lo.
Enfim, chegamos a exaustão da paciência e o povo respondeu ativamente dando total e irrestrito apoio a essas ações que se consolidadas, garantirão o retorno da paz e segurança que todos almejam e que jamais deveria ter deixado de existir.
Não seria esse o momento ideal para o retorno da credibilidade das nossas instituições? Dos nossos legisladores revisarem as leis para que sejam mais duras e efetivas? E ainda, da reflexão dos homens públicos com o indicativo de que os tempos estão mudando?
Seria muito bom que assim fosse para que voltássemos a ter orgulho de ser brasileiro, não somente pelo futebol, mas pelo sentimento nobre de brasilidade que tanto nos falta atualmente.
Cabe-nos acompanhar de perto e cobrar as ações sociais que serão o complemento vital de todo esse trabalho. Certamente, é isso que a sociedade espera.
07.12.2010
Com as recentes ações do governo no Rio de Janeiro, no enfrentamento ao crime, que preferimos dizer “não organizado”, houve clara evidência de que o estado é que não tinha estrutura para esse mister.
Após estudo acurado e planejamento adequado, surgiu mesmo que tardiamente, o momento da ação global e coordenada, atingindo os anseios da sociedade que exaurida de viver sitiada sob o comando dos marginais parece, agora, aliviada.
Tudo isso é decorrência da passividade e omissão crônica dos governos que deixaram acontecer o avanço da criminalidade, até chegarmos a esse extremo que vivemos. Donos absolutos da situação, os marginais atuaram com força e destemor, porém, jamais esperaram uma reação em cadeia tão bem orquestrada e com a eficiência desejada pela sociedade.
Trata-se, pois, do início de um processo que demandará ações sociais profundas, para que o governo volte a cumprir o seu papel constitucional e não dê mais razões para que facções tentem novamente substituí-lo.
Enfim, chegamos a exaustão da paciência e o povo respondeu ativamente dando total e irrestrito apoio a essas ações que se consolidadas, garantirão o retorno da paz e segurança que todos almejam e que jamais deveria ter deixado de existir.
Não seria esse o momento ideal para o retorno da credibilidade das nossas instituições? Dos nossos legisladores revisarem as leis para que sejam mais duras e efetivas? E ainda, da reflexão dos homens públicos com o indicativo de que os tempos estão mudando?
Seria muito bom que assim fosse para que voltássemos a ter orgulho de ser brasileiro, não somente pelo futebol, mas pelo sentimento nobre de brasilidade que tanto nos falta atualmente.
Cabe-nos acompanhar de perto e cobrar as ações sociais que serão o complemento vital de todo esse trabalho. Certamente, é isso que a sociedade espera.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
JUBILEU DE PRATA
Diário de Pernambuco
Divulgado em Opinião, do Diário de Pernambuco em 18.11.2010
No dia 22 de novembro de 2010, a Academia Pernambucana de Música comemora o seu Jubileu de Prata. Na sua constituição teve como patronos: Leny de Amorim, Laury Bernardes, Josefina Aguiar, José Menezes, Edson Rodrigues, Ademir Araújo, Antonio Xavier de Brito (Tonhé), Lourenço da Fonseca Barbosa (Capiba), Luiz Gonzaga, Luiz Bandeira, Elyanna Caldas, Andréia Costa Carvalho, Geraldo Santos, Clarisse Amazonas, Lúcia Couto, Moisés da Paixão, entre outros.
Nossa riqueza musical é inquestionável e desconhecemos que exista no Brasil, quiçá no mundo, uma diversidade tal qual a que temos. Devemos considerar isso como um tesouro e lutarmos para preservá-lo e divulgá-lo mundo afora.
Ao longo desses anos, nossa Academia buscou preservar e incentivar a música e os músicos pernambucanos, fortalecendo as nossas raízes e tradições através dos que compõem esse Sodalício. A tarefa foi e continua sendo árdua, considerando as inúmeras dificuldades enfrentadas para a consecução dos seus objetivos. A preservação da memória de qualquer fato ou contexto histórico exige extrema dedicação e temos convicção de que os esforços empreendidos foram exitosos.
A divulgação dos nossos talentos tem suas variadas formas, inclusive, nas escolas, que consideramos de fundamental importância, para esse mister. O panorama musical dos nossos dias carece de fatores extremamente importantes em qualquer arte, ou seja: criatividade, estética, sensibilidade e bom gosto.
Lamentavelmente, o que se divulga maciçamente é fruto de uma pobreza nada invejável, onde as melódicas não emocionam e as letras deixam a desejar. Enfim, não vivemos uma época que pudéssemos comparar
Outrora, a música fazia parte da grade escolar e servia de iniciação para os alunos que depois, sentiam o gosto pela arte musical e em decorrência, muitos talentos puderam aflorar. Essa ausência curricular deixou uma lacuna de difícil preenchimento na formação dos jovens, que poderiam, inclusive, em muitos casos, exercer a profissão de músico.
Um exemplo que fortalece tudo isso é a Escola Sol Maior, que apesar das dificuldades e sem patrocínio algum, insere no contexto social crianças de comunidades carentes (Iraque e Chico Mendes), com o ensino musical e balé clássico, contando para tal, com o trabalho voluntário de vários colaboradores.
Aos nobres confrades, conselheiros e colaboradores, o reconhecimento pelo companheirismo, dedicação e empenho para que pudéssemos hoje em uníssono comemorar o nosso Jubileu de Prata!
Divulgado em Opinião, do Diário de Pernambuco em 18.11.2010
No dia 22 de novembro de 2010, a Academia Pernambucana de Música comemora o seu Jubileu de Prata. Na sua constituição teve como patronos: Leny de Amorim, Laury Bernardes, Josefina Aguiar, José Menezes, Edson Rodrigues, Ademir Araújo, Antonio Xavier de Brito (Tonhé), Lourenço da Fonseca Barbosa (Capiba), Luiz Gonzaga, Luiz Bandeira, Elyanna Caldas, Andréia Costa Carvalho, Geraldo Santos, Clarisse Amazonas, Lúcia Couto, Moisés da Paixão, entre outros.
Nossa riqueza musical é inquestionável e desconhecemos que exista no Brasil, quiçá no mundo, uma diversidade tal qual a que temos. Devemos considerar isso como um tesouro e lutarmos para preservá-lo e divulgá-lo mundo afora.
Ao longo desses anos, nossa Academia buscou preservar e incentivar a música e os músicos pernambucanos, fortalecendo as nossas raízes e tradições através dos que compõem esse Sodalício. A tarefa foi e continua sendo árdua, considerando as inúmeras dificuldades enfrentadas para a consecução dos seus objetivos. A preservação da memória de qualquer fato ou contexto histórico exige extrema dedicação e temos convicção de que os esforços empreendidos foram exitosos.
A divulgação dos nossos talentos tem suas variadas formas, inclusive, nas escolas, que consideramos de fundamental importância, para esse mister. O panorama musical dos nossos dias carece de fatores extremamente importantes em qualquer arte, ou seja: criatividade, estética, sensibilidade e bom gosto.
Lamentavelmente, o que se divulga maciçamente é fruto de uma pobreza nada invejável, onde as melódicas não emocionam e as letras deixam a desejar. Enfim, não vivemos uma época que pudéssemos comparar
Outrora, a música fazia parte da grade escolar e servia de iniciação para os alunos que depois, sentiam o gosto pela arte musical e em decorrência, muitos talentos puderam aflorar. Essa ausência curricular deixou uma lacuna de difícil preenchimento na formação dos jovens, que poderiam, inclusive, em muitos casos, exercer a profissão de músico.
Um exemplo que fortalece tudo isso é a Escola Sol Maior, que apesar das dificuldades e sem patrocínio algum, insere no contexto social crianças de comunidades carentes (Iraque e Chico Mendes), com o ensino musical e balé clássico, contando para tal, com o trabalho voluntário de vários colaboradores.
Aos nobres confrades, conselheiros e colaboradores, o reconhecimento pelo companheirismo, dedicação e empenho para que pudéssemos hoje em uníssono comemorar o nosso Jubileu de Prata!
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
D I F E R E N Ç A
DIFERENÇA
De idéias e crenças
Formato do fato,
No texto e contexto
Visão passageira
DIFERENÇA
No gosto que sente
Na trilha da vida
Trazendo desgosto
Caminho sem volta
DIFERENÇA
No beijo roubado
Sabor desejado,
Silêncio que fala
Na tarde sombria
DIFERENÇA
Na voz exaltada
Silêncio que sofre,
A ingratidão
De quem esbraveja
DIFERENÇA
No traje a rigor
A nada nos leva,
Alenta ilusão
Na festa que finda
DIFERENÇA
No sol que nasceu
E que já se foi,
No céu tão azul
Que escureceu
DIFERENÇA
No amor tão intenso
Ardendo no peito,
Coração sofrido
Por essa paixão
DIFERENÇA
No brilho dos olhos
Da bela menina,
Que se transformou
É linda mulher
DIFERENÇA
No olhar que nos segue
Talvez, nos persegue,
Na busca do sonho
Que nunca acordou
DIFERENÇA
Que surge do nada
Atrela emoções,
Nas recordações
Da vida que passa
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