segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
T A L V E Z
TALVEZ
Um dia tenhamos paz
O mundo desperte feliz
As trevas se percam na luz
O amor prevaleça enfim...
TALVEZ
O sol brilhe para todos
A lua reflita o amor
As estrelas cintilem mais firme
A dor não chegue jamais
TALVEZ
O ser supere o ter
Os rios com leitos vazios
O mundo respire melhor
Os homens respeitem a vida...
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
FREVO DE PALCO
Opinião Diário de Pernambuco – 09.02.2011
Neste 9 de fevereiro, o frevo tem seu aniversário mais uma vez comemorado. Nas suas modalidades ele é um velho centenário, mas também um jovem revolucionário. Como nos gêneros bloco e canção há intérpretes vocais, onde temos a participação do povo. Já no de rua, a própria orquestra é a intérprete e bem que poderia ser o foco das atenções por esse gênero ser meramente instrumental.
Contudo, quando o frevo de rua é executado, regra geral, o povo dança ou os passistas assumem a cena no palco e a orquestra não aparece com sua exuberância. Há décadas, Felinho inovou em Vassourinhas dando-lhe um brilho todo especial, aliás, a beleza desse frevo está nos improvisos e, salvo engano, somente Vassourinha tem essa inovação. Se algum outro existe dessa forma, é caso isolado.
A Spokfrevo Orquestra estendeu esse horizonte e fez os músicos saírem do anonimato para torná-los elementos principais em cima de um palco enriquecendo o frevo com improvisos. Resgatou assim, aquilo que Felinho fez há tanto tempo e ainda hoje é enaltecido.
Assistir ao desempenho da orquestra é como degustar um bom vinho, onde cada gole corresponde aos compassos céleres que evidenciam a qualidade dos músicos. Isso é o que podemos chamar de frevo de palco, segundo Zé da Flauta.
Dentre as dezenas de apresentações que a SpokFrevo Orquestra já realizou no exterior, um dos destaques foi no North Sea Jazz, maior festival do gênero da Europa, que acontece anualmente em Rotterdam (Holanda), onde em 2010 a orquestra abriu o show de Stevie Wonder e foi aplaudida de pé por mais de quinze mil pessoas. Participaram ainda do encontro: Toninho Ferragutti, Nonato Luiz, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Romero Lubambo, Chick Corea, Herbie Hankoc, Ornette Coleman, Dee Dee Bridgewater, Al Green, entre outros.
Vale ressaltar que todos assistiram ao espetáculo sem fazer o passo, atentos e em silêncio com seus olhares fixos de perplexidade pelo desempenho da orquestra, intervindo somente para os aplausos merecidos e entusiasmados.
Assim, em qualquer estilo o frevo invade a nossa mente, é absorvido pelo nosso corpo e caminha sempre para o abrigo único e seguro: o coração do povo!
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
MASSACRE SOCIAL
Veiculado em Opiniao, do Dioário de Pernambuco, em 25.01.2011
A violência que graça no Brasil já faz parte de um capítulo nefasto de sua histária e, possivelmente, constará como um dos maiores problemas sociais que já vivenciamos, superando quem sabe, a própria fome que já vem sendo minimizada atualmente. É extremamente grave o momento porque passa a sociedade. Os meliantes não têm limites, já que nada é poupado. Não se contentam somente em assaltar, sendo esse o pretexto inicial de suas ações criminosas.
Fazem questão de aterrorizar o povo com os sucessivos arrastões e depredações de veículos que são destruídos por pura crueldade, sem falar, na violência física contra os ocupantes que às vezes escapam por puro milagre.
Quando falamos em violência urbana queremos generalizar essa tragédia, pois, não se restringe somente a essas regiões, tendo presença, também, no interior dos estados. A sociedade encontra-se refém sem nada poder fazer para enfrentar esses marginais fortemente armados, ficando como simples expectadora desse vandalismo que não sabemos quando será coibido com a mesma força com que atua.
As polícias também são vítimas e as forças armadas não ficam imunes a essas investidas e para completar esse caos, temos uma legislação branda e permissiva para os marginais que ao final têm mais direito do que o cidadão comum que é a força produtiva do país. Nada de concreto e eficaz é feito. Todos de braços cruzados assistindo a um filme que não é mais ficção, e sim, uma triste realidade do nosso dia a dia.
Com tudo isso, a população padece de uma verdadeira neurose pelos constantes transtornos e apreensões que enfrenta, pois, em casa ou nas ruas é desprovida de segurança. Essa situação já deveria ter merecido dos governos uma atenção maior, para que ações preventivas severas fossem feitas, pois, o problema é crônico. Mas, infelizmente, não se constitui em prioridade para os poderes constituídos, mesmo não estando eles livres da criminalidade, apesar de possuírem regalias que o povo em geral não tem.
Esse é o maior problema do cidadão brasileiro nos dias de hoje, onde a insegurança tira-lhe o sossego e tranqüilidade de vida no seu cotidiano
A violência que graça no Brasil já faz parte de um capítulo nefasto de sua histária e, possivelmente, constará como um dos maiores problemas sociais que já vivenciamos, superando quem sabe, a própria fome que já vem sendo minimizada atualmente. É extremamente grave o momento porque passa a sociedade. Os meliantes não têm limites, já que nada é poupado. Não se contentam somente em assaltar, sendo esse o pretexto inicial de suas ações criminosas.
Fazem questão de aterrorizar o povo com os sucessivos arrastões e depredações de veículos que são destruídos por pura crueldade, sem falar, na violência física contra os ocupantes que às vezes escapam por puro milagre.
Quando falamos em violência urbana queremos generalizar essa tragédia, pois, não se restringe somente a essas regiões, tendo presença, também, no interior dos estados. A sociedade encontra-se refém sem nada poder fazer para enfrentar esses marginais fortemente armados, ficando como simples expectadora desse vandalismo que não sabemos quando será coibido com a mesma força com que atua.
As polícias também são vítimas e as forças armadas não ficam imunes a essas investidas e para completar esse caos, temos uma legislação branda e permissiva para os marginais que ao final têm mais direito do que o cidadão comum que é a força produtiva do país. Nada de concreto e eficaz é feito. Todos de braços cruzados assistindo a um filme que não é mais ficção, e sim, uma triste realidade do nosso dia a dia.
Com tudo isso, a população padece de uma verdadeira neurose pelos constantes transtornos e apreensões que enfrenta, pois, em casa ou nas ruas é desprovida de segurança. Essa situação já deveria ter merecido dos governos uma atenção maior, para que ações preventivas severas fossem feitas, pois, o problema é crônico. Mas, infelizmente, não se constitui em prioridade para os poderes constituídos, mesmo não estando eles livres da criminalidade, apesar de possuírem regalias que o povo em geral não tem.
Esse é o maior problema do cidadão brasileiro nos dias de hoje, onde a insegurança tira-lhe o sossego e tranqüilidade de vida no seu cotidiano
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
FREVO: Produto de Exportação
Publicado no Jornal “O Passo! – janeiro/2011
Frenético, cambaleante, nostálgico, vibrante - esse é o perfil do nosso frevo. Tem estilo para cada estado de espírito. No de rua, esbanjamos energia, alegria. Já no gênero canção, soltamos nossos sentimentos de amor ou lembramos causos e coisas que nos permitem a irreverência própria do carnaval. O de bloco,é pura nostalgia, saudade, encantamento.
Do “Nascimento ao Passo” e com esse estado de espírito alternante e sempre vivo, vem caminhando através das décadas deixando um rastro inesquecível para a história de Pernambuco, e para o Recife – Capital onde teve seu nascedouro.
Sua grandeza hoje desponta lá fora, sendo um ritmo apreciado por sua riqueza e performance dos nossos músicos. Tornou-se produto de exportação de alta qualidade, sendo orgulho para todos nós, apesar dos tropeços que enfrentou não do seu passo vibrante, pois, tem equilíbrio e beleza, mas pela falta de sensibilidade e omissão de muitos que não alcançaram, ainda, o seu valor como ritmo inédito e inigualável no mundo.
Os Guerreiros do Passo, - insurretos do bem -, participam ativamente dessa caminhada gloriosa, valorizando-o e buscando perpetuá-lo em capitulo especial da nossa história.
Nesse contexto, a Spokfrevo Orquestra tem, também, um papel preponderante na sua divulgação. Assim, o nosso Frevo Imortal ganha o espaço à altura de sua dignidade e conquista terras além-mares.
Assim, Pernambuco finca a sua marca musical por ser no mundo, um local privilegiado pela sua diversidade rítmica e por ter um filho tão nobre que o representa com altivez em qualquer lugar que se apresente.
Luiz Guimarães Gomes de Sá
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
FESTIVAL DE MÚSICA CARNAVALESCA
Luiz Guimarães Gomes de Sá
Publicado em Opinião, Diário de Pernambuco - 05.01.2011
Com base em Lei Municipal, a Prefeitura do Recife anualmente promove o Concurso de Música Carnavalesca. Na verdade a Lei deve ter pelo seu princípio a promoção e preservação do frevo, já que merecidamente é o cartão-postal do Recife. Contudo, há anos que esse evento é cercado de atropelos os mais variados, a começar da data do Edital e culminar com a produção e lançamento do CD, regra geral acontecendo de forma anacrônica em razão dos seus objetivos. Já tivemos um concurso em que chegou o CD, mas o encarte não deu tempo de ser feito...
Sempre questionei e afirmei que o problema jamais repousou nos compositores nem tampouco na direção musical, ou seja, ambos sempre cumpriram seus papéis no contexto. O que sempre faltou foi estrutura organizacional, e mesmo vontade política de fazer e fazer bem feito como sendo um compromisso cultural e não um simples cumprimento da Lei.
Vale ressaltar o esforço e competência do maestro Nenéu Liberalquino que extrapolava assuas alçadas dentro do possível, para que o concurso fosse feito da melhor forma. É voz unânime dos compositores que sua conduta e empenho sempre foram irrepreensíveis nesse contexto.
No concurso de 2010 os rumos foram mudados. Reconhecemos que toda uma infraestrutura foi oferecida para esse mister e vemos agora um bom resultado, confirmando nossa constatação de que faltavam gestão e vontade política. Ainda falta uma mídia mais intensa e a divulgação do edital bem mais cedo. Aqui fica uma sugestão: por que não divulgar o edital no dia 12 de março, data do aniversário da cidade do Recife?
Teríamos tempo suficiente para promover o festival e todos os seus desdobramentos até o lançamento do CD, que poderia ser na semana da música ou mesmo no dia do músico 22 de novembro de cada ano.
Desta feita foi dado um passo nessa caminhada que não deve parar e sim, ser aprimorado para não fazer somente por fazer. Fazer sim, com qualidade e compromisso com a nossa cultura carnavalesca.
Enfim, o Recife agradece, o frevo merece e os compositores terão mais entusiasmo para criar cada vez melhor suas obras musicais
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
V A R A N D A
ESPIO NO HORIZONTE VAZIO
NO ENTARDECER SOMBRIO,
OCASO TARDIO
SENTIMENTO VAGO...
LEMBRANÇA DO SOL BRILHANTE
DO DIA CLARO, DO MAR VIBRANTE,
DAS NUVENS SOLTAS
DO CÉU AZUL
SAUDADE DOS TEMPOS
CALMARIA DAS RUAS,
MANSIDÃO DA VIDA
QUE SE ESGARÇOU...
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
A VOLTA DO PODER LEGITIMO
Divulgado em Opinião do Diário de Pernambuco
07.12.2010
Com as recentes ações do governo no Rio de Janeiro, no enfrentamento ao crime, que preferimos dizer “não organizado”, houve clara evidência de que o estado é que não tinha estrutura para esse mister.
Após estudo acurado e planejamento adequado, surgiu mesmo que tardiamente, o momento da ação global e coordenada, atingindo os anseios da sociedade que exaurida de viver sitiada sob o comando dos marginais parece, agora, aliviada.
Tudo isso é decorrência da passividade e omissão crônica dos governos que deixaram acontecer o avanço da criminalidade, até chegarmos a esse extremo que vivemos. Donos absolutos da situação, os marginais atuaram com força e destemor, porém, jamais esperaram uma reação em cadeia tão bem orquestrada e com a eficiência desejada pela sociedade.
Trata-se, pois, do início de um processo que demandará ações sociais profundas, para que o governo volte a cumprir o seu papel constitucional e não dê mais razões para que facções tentem novamente substituí-lo.
Enfim, chegamos a exaustão da paciência e o povo respondeu ativamente dando total e irrestrito apoio a essas ações que se consolidadas, garantirão o retorno da paz e segurança que todos almejam e que jamais deveria ter deixado de existir.
Não seria esse o momento ideal para o retorno da credibilidade das nossas instituições? Dos nossos legisladores revisarem as leis para que sejam mais duras e efetivas? E ainda, da reflexão dos homens públicos com o indicativo de que os tempos estão mudando?
Seria muito bom que assim fosse para que voltássemos a ter orgulho de ser brasileiro, não somente pelo futebol, mas pelo sentimento nobre de brasilidade que tanto nos falta atualmente.
Cabe-nos acompanhar de perto e cobrar as ações sociais que serão o complemento vital de todo esse trabalho. Certamente, é isso que a sociedade espera.
07.12.2010
Com as recentes ações do governo no Rio de Janeiro, no enfrentamento ao crime, que preferimos dizer “não organizado”, houve clara evidência de que o estado é que não tinha estrutura para esse mister.
Após estudo acurado e planejamento adequado, surgiu mesmo que tardiamente, o momento da ação global e coordenada, atingindo os anseios da sociedade que exaurida de viver sitiada sob o comando dos marginais parece, agora, aliviada.
Tudo isso é decorrência da passividade e omissão crônica dos governos que deixaram acontecer o avanço da criminalidade, até chegarmos a esse extremo que vivemos. Donos absolutos da situação, os marginais atuaram com força e destemor, porém, jamais esperaram uma reação em cadeia tão bem orquestrada e com a eficiência desejada pela sociedade.
Trata-se, pois, do início de um processo que demandará ações sociais profundas, para que o governo volte a cumprir o seu papel constitucional e não dê mais razões para que facções tentem novamente substituí-lo.
Enfim, chegamos a exaustão da paciência e o povo respondeu ativamente dando total e irrestrito apoio a essas ações que se consolidadas, garantirão o retorno da paz e segurança que todos almejam e que jamais deveria ter deixado de existir.
Não seria esse o momento ideal para o retorno da credibilidade das nossas instituições? Dos nossos legisladores revisarem as leis para que sejam mais duras e efetivas? E ainda, da reflexão dos homens públicos com o indicativo de que os tempos estão mudando?
Seria muito bom que assim fosse para que voltássemos a ter orgulho de ser brasileiro, não somente pelo futebol, mas pelo sentimento nobre de brasilidade que tanto nos falta atualmente.
Cabe-nos acompanhar de perto e cobrar as ações sociais que serão o complemento vital de todo esse trabalho. Certamente, é isso que a sociedade espera.
Assinar:
Postagens (Atom)





