quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Ciência, arte e vida
Publicação: Opinião do Diário de Pernambuco 23/01/2014

Os avanços da ciência nos revelam com frequência, fatos que procuram explicar a origem do homem. Os fenômenos naturais acontecem, mas as explicações nem sempre são justificadas de forma convincente quanto às razões desses fatos, a exemplo dos ciclos de suas ocorrências e ainda, o que leva algumas forças serem superiores a outras, gerando fenômenos que dizimam milhares de pessoas. Vivemos em eterna expectativa já que, somos impotentes para nos defendermos de todos os fenômenos naturais. A ciência pode explicar como ocorrem essas forças, mas por que elas teriam o “privilégio” dessa superioridade?

A interação do homem com a ciência e as artes faz a vida se tornar um amálgama de tudo que acontece ao seu redor. Quando apreciamos, por exemplo, um belo quadro valemo-nos da visão e alcançamos com os olhos a intenção mais intima do artista, onde as curvas, ângulos e outras figuras geométricas são a presença da ciência na arte projetada com a alma do artista.

Uma arte que envolve fortemente o homem é a música. A física explica o fenômeno vibratório que gera o som. Mas determinada peça musical nos leva à tristeza e outra, nos proporciona alegria sendo ambas oriundas de um mesmo nascedouro... Assim, o coração consegue distinguir esses sentimentos como se cada ventrículo tivesse o poder mágico de discernimento e escolha? Há de se perguntar: por que, então, nosso ele não se torna receptivo somente para o lado da alegria? Por que será que temos que vivenciar essa alternância onde, obviamente, a alegria deveria ser a preferida?

O sofrimento e alegria são emoções que estão intimamente ligadas ao ser humano com estreita relação com a música, que é originária de um fenômeno físico. Como explicar esse vínculo que ocorrer indistintamente entre nós?

Trazemos todos esses questionamentos desde o nascimento e, quem sabe, os teremos até nossos últimos dias. Diz-se que viver só de alegria não seria nada agradável, mas quem gostaria de viver aborrecido, de mau humor ou triste?

Será que necessitamos conviver com elementos opostos como: alegria e tristeza, sorriso e lágrima, para que possamos valorizar o melhor deles como os polos positivos e negativos de uma pilha cujas diferenças interagem para gerar energia?

Nada obstante as afirmativas que envolvem a fé e as religiões, há inúmeras interrogações para tudo isso e por mais que nos aprofundemos nesse vasto universo que envolve os mundos da ciência, arte e vida, veremos que ainda não temos uma explicação que nos tire tantas dúvidas...
 
 
 

 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014



 
TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI ?

Publicado em Opinião do Diário de Pernambuco
06.12.2013

No Brasil tudo pode acontecer desde que haja conveniências. Temos leis em demasia, mas cumpri-las como se diz popularmente “...com os rigores da lei” não acontece, como todos almejam. Aí reside o problema. Tivemos em novembro último, o caso em que a Juíza Maria Cristina Souza Leão de Castro atropelou uma criança de 10 anos e não lhe prestou os devidos socorros, conforme noticiou a imprensa. Indignado, o pai do garoto desabafa ao dizer: ”...se fosse eu que atropelasse o filho dela onde estaria agora?”
 
Como agravante, a Juíza mostrava sinais de embriagues e negou-se a fazer o teste do bafômetro... Há de se perguntar: a legislação não deve ser para todos? Por que a lei protege alguns com a desculpa de possuírem foro privilegiado? E o que reza em nossa Carta Magna, no seu Art.5º., Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes ..(Grifo nosso)”. Então, a lei não vale para os crimes cujos personagens são autoridades? Onde está o princípio de isonomia? Essa permissividade da lei colide frontalmente com o teor da nossa Constituição.
 
Como Juíza, obviamente, conhecedora das leis, não se pode admitir transgressões da espécie ficando a CTTU “desobrigada” da autuação em flagrante, e nem a polícia  teve o direito investigar esse crime duplo, ou seja: omissão de socorro e sinais de embriaguez. Quando recusa a realização do teste do bafômetro, infringe mais um dispositivo legal e se nada devesse, não haveria motivo para se negar...
 
No Brasil sempre há um jeitinho vergonhoso de driblar a Lei maior e assim, esse péssimo exemplo estimula o câncer da impunidade que reina no País. Por consequência, há liberdade total para as autoridades cometerem qualquer tipo de delito, pois há amparo legal... Isso é correto? Como pode um Juiz julgar sem poder ser julgado?
 
Não precisa ser inteligente nem tampouco sábio, para perceber essa incongruência jurídica.  Fala-se tanto em igualdade racial entre outros direitos e nesse caso, será que o direito está mesmo direito ou está na contramão daquilo que deveria ser coerente, correto e justo?
 
Esse episódio negativo parte de alguém que deveria servir de espelho para a sociedade e estimula, certamente a impunidade, além de ferir a Constituição, onde depreende-se que tudo vale segundo os interesses dos maiores...
 
Dessa forma, todos aqueles detentores desse privilégio são amparados pela lei para a prática de qualquer ilicitude. Temos plena convicção de que não é esse o Brasil que queremos, onde em primeiro lugar a justiça deveria ser justa... Quem sabe um dia, os legisladores se apercebam do que é ético, legal e moral...
A DEMOCRACIA DIVINA
Publicado em Opinião do Diário de Pernambuco 30.12.2013

  A democracia que é o poder emanado pelo povo, vive tensões que a levam muitas vezes a suportar certas condutas inadequadas, que colidem com os princípios da convivência em sociedade. Por termos o direito de fazer o que bem entendemos, ressaltamos que, tudo é possível, mas nem tudo é licito.

Dessa forma, a democracia nos dá condições para termos uma vida livre, por ser um direito inerente ao regime político criado pelo homem. Por outro lado, temos através da bondade de Deus, também, o direito de tudo fazer por conta do livre arbítrio que nos foi dado. No primeiro caso, se infringirmos alguma lei temos a justiça dos homens para o devido julgamento.

 Obviamente, essa justiça pode ter visões diferenciadas, visto que, a análise e o entendimento daqueles que julgam podem variar tanto pelo conhecimento jurídico, como também, não raro, por conveniências que não cabe aqui abordar, mas que, sabidamente, existem...

  É comum ouvirmos alguém dizer: “... só me resta agora a Justiça Divina”! Isso ocorre quando muitas vezes não somos compreendidos pelos que julgam e só temos como consolo a Divindade que é justa e imutável em suas leis.

No Juízo Superior o fenômeno “causa e efeito” ocorrerá e se fará presente forçosamente, a depender dos desígnios de Deus, que cumpre fielmente a lei, não cabendo ingerência de terceiros, políticas ou de qualquer outra ordem. É aplicada segundo os nossos méritos que por sua vez, são consequências dos nossos atos. Seria como um espelho que reflete a imagem que fazemos, e jamais, nos mostrará algo diferente daquilo que apresentamos.

  Nesse livre arbítrio que eu chamaria Democracia Divina, as regras são claras e bem definidas. Não há emendas, protocolos, nem postergações nos seus cumprimentos. Nenhum de nós estará livre desse ajuste de contas, cujos débitos são exclusivamente nossos, Como, então, minimizarmos esse saldo devedor? Tudo dependerá de cada um de nós, Devemos refletir sobre nossos atos, ações e omissões.

O fato de não fazermos mal algum aos nossos semelhantes é um bom princípio, contudo nada fazer por eles é uma omissão. Não devemos esperar que nos solicitem ajuda e sim, procuremos alcançar suas necessidades e de alguma forma mitigá-las. Esse será o caminho para que nosso saldo se torne menos pesado perante esse Juízo que é incondicional, não dependendo de raça, credo ou qualquer outra discriminação. Nele não há cotas...

Assim, devemos nos fortalecer para esse encontro fazendo profunda reflexão e uma reforma intima que não é imediata, e sim, progressiva. Serão esses os primeiros passos para atingirmos o objetivo do Criador: nossa evolução.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013


Juventude: sábio ou incipiente na vida?

Publicação: Opinião do Diário de Pernambuco

21/09/2013 03:00

Nada obstante os conhecimentos adquiridos pelos jovens em suas diversas modalidades através dos constantes avanços tecnológicos, eles não devem se considerar sábios ou conhecedores de todas as coisas.

Mas não é assim que vemos no dia a dia. Obviamente, esses novos tempos oportunizaram diversas conquistas na forma de aprender e tanto e verdade, que uma criança manuseia com grande habilidade um tablet ou um celular muito melhor do que muitos de nós adultos.

A juventude de hoje já nasceu na era da expansão tecnológica que domina todo o mundo. Mesmo assim com facilidades e oportunidades que nós não tivemos, há coisas que essa mesma juventude não valoriza como deveria, a exemplo da experiência dos mais velhos ou mais vividos.

Por mais conhecimento que detenham a experiência é fruto do tempo, da labuta diária, das quedas e soerguimentos que todos nós tivemos e nunca deixaremos de ter. Esse detalhe que entendemos não seja de pouca monta, não tem a devida atenção dos jovens e bem que poderia servi-lhes de exemplos para que não pratiquem os mesmos equívocos que nós experimentamos.

Essa estrada que chamamos de vida é repleta de surpresas e quando são boas, melhor para nós. Contudo nem sempre é assim. Faz parte do caminhar o tropeço nas pedras que nos dificultam os passos, e a experiência nos faz trilhar melhor esse trajeto que só Deus sabe quando vai terminar...Conselhos bons são sempre bem-vindos e no mínimo, teremos alternativas de atitudes que podem e devem ser comparadas com aquelas que nós temos em mente. Quantas vezes
mudamos nossos rumos em razão de um conselho?

Assim, consideramos que não deva ser desprezada a oportunidade de se ter uma palavra amiga através do conselho, que muitas vezes, além de modificar nossos atos, pode, também, influenciar nossos destinos. O importante é ter discernimento para decidir pelo melhor caminho a seguir.

 A sabedoria é algo muito além do conhecimento e nenhum de nós a detém em sua plenitude, pois, se vivemos em constante evolução conforme os tempos demonstram, jamais a teremos com toda sua grandeza.
  

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Protestos: quais os limites?




Publicação: Opinião Diário de Pernambuco
04/09/2013 03:00
O Brasil está vivendo uma onda de protestos de certa forma justa e necessária. O gigante acordou, mas é preciso que haja bom senso e respeito à população de um modo geral. Essas manifestações tornaram-se de repente uma rotina insuportável, trazendo transtornos os mais diversos para a sociedade.

Não condenamos esses atos de revolta e insatisfação, contudo não é possível que todos os dias determinadas cidades parem suas atividades e ainda, que esses movimentos se estendam pelas estradas travando o trafego com sérios transtornos para o povo que tem o direito do livre transito.

Quantos prejuízos em prazos de entrega de cargas e pior, as que são perecíveis que se destinam ao lixo? Qual a vínculo ou responsabilidade que os produtores, caminhoneiros e as próprias indústrias têm com os incontáveis protestos que vemos todos os dias?

Recentemente, tivemos o caso das pirâmides que ensejou um grande protesto, a nosso ver, sem justificativa plausível. Aqueles que queriam ganhos fáceis e foram iludidos agiram de forma incauta, pois com a baixa inflação que temos atualmente não seria lógico auferir lucros fabulosos, mormente, respaldados em promessas vazias e inconsistentes. As autoridades ao proibirem a continuidade dessa prática agiram corretamente, por serem elas irregulares e que trazem prejuízo ao povo como aconteceu.

Por conta dessa atitude insensata cuja responsabilidade é somente deles, acharam por bem bloquear avenidas e teve quem perdesse o horário do voo no Aeroporto do Recife e pessoas que vieram do interior para tratamento de saúde ficaram, também, prejudicadas.

Ora, temos uma imensa categoria de trabalhadores e se todas elas entenderem que esse tipo de protesto é a forma ideal para reivindicarem os seus direitos ninguém mais vai circular no Brasil. Isso é um absurdo e deve ter limites. Enfim, a ordem pública há muito tempo está ameaçada e cabe à polícia se impor e restaurar a tranquilidade nas ruas.

Outra ameaça é que não raro, há descumprimento das ordens judiciais para desocupação das vias ou mesmo suspensão das greves. E depois que essas medidas são desrespeitadas a quem se pode recorrer se o judiciário é a última instância? Onde está o respeito à hierarquia? 


O Brasil vive uma falsa democracia, pois o que vemos diariamente e um estado de anarquia generalizada, onde ninguém respeita nem obedece ninguém... Foi assim que aconteceu na década de 60, onde tivemos episódios lamentáveis e que até hoje, marcam a história do Brasil. É preciso fazer valer os dizeres da nossa Bandeira: Ordem e Progresso!

sábado, 27 de julho de 2013

Saudade dos bons tempo

 


Publicado em Opinião
Diário de Pernambuco 27.07.2013

Os tempos mudaram e muito. Em alguns aspetos para melhor, como na tecnologia em geral.  Nas comunicações o mundo teve um progresso expressivo principalmente, com o surgimento da internet e da telefonia celular que otimizaram sobremaneira o relacionamento humano. Porém tudo isso tem um preço. Transtornos os mais diversos acontecem como a falta de sinal que é uma das precariedades dos serviços, além dos spams e spywares indesejáveis e a ameaça constante dos hackers que invadem os sistemas. Outro exemplo negativo é a facilidade de comunicação daqueles que fazem o crime “organizado” e que se valem desses avanços, para suas articulações criminosas com mais eficiência.

Se para o homem de bem a moderna comunicação tornou-se ferramenta de trabalho, para os meliantes não é diferente, só que esse “trabalho” é contra a sociedade, pois nada de bom produzem e deixam um rastro de insegurança coletiva. Outrora chamávamos de organizado algo que nos surpreendia pela aparência e qualidade que aguçava nosso bom gosto. Por exemplo, num recinto em que adentrávamos e desfrutávamos de um agradável ambiente e depois com o bom atendimento recebido, deduzíamos tratar-se de algo organizado e por consequência, eficiente.

Já hoje, o adjetivo organizado perdeu o sentido de enaltecer o que seria fruto do resultado de um bom trabalho. Temos dois exemplos que estão na moda e fortalecem o que afirmamos: o crime e as torcidas ditas organizadas. As ações maléficas e nocivas fomentadas por esses grupos atormentam a sociedade e tudo isso que no mínimo é deplorável está adjetivado como “organizado...” Quando admitimos o uso desse termo estamos homenageando e engrandecendo o que não presta e que é repudiado pela sociedade. Já é tempo de mudarmos esse hábito equivocado e abolirmos essa utilização, já que a sua aplicação é descabida para esses casos. O povo que em sua maioria tem boa índole é que precisa se organizar e impor a ordem social que tanto almejamos impedindo, assim, que uma minoria desqualificada domine o cenário nacional.

É tempo de parar com tantos direitos humanos para esses que de humanos nada têm. Os delitos  perpetrados com requintes de crueldade fortalecem a assertiva. Vemos com frequência as reivindicações dos direitos desses elementos, contudo nunca ouvimos enfaticamente cobrança dos seus deveres... Assim, eles tomam fôlego e vão adiante cada vez mais vorazes sabendo que a impunidade é o melhor advogado que possuem. Enfim, muita coisa mudou, mudou para pior. Pelo visto, com tantas inversões de valores já devemos chamar urubu de meu louro, sem constrangimento algum...


quarta-feira, 3 de julho de 2013

DEMOCRACIA & VANDALISMO

Democracia & vandalismo

Publicação: 03/07/2013

Opinião Diário de Pernambuco




Mesmo sendo um regime onde o poder emana do povo através do voto livre, os governantes legítimos representantes eleitos, podem e devem intervir para a manutenção da ordem pública. Se assim não ocorre, vive-se um falso regime democrático. Esse exemplo esta evidente no Brasil, onde a ordem é aviltada de várias maneiras. Uma delas deve-se aos movimentos ditos democráticos (para aqueles que os fazem...), pois, colidem com o direito do cidadão comum que sofre as consequências dessa insanidade consentida pelo poder público. Assim, antes de qualquer viagem deveremos atentar sobre o clima e também, se por onde iremos transitar há indicativos de tormentas sociais, para não sermos interrompidos em nossos trajetos... Esse é um dos piores exemplos da democracia que temos!

As ações contra a criminalidade e a preservação dos direitos dos cidadãos não se restringem ao combate às drogas, latrocínios entre tantos outros delitos que vivenciamos. O direito de ir e vir faz parte, também, da essência da democracia, mas não o temos em nenhum lugar com a devida segurança. Contudo, se tudo é permitido, por que então aqueles que conturbam a ordem pública vão se intimidar? Temos os movimentos dos sem terra e assemelhados, que a qualquer tempo bloqueiam estradas, ateiam fogo em pneus e proíbem o trabalhador ou mesmo o simples de prosseguir no seu trajeto.

Avançam a passos largos com esses desmandos e invadem, também, órgãos públicos valendo-se de uma - falsa bandeira reivindicatória-, como que somente eles tivessem direitos. Aliás, deveres eles nem se apercebem que também devem ter...

Há décadas que esses “movimentos democráticos” atormentam a vida nacional e os órgãos que tem o dever e o poder de coibi-los, assistem a tudo isso de braços cruzados. Nesse contexto, há muitos outros exemplos de abusos sem a devida repressão. Não defendemos a violência, mas a própria democracia pode valer-se dela para que tenhamos na pratica o significado da palavra, onde deve prevalecer direito da maioria. Os flanelinhas fazem parte desses grupos que atormentam e agem amparados pela impunidade e pior, de forma coercitiva extorquindo o cidadão de bem.

A omissão dos poderes constituídos faz com que esses movimentos se fortaleçam e desafiem até ordens judiciais, como que estivessem acima de tudo e de todos. Desses entraves há consequências, inclusive, com confrontos já que eles se atrevem a receber a policia com pedras e outros meios de agressão e muitas vezes, ela permanece passiva assistindo a tudo sem nada fazer e quando se sente acuada reage, mas de imediato, chegam os “defensores dos direitos humanos” para por panos mornos e dar força a esses que promovem a desordem pública. Como reina a impunidade, eles não hesitam em praticar essas ilicitudes e não vejo como certo esse caminho de reivindicar direitos. Enfim, vivemos realmente num regime democrático?