terça-feira, 15 de abril de 2014

Os descaminhos do Brasil

 
Luiz Guimarães Gomes de Sá
Publicação: Opinião do Diário de Pernambuco
15/04/2014 03:00
É motivo de preocupação para toda a sociedade os fatos que ocorrem no Brasil, onde percebemos que os caminhos que estamos trilhando não são os ideais, inclusive, são perigosos. Não temos um único setor que possamos considerar como no mínimo satisfatório para a vida do cidadão. A começar com um sistema de saúde cronicamente precário e ineficiente. Há alguns anos, tivemos cobrança do CPMF, que seria destinada para ajudar na prestação dos serviços concernentes à saúde do brasileiro. A arrecadação existiu sem falhas, porém os recursos foram desviados...

As nossas rodovias sem a devida conservação são responsáveis por sérios acidentes. O INSS quer responsabilizar quem conduz veículos motorizados de forma imprudente. A punição seria o pagamento das despesas médicas e previdenciárias decorrentes dos acidentes. Isso é justo, claro. E o Ministério dos Transportes também será punido pela precariedade das nossas rodovias? Seria uma medida equilibrada para não termos injustiças. Vivemos no Brasil momentos de tensão a toda hora. Criminalidade sempre crescente e sem controle. Os desvios de verbas ocorrem em todos os níveis de governo e os que são punidos são aplaudidos com se heróis fossem, como ocorreu recentemente com os mensaleiros que aparecem sorridentes e felizes...

Assim, a corrupção ficou institucionalizada como se fosse um ato de nobreza e dignidade. Quanto à hierarquia essa já não existe faz tempo. O respeito às autoridades deixou de existir por conta delas próprias que não se dão ao respeito. Até a Corte maior do País foi afrontada... Os Black blocs entre outros grupos de meliantes desafiam as policias destemidamente, valendo-se da impunidade reinante.

Atos de vandalismo são as imagens do dia a dia nos noticiários da imprensa. Recentemente, o MST promoveu depredações em Brasília contando com o apoio financeiro do BNDES no valor de R$ 350 mil. Foi recebido pela presidente Dilma. Houve alguma punição? Claro que não! Faz parte do contexto...

Nada de efetivo se acontece. Muitas reuniões, panos mornos e a baderna continua com o governo inerte, impotente e omisso. Ordem e Pregresso agora são adornos da nossa Bandeira quando seria para nos orgulharmos do nosso País que sempre se disse ser do futuro. Qual será esse futuro se temos um presente degradante? Qual o amanhã que estamos plantando hoje?

A ordem pública tornou-se piada deixando nossa democracia ameaçada. A anarquia generalizou-se. Vivemos há anos momentos nada agradáveis, por conta da desordem e do descaso. Os fatos dos dias de hoje são preocupantes e tudo tem limite. Esperamos que já estejamos nesse limite. Se nada de efetivo e concreto for feito para evitarmos essas ocorrências nefastas, poderemos ter surpresas e depois, iremos lamentar o que poderia ter sido evitado...

sábado, 15 de março de 2014

Paço do Frevo

Luiz Guimarães Gomes de Sá

Membro da Academia Pernambucana de Música

Publicação: Diário de Pernambuco 15/03/2014
 


 
 
No dia do frevo (9 de fevereiro), ocorreu a inauguração do Paço do Frevo situado na Praça do Arsenal, local em que atuou a empresa inglesa Western Telegraph Compani Limited com atividade de comunicação. A partir daquela data esse espaço continuará comunicando-se com todo o mundo, contudo exclusivamente para divulgar as atividades ligadas ao nosso maior ritmo carnavalesco: o frevo.

Sendo ele Patrimônio Imaterial Cultural da Humanidade desde o dia 05 de dezembro de 2012, há anos que precisava ser revigorado e reconhecido no contexto da nossa cultura popular. Eu diria que não se trata de um “acerto de marcha”, mas no acerto do passo que apesar da demora, chegou!

Nos trabalhos que ali serão desenvolvidos teremos a história do frevo, vídeos, exposições, oficinas, aulas de dança dentre outras atividades. É um espaço com forte referência para o frevo que nesse seu primeiro centenário passou por fases difíceis por conta da falta de sensibilidade das gestões governamentais e ainda, com a acomodação do povo que não deixa de ser uma omissão repreensível.

Mas o tempo correu e tudo faz crer que estaremos doravante vivenciando novos rumos para que o frevo tenha sua glória no seu nascedouro, pois alhures ele já é majestade. No Paço do Frevo temos pessoas de alta relevância prestando suas inestimáveis colaborações, a exemplo dos maestros Edson Rodrigue, Nenéu Liberalquino, pianista Geraldo Vital, além de uma equipe que promete nos legar bons resultados nessa empreitada. Teremos oportunidade de divulgar de várias formas o frevo com partituras e gravações, que poderão chegar às mãos de pessoas em todo o mundo universalizando, assim, o nosso ritmo centenário.

Esse dever de casa não é somente da competência dos gestores governamentais. O povo precisa e deve contribuir para que esse orgulho não esmaeça no decorrer dos anos.


É preciso participar e cobrar resultados, pois afinal o carnaval é festa do povo e não devemos deixar tudo nas mãos dos governos. Temos todos nós a obrigação de zelar por esse Patrimônio. Quando cobramos devemos, também apresentar alternativas, pois a responsabilidade é de todos.

Assim, damos os parabéns ao Prefeito Geraldo Júlio e a Secretária de Cultura Leda Alves que nos brinda com o Paço do Frevo, digo melhor, Paço do Povo!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014


Frevo da Humanidade



 
Neste 9 de fevereiro comemoramos mais uma vez o Dia do Frevo. Ele que além de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, Título conferido pelo Ministério da Cultura em 2007, detém ainda o Diploma conferido pela UNESCO com sendo Patrimônio Imaterial da Humanidade, em 05 de dezembro de 1912.

Dentre as festividades teremos o lançamento do CD 1º. Festival do Frevo da Humanidade promovido pela nossa Prefeitura, através da Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura Cidade do Recife. Esse evento será o ponto alto das comemorações, onde são contempladas no álbum somente as três modalidades: frevo de rua, de bloco e frevo canção. O maestro José Menezes será homenageado no CD in memorian, com seu antológico Freio a Óleo, nome escolhido pelo grande maestro Nelson Ferreira.  Desta feita, os ritmos Caboclinho e Maracatu não integram o álbum, pois a Secretaria de Cultura decidiu acertadamente que teríamos exclusivamente o frevo, considerando o prestigio do ritmo em nível internacional ao receber aquela honraria.

Sem desmerecer os demais ritmos que ornamentam a nossa imensa riqueza musical, o frevo merece esse destaque pela sua origem pernambucana e ainda por ser o Recife a Capital do Frevo. Convenhamos que todos os pernambucanos devam estar eufóricos em ter uma manifestação própria reconhecida além-mares.

As suas formas: esfuziante como frevo de rua, romântico ou nostálgico quando falamos no frevo de bloco, e alegre ou jocoso no gênero frevo canção, conferem ao mesmo uma diversidade no seu gênero musical, que se depreende flexível na sua estrutura. O frevo de rua surpreende com perguntas e respostas sensíveis aos nossos ouvidos. Já os frevos de bloco e frevo canção, aguçam nossos sentimentos poéticos.

Nesse contexto musical ficamos com os nervos à flor da pele e achando pouco, incorporamos a todo esse frenesi a emoção da constelação de passos para termos todo o corpo envolvido nesse cenário maravilhoso que se transforma em um cenário inusitado.

Chega então, a hora da resistência... Haja fôlego! Haja coração! É nesse embalo que o carnaval do Recife vibra, freve e o povo entra em ebulição coletiva onde cada um procura o seu espaço para fazer o passo! Esquecemos se é dia ou noite. Nada mais interessa a não ser curtir, sonhar, viajar sem destino ao som do frevo. Uma viagem sem cobranças, sem estações, sem parada.

Essa vertigem gostosa é diferente daquela que nos desfalece, muito pelo contrário, a celeridade do passo prova que estamos vivos, muito vivos para apreciar, enaltecer e vibrar com o nosso Frevo, ritmo maior de Pernambuco! Parabéns para todos pernambucanos!

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Médico e membro da Academia Pernambucana de Música

 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A INQUIETUDE HUMANA

Publicação:  Diário de Pernambuco 25/02/2014



Ao nascer iniciamos o nosso processo de inquietude ao emitirmos o primeiro choro. Seria um grito de revolta? Viemos de um ambiente onde tudo nos era fornecido sem precisarmos reivindicar nada. Aí começa uma nova vida terrena com a ausência do ventre materno que nos acolhia tão bem...

Caminhamos aos poucos e passamos pela infância ocasião em que tudo é sonho em busca do novo, do inédito. Nessa fase já questionamos o que queremos, pois choramos para sermos atendidos.

O tempo passa e de repente estamos na adolescência. Rapidamente tornamo-nos adultos com novos sonhos e desafios. Os namoros já nos acompanham há algum tempo e vamos caminhando pela vida. Agora, temos um o\outro enfrentamento: o vestibular. Lutamos para vencer essa prova, visando o exercício da profissão escolhida. Dificuldades mil, mas chegamos lá!

Nessa fase ainda existe muitas incertezas e não temos a maturidade plena. A partir daí, enfrentamos a concorrência na profissão abraçada.


O mundo sempre exige o melhor e nem sempre contamos com a lealdade que deveria existir em todos nós. Precisamos então, de especializações e aprimoramentos e os desafios continuam...

Daqueles namoros surge o casamento e logo, logo, chegam os filhos. Outro desafio para educar e cuidar dos novos membros familiares, enfim, dar-lhes condições para o enfrentamento da vida. Buscamos sempre crescer profissionalmente e conquistarmos o conforto que almejamos. Nova casa, novo carro, novos utensílios domésticos, etc. A vida nos compele para esse progresso material. Isso nos dá alegria e até status social...

Quando menos esperamos percebemos alguns cabelos grisalhos ou mesmo a ausência de muitos fios deles e a maturidade está avançando.


Não é fácil durante todas essas dificuldades darmos ênfase adequada a uma vida futura que podemos chamar de existência eterna, mesmo porque, vivemos a maior parte do nosso tempo convivendo com um mundo extremamente material.

Nesse tempo já estamos mais estabilizados e talvez, menos atribulados. Começamos a perceber segredos e mistérios que nos esperam mais cedo ou mais tarde. É aí que sentimos quão efêmera é a vida terrena que um dia tornar-se-á descartável. Então, sentimos a necessidade de conhecer até onde possível àquilo que inevitavelmente nos espera...

Para aqueles que já possuem uma sólida formação religiosa torna-se mais fácil viver essa fase da vida, convivendo com o surgimento de novos conhecimentos que nos chegam a cada dia.
Outras concepções podem nos surpreender à luz da ciência que possui também a sua inquietude...

Na verdade um dia partiremos para o desconhecido que podemos imaginar segundo a nossa fé e razão, contudo acreditamos que essa incógnita seja uma inquietude constante em todo ser humano.
 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Ciência, arte e vida
Publicação: Opinião do Diário de Pernambuco 23/01/2014

Os avanços da ciência nos revelam com frequência, fatos que procuram explicar a origem do homem. Os fenômenos naturais acontecem, mas as explicações nem sempre são justificadas de forma convincente quanto às razões desses fatos, a exemplo dos ciclos de suas ocorrências e ainda, o que leva algumas forças serem superiores a outras, gerando fenômenos que dizimam milhares de pessoas. Vivemos em eterna expectativa já que, somos impotentes para nos defendermos de todos os fenômenos naturais. A ciência pode explicar como ocorrem essas forças, mas por que elas teriam o “privilégio” dessa superioridade?

A interação do homem com a ciência e as artes faz a vida se tornar um amálgama de tudo que acontece ao seu redor. Quando apreciamos, por exemplo, um belo quadro valemo-nos da visão e alcançamos com os olhos a intenção mais intima do artista, onde as curvas, ângulos e outras figuras geométricas são a presença da ciência na arte projetada com a alma do artista.

Uma arte que envolve fortemente o homem é a música. A física explica o fenômeno vibratório que gera o som. Mas determinada peça musical nos leva à tristeza e outra, nos proporciona alegria sendo ambas oriundas de um mesmo nascedouro... Assim, o coração consegue distinguir esses sentimentos como se cada ventrículo tivesse o poder mágico de discernimento e escolha? Há de se perguntar: por que, então, nosso ele não se torna receptivo somente para o lado da alegria? Por que será que temos que vivenciar essa alternância onde, obviamente, a alegria deveria ser a preferida?

O sofrimento e alegria são emoções que estão intimamente ligadas ao ser humano com estreita relação com a música, que é originária de um fenômeno físico. Como explicar esse vínculo que ocorrer indistintamente entre nós?

Trazemos todos esses questionamentos desde o nascimento e, quem sabe, os teremos até nossos últimos dias. Diz-se que viver só de alegria não seria nada agradável, mas quem gostaria de viver aborrecido, de mau humor ou triste?

Será que necessitamos conviver com elementos opostos como: alegria e tristeza, sorriso e lágrima, para que possamos valorizar o melhor deles como os polos positivos e negativos de uma pilha cujas diferenças interagem para gerar energia?

Nada obstante as afirmativas que envolvem a fé e as religiões, há inúmeras interrogações para tudo isso e por mais que nos aprofundemos nesse vasto universo que envolve os mundos da ciência, arte e vida, veremos que ainda não temos uma explicação que nos tire tantas dúvidas...
 
 
 

 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014



 
TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI ?

Publicado em Opinião do Diário de Pernambuco
06.12.2013

No Brasil tudo pode acontecer desde que haja conveniências. Temos leis em demasia, mas cumpri-las como se diz popularmente “...com os rigores da lei” não acontece, como todos almejam. Aí reside o problema. Tivemos em novembro último, o caso em que a Juíza Maria Cristina Souza Leão de Castro atropelou uma criança de 10 anos e não lhe prestou os devidos socorros, conforme noticiou a imprensa. Indignado, o pai do garoto desabafa ao dizer: ”...se fosse eu que atropelasse o filho dela onde estaria agora?”
 
Como agravante, a Juíza mostrava sinais de embriagues e negou-se a fazer o teste do bafômetro... Há de se perguntar: a legislação não deve ser para todos? Por que a lei protege alguns com a desculpa de possuírem foro privilegiado? E o que reza em nossa Carta Magna, no seu Art.5º., Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes ..(Grifo nosso)”. Então, a lei não vale para os crimes cujos personagens são autoridades? Onde está o princípio de isonomia? Essa permissividade da lei colide frontalmente com o teor da nossa Constituição.
 
Como Juíza, obviamente, conhecedora das leis, não se pode admitir transgressões da espécie ficando a CTTU “desobrigada” da autuação em flagrante, e nem a polícia  teve o direito investigar esse crime duplo, ou seja: omissão de socorro e sinais de embriaguez. Quando recusa a realização do teste do bafômetro, infringe mais um dispositivo legal e se nada devesse, não haveria motivo para se negar...
 
No Brasil sempre há um jeitinho vergonhoso de driblar a Lei maior e assim, esse péssimo exemplo estimula o câncer da impunidade que reina no País. Por consequência, há liberdade total para as autoridades cometerem qualquer tipo de delito, pois há amparo legal... Isso é correto? Como pode um Juiz julgar sem poder ser julgado?
 
Não precisa ser inteligente nem tampouco sábio, para perceber essa incongruência jurídica.  Fala-se tanto em igualdade racial entre outros direitos e nesse caso, será que o direito está mesmo direito ou está na contramão daquilo que deveria ser coerente, correto e justo?
 
Esse episódio negativo parte de alguém que deveria servir de espelho para a sociedade e estimula, certamente a impunidade, além de ferir a Constituição, onde depreende-se que tudo vale segundo os interesses dos maiores...
 
Dessa forma, todos aqueles detentores desse privilégio são amparados pela lei para a prática de qualquer ilicitude. Temos plena convicção de que não é esse o Brasil que queremos, onde em primeiro lugar a justiça deveria ser justa... Quem sabe um dia, os legisladores se apercebam do que é ético, legal e moral...
A DEMOCRACIA DIVINA
Publicado em Opinião do Diário de Pernambuco 30.12.2013

  A democracia que é o poder emanado pelo povo, vive tensões que a levam muitas vezes a suportar certas condutas inadequadas, que colidem com os princípios da convivência em sociedade. Por termos o direito de fazer o que bem entendemos, ressaltamos que, tudo é possível, mas nem tudo é licito.

Dessa forma, a democracia nos dá condições para termos uma vida livre, por ser um direito inerente ao regime político criado pelo homem. Por outro lado, temos através da bondade de Deus, também, o direito de tudo fazer por conta do livre arbítrio que nos foi dado. No primeiro caso, se infringirmos alguma lei temos a justiça dos homens para o devido julgamento.

 Obviamente, essa justiça pode ter visões diferenciadas, visto que, a análise e o entendimento daqueles que julgam podem variar tanto pelo conhecimento jurídico, como também, não raro, por conveniências que não cabe aqui abordar, mas que, sabidamente, existem...

  É comum ouvirmos alguém dizer: “... só me resta agora a Justiça Divina”! Isso ocorre quando muitas vezes não somos compreendidos pelos que julgam e só temos como consolo a Divindade que é justa e imutável em suas leis.

No Juízo Superior o fenômeno “causa e efeito” ocorrerá e se fará presente forçosamente, a depender dos desígnios de Deus, que cumpre fielmente a lei, não cabendo ingerência de terceiros, políticas ou de qualquer outra ordem. É aplicada segundo os nossos méritos que por sua vez, são consequências dos nossos atos. Seria como um espelho que reflete a imagem que fazemos, e jamais, nos mostrará algo diferente daquilo que apresentamos.

  Nesse livre arbítrio que eu chamaria Democracia Divina, as regras são claras e bem definidas. Não há emendas, protocolos, nem postergações nos seus cumprimentos. Nenhum de nós estará livre desse ajuste de contas, cujos débitos são exclusivamente nossos, Como, então, minimizarmos esse saldo devedor? Tudo dependerá de cada um de nós, Devemos refletir sobre nossos atos, ações e omissões.

O fato de não fazermos mal algum aos nossos semelhantes é um bom princípio, contudo nada fazer por eles é uma omissão. Não devemos esperar que nos solicitem ajuda e sim, procuremos alcançar suas necessidades e de alguma forma mitigá-las. Esse será o caminho para que nosso saldo se torne menos pesado perante esse Juízo que é incondicional, não dependendo de raça, credo ou qualquer outra discriminação. Nele não há cotas...

Assim, devemos nos fortalecer para esse encontro fazendo profunda reflexão e uma reforma intima que não é imediata, e sim, progressiva. Serão esses os primeiros passos para atingirmos o objetivo do Criador: nossa evolução.