terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Ir(responsabilidade fiscal)




Divulgado em Opinião do Diário de Pernambuco em 20.12.2014

Caminhando na contramão do bom senso e surfando na onda do engodo e da má gestão, o governo adotou duas medias visando interesses pessoais, mas que causam impacto ao povo brasileiro. A manipulação da L.D.O.(Lei de Diretrizes Orçamentárias) foi vergonhosamente alterada para cobrir o crime de responsabilidade fiscal cometido pela Presidente Dilma já que não cumpriu as exigências legais.


Essa alteração nas contas públicas terá reflexos os mais variados como o descrédito do Brasil na comunidade mundial e os desdobramentos internos que advirão. Achando pouco esse ato impensado e irresponsável, o Palácio do Planalto condicionou a liberação de verbas para os parlamentares caso votassem a favor do esdrúxulo projeto governamental. Dessa forma a Presidente Dilma exorbitou da autoridade e a falta da ética ao “comprar” a consciência de inúmeros parlamentares.


Temos no presente caso a “corrupção” oficializada com o aval dos políticos que lhe dão sustentação no Congresso. È bom lembrar que a própria Presidente disse na recente campanha que iria combater com mão firme toda e qualquer corrupção... Ora, é assim que ela coíbe a corrupção fazendo do Congresso um balcão de negócios, e pior, sem o menor senso crítico e de forma aberta por escrito? Qual será o conceito que a Presidente tem de ética e moral? Será que essas virtudes existem no dicionário que ela utiliza? Podem, a principio, ser inacreditáveis esses fatos, mas em realidade ocorreram e não é nenhum pesadelo!
 

Foi um tiro duplo no pé! Aqueles subservientes de plantão cederam à participação dessa trama contábil imoral e ilegal dando o aval à incompetência e irresponsabilidade da Presidente Dilma, como se esse ato nefasto pudesse absolvê-la do crime praticado. É como f

 
oi dito em larga escala: ”...o Congresso limpou a cena do crime...”. A mancha do crime foi ampliada com o rastro de vergonha ao vermos tantos parlamentares envolvidos com a cumplicidade convicta e consciente. Vejam até onde chegamos! Esse episódio pode parecer isolado, mas terá amplas e graves repercussões.


Como doravante os Tribunais poderão julgar casos assemelhados cujos personagens serão governadores e prefeitos? A Lei é única e para todos! Temos um perigoso precedente que será invocado em casos futuro da espécie. Ora, se a Presidente pode por que qualquer prefeito ou governador não pode? Com esse panorama sombrio aguardemos os desdobramentos que certamente virão como sendo a “Lei de Desmandos Orçamentários”

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A prece e nossas angústias




Luiz Guimarães Gomes de Sá

Publicação:

Opinião do Diário de Pernambuco 24/11/2014 

Regra geral todos nós um dia precisamos realizar uma prece excetuando-se aqueles que são descrentes da existência de DEUS. O caminho para essa manifestação de fé não raro é antecedido por um estado de angústia que pode ou não ser acompanhado de uma dor física ou moral. Nessa hora, quando os meios materiais estão no limite para mitigar esse sofrimento, sempre apelamos para algo que não conhecemos fisicamente, mas aceitamos como um Ser Superior. Sabemos também que nosso estado de espírito guarda uma intensa e constante relação com os nossos acometimentos somáticos e há muitos que não admitem ou desconhecem as sutilezas que antecederam o nascimento e por consequência, o entendimento dos fatos que ocorrem em nossas vidas.

A nossa mente é a fonte de tudo onde emitimos e recebemos energias das mais variadas frequências. Formulamos através do pensamento nossas ações do cotidiano e mesmo aquelas que não praticamos de imediato permanecem armazenadas. Dependendo da qualidade e intensidade dessas energias, experimentamos situações as mais diversas que poderão atingir nosso corpo físico e mental. Acontece, porém que o cerne dos problemas vivenciados não se encontra no corpo e sim no espírito que se serve daquele para operacionalizar nossos atos.

 

Angustiados por qualquer motivo, a prece é o ancoradouro e alivio que temos através do sentimento puro, onde a humildade, a resignação e a fé são ingredientes indispensáveis para que tenhamos êxito em nossas pretensões que dependem ainda dos nossos méritos. Nesse momento grandioso as energias que nos cercam são refinadas e as frequências das mesmas sintonizam com outras do mesmo teor vibratório. Assim sentimo-nos aliviados e encorajados para seguirmos adiante. Esse momento de elevação ao Altíssimo não confere espaço para sentimentos menores, como o egoísmo, a inveja, a prepotência, a cólera e outros do gênero por serem incompatíveis com aquela sintonia sublime.

Lamentavelmente muitos de nós não percebemos que a prece é o alimento d´alma e que sem ela estaremos carentes das energias que nos cabe produzir e captar. Do ponto de vista médico temos as medidas preventivas que nos possibilitam a antecipação do tratamento dos problemas físicos de que somos suscetíveis. Isso é feito através de exames e também com o uso das vacinas. Contudo, não praticamos essa prevenção para as enfermidades d´alma que em realidade correspondem às várias experiências das nossas vidas neste ou em outros mundos...

Isto posto, independentemente da crença ou religião, todos nós sentimos a necessidade da prece que atua como um bálsamo em nossas vidas fortalecendo nossa coragem, perseverança e resignação para a caminhada que escolhemos fruto do que acordamos com o Criador para a elaboração do livro da nossa história, em cujo palco somos autores e atores, onde compartilhamos com out aros personagens o enfrentamento dos desafios do dia a dia...

 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

As últimas eleições

Publicação: Opinião – Diário de Pernambuco 30/10/2014


 

No último domingo, depois de acirrada disputa, tivemos a reeleição de Dilma Rousseff para a Presidência da República. Nada obstante as inúmeras denúncias de corrupção agravada com a da Petrobras, o Brasil, principalmente o Nordeste, preferiu reconduzir Dilma Rousseff à Presidência.

Essa eleição foi importante para a história do Brasil, um país dividido conforme o resultado do pleito nos mostra. Teremos mais quatro anos de governo petista, sendo fácil alcançarmos a intenção da perpetuação no poder do ex-presidente Lula. Esse entendimento é visível pelos fatos que observamos no dia a dia.

O momento é delicado com o retorno da inflação e o pífio crescimento do Brasil em 2014. Independentemente de fatores externos, houve equívocos na condução da política econômica que nos levaram à situação atual.

Temos ainda a nossa política externa que nos deixa apreensivos, face aos contratos feitos sem a devida transparência para regimes reconhecidamente ditatoriais que adotam medidas de cerceamentos, a exemplo do que ocorre em Cuba, Venezuela e Bolívia.

Esse caminho é temeroso, principalmente se considerarmos as ocorrências havidas em 1964, quando tivemos uma grave crise institucional. Agora, parece estarmos revivendo aquele trágico período...

O desenho do quadro eleitoral nos deixou levar a crer que teremos sérias dificuldades na governabilidade. São evidentes as preferências nas  diversas regiões e a composição política decorrente desse pleito. Para seguir adiante será preciso uma profunda avaliação desse quadro, que se não for bem conduzido, teremos agravada a situação da Nação.

Contudo, independente de ideologia devemos ficar vigilantes quanto ao desempenho do governo ora reconduzido, sendo as promessas de campanha objeto da nossa acurada observação para seu fiel cumprimento, cabendo ao mesmo uma grande responsabilidade no atendimento dos pleitos do povo.

 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O direito do voto


Publicado em 01.10.2014

Opinião - Diário de Pernambuco


No regime democrático temos o sagrado direito do voto, prerrogativa que milhões de pessoas em todo o mundo gostariam de ter. Mas possuir esse direito não significa votar certo. Muitos hão de se perguntar: o que seria então votar certo? Seria darmos a real importância ao voto e considerá-lo como um ato cívico que se bem praticado poderá modificar os rumos do Brasil que ultimamente não vão bem.

Precisamos também ter consciência de que se votamos por interesse pessoal em nada estaremos contribuindo para a sociedade como um todo. E ainda, considerarmos como da maior importância a avaliação da estatura moral dos candidatos escolhidos, já que eles nos representarão nas futuras decisões políticas do nosso interesse social.

Temos que ter, também, uma visão de futuro, pois nossos votos terão substancial repercussão nos anos que virão e por consequência, as medidas adotadas recairão em nós e nossos descendentes.

Uma reforma política impõe-se há muito tempo. Temos o alarmante contingente de 32 partidos e a maioria deles sem a menor expressão sendo desconhecido pela população. Num país sério isso seria uma piada... A descrença na classe política faz com que o voto torne-se enfadonho ao invés de fazer parte do interesse do povo.

Os inúmeros partidos chamados “nanicos” são fragmentos que se unem nas eleições para fortalecer os mais densos e conhecidos. Não vemos (porque não existe) nenhum avanço com projetos consistentes que vislumbrem uma melhor qualidade de vida para o povo brasileiro.

Esses partidos podem ser considerados como uma “poluição” em nosso cenário político sem nenhum valor real para o povo a não ser quando formam um “consórcio” de siglas em época de eleição para as conhecidas barganhas...

Esse é o quadro político que temos e por consequência o status quo em que vivemos. É nosso dever modificar tudo isso para que possamos ter um futuro promissor...

quinta-feira, 14 de agosto de 2014




Eduardo Campos,, o líder


Publicação: 05/09/2014 –
Opinião do Diário de Pernambuco


Morre Eduardo Campos. Morre um pedaço do Brasil. Morre uma esperança que indicava trazer dias melhores para a Nação. Jovem, idealizador, dinâmico e competente, esteve à frente do governo de Pernambuco durante sete anos.

Nesse período destacou-se pela habilidade de governar e principalmente por ser um gestor na acepção da palavra. O Brasil sempre esteve a necessitar de uma gestão pública competente, célere e eficaz. A forma arcaica e perversa de governar vinculada praticamente a indicações políticas levaram o país a essa situação caótica dos dias de hoje.

Austero e cobrando resultados, ele instituiu em Pernambuco o modelo de gestão comprometida com metas e resultados. E deu certo! Deixou a marca de um governo com elevadíssimo índice de aprovação mercê dos resultados obtidos.

Na iniciativa privada essa prática de gestão é que dá resultados e nenhuma empresa está no mercado para ter prejuízo. Essa é a regra. Pernambuco nunca cresceu tanto como na gestão de Eduardo Campos. Uma das mais arrojadas metas que ele prometeu foi a descentralização do atendimento hospitalar, já que o Hospital da Restauração acolhia pacientes de todos os lugares. Essa medida desafogou sobremaneira esse hospital e facilitou a vida dos pacientes. Deu certo!

Quanto ao Brasil, ele já tinha um modelo de gestão exitoso em Pernambuco e certamente implantaria o mesmo para ajustar os rumos da Nação. Infelizmente sua vida foi curta e inesperadamente ele partiu. Partiu saudoso de um sonho não realizado, ou seja, tentar oferecer ao País sua experiência política e administrativa digna de aplausos. Esse saudosismo repousa também no coração dos pernambucanos e de milhões de cidadãos dessa Nação tão sofrida e ávida por dias melhores.

Mas nada na vida é por acaso. Ele teria que existir mesmo por tão pouco tempo para deixar um legado de realizações e um exemplo digno de ser seguido. Eduardo Campos deixou um clarão que certamente iluminará os destinos do Brasil. O Brasil não para. O Brasil não espera. Vamos adiante espelhados nessa figura ímpar do cenário político nacional.





Convivendo com as diferenças


 



Publicação: Opinião do Diário de Pernambuco 14.08.2014
 
Um dos grandes desafios que todos nós temos é aceitar as diferentes opiniões do nosso próximo. Ainda na infância iniciamos o convívio escolar, quando conhecemos inúmeros colegas que poderão ser no futuro nossos amigos. Daí por diante os contatos vão se multiplicando e a essa altura já estamos diante de um ciclo social bem maior.

Ao longo dos anos, essas afinidades vão se acumulando e para muitos chega o momento do matrimônio, em que o convívio diário torna-se, talvez, o maior desafio a ser superado já que as intenções e ações doravante deverão ser compartilhadas. Nossa individualidade sofre alterações e precisamos ter discernimento e renúncia para irmos adiante. Nessa caminhada chegam os filhos ampliando-se o circulo familiar. Surgem novos desafios em um contexto muito mais complexo, onde as diferenças se multiplicam.

A educação é a primeira iniciativa que oferecemos aos filhos, visando o futuro dos mesmos numa sociedade altamente competitiva. Eles terão os mesmos desafios que tivemos e ter pleno êxito nesse contexto não é nada fácil. Mesmo com aqueles que mantemos um relacionamento diário em nosso lar, não raro, as afinidades com os amigos consolidam-se muito mais a ponto de chamarmos aqueles de irmãos...

Obtendo experiências no âmbito do relacionamento social, acumulamos várias impressões e podemos até nos sentir no direito de julgar pessoas, quando em realidade devemos buscar compreendê-las aceitando as suas preferências. Esse convívio constante oportuniza-nos crescimento e, se soubermos, poderemos colher bons frutos daquilo que coincide ou não com a nossa forma de pensar e de agir tendo assim, chance de nos modificar para melhor.

A escola da vida é tudo isso, onde os sentimentos opostos permitem que nos situemos no lugar daqueles com os quais convivemos para deduzirmos como iríamos atuar naquelas situações. Enfim, o palco da vida tem inúmeros cenários e nós fazemos parte do espetáculo como atores ou espectadores. Esse processo mesmo sendo difícil conduz-nos para o crescimento sociocultural e espiritual, favorecendo a nossa evolução interior.

 
 

sábado, 26 de julho de 2014

O sonho acabou e o dever nos chama








Poderíamos dizer com mais propriedade que tivemos um grande pesadelo. Anfitrião da maior modalidade esportiva do mundo, o Brasil acolheu atletas e turistas de diversos países, confirmando o seu perfil de bom hospitaleiro.

A festa foi bonita? Sim, há uma unanimidade que indica o sucesso, inclusive no âmbito turístico. Já no futebol que tanto nos orgulha passamos por um vexame, que certamente jamais teremos assemelhado...

Nesse período o Brasil foi vitrine para milhões de pessoas com atletas da elite futebolística do mundo que desfilaram com seus dribles colossais encantando a grande plateia.

Deixando de lado a nossa fragorosa derrota, tudo foi festa! Muita emoção! Nesse contexto colorido envolvendo o verde dos gramados e o tremular das bandeiras multicores, repousa um vazio indescritível no coração de milhões de brasileiros frustrados e sofridos, já que outrora éramos o País do futebol.

Mas a nossa desilusão não fica somente no futebol. Agora, despertemos e voltemos à nossa cruel realidade de um Brasil sem comando e sem ordem. Acordemos para o momento que vivemos que não é nada auspicioso.

Deixemos o circo de lado e vejamos as nuvens densas que cobrem nossos céus. Não é pessimismo, e sim, ver e enxergar nosso norte comprometido por uma bússola manipulada e desviada do seu rumo certo e que se arrisca em um futuro nada promissor, numa aventura que põe em risco nossa democracia já fragilizada e inconsistente no seu real valor e dimensão, contrariando a nossa história.

Agora, é a hora da verdadeira brasilidade, da retomada dos princípios e deveres respaldados nos pilares da ética, da moral e dignidade do nosso povo. É hora de votar com convicção e sem paixão,  mas com visão no futuro e, principalmente, no amanhã dos nossos descendentes.

Não temos mais tempo para erros! O Brasil precisa mudar. O povo merece sair de um pesadelo e não mais sonhar, e sim, viver um tempo real de ordem e progresso...