terça-feira, 12 de julho de 2016

O invisível sempre presente



 
Coluna Caminhos da Fé


Jornal do Commercio 11.07.2016

 
Os seres humanos têm como hábito viver em sociedade. Essa constatação já fora revelada pelo pensador e poeta inglês John Donne (1572 – 1631), quando afirmou: “(...) Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra”.

Na visão Espírita há no homem três elementos que se completam: espírito, perispírito e corpo. Quando ocorre o desencarne o Espírito segue para outra dimensão e mesmo sendo invisível aos olhos do corpo físico, interage de forma constante com todos nós ainda encarnados. Somos diuturnamente influenciados por eles, ficando evidente que aquele “convívio” social na vida terrena não desaparece e sim continua, inclusive entre eles no mundo invisível. Contudo essa percepção não chega a ser valorizada como deveria por conta da nossa visão estreita da vida, sendo regra geral, o que é “material” ter uma importância maior..
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No Livro dos Espíritos encontramos nas questões 87 e 459, respectivamente, o que segue:  oP – “Ocupam os Espíritos uma região determinada e circunscrita no espaço?” R - “(...) Estão por toda parte. Povoam infinitamente os espaços infinitos. Tendes muitos deles de contínuo a vosso lado, observando-vos e sobre vós atuando, sem o perceberdes”;  P- “Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?” R- “Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.” Essas assertivas ilustram cabalmente a relação do homem encarnado com o mundo na dimensão espiritual.

Se atentarmos para aquela “voz silenciosa” que sempre nos fala, veremos que se trata exatamente das influencias dos espíritos que nos assolam constantemente. Cabe-nos, porém discernir aquilo que é salutar ou maléfico para nós e nossos semelhantes. Procuremos sanear nossos pensamentos deixando o campo mental em condições de semearmos boas ideias para que tenhamos impulsos para as atitudes edificantes.

Essa convivência bidimensional é algo intrínseco a todos os seres humanos. Ninguém está livre dessa relação que faz parte, inclusive dos nossos sonhos. Assim sendo, o Espírito mantém sua atividade ininterrupta influenciando nossos pensamentos e atitudes do cotidiano. Mas é bom ressaltar que a responsabilidade definitiva quanto aos nossos atos é nossa. O livre arbítrio nos faculta a escolha do caminho a seguir. Daí a importância de seguirmos o conselho de Jesus, segundo Mateus 26:41 ”Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade o espírito está pronto mas a carne é fraca.”

Assim através da prece poderemos afastar as influências deletérias que nos atribulam e retardam a nossa libertação através do processo evolutivo imperioso a todos nós. Nessa caminhada constante o aprendizado diário nos trará conhecimentos intelectuais e morais, que darão suporte para atingirmos o crescimento espiritual em sua plenitude.

A ciência tem oferecido grande contribuição para o fortalecimento desses estudos. As evidências de que somos na “essência” Espírito são inúmeras, servindo o corpo provisório tão somente para dar-lhe abrigo e condições de manifestar-se nas ações do âmbito físico. ”O Espírito é como um diamante, que para reluzir precisa ser lapidado”

 
Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

 
 





segunda-feira, 27 de junho de 2016

 
 
fotos de jesus o cordeiro

 
Caminhando para Jesus
 
O título é relevante considerando que todos nós devemos caminhar nessa direção. Porém o objetivo hoje é registrar um feito que resplandece na família cristã pernambucana. Em 21 de junho de 1951, Aníbal Guimarães Ribeiro e outros cidadãos iluminados idealizaram a criação do Centro Espírita Caminhando Para Jesus, que festejou ontem seus 65 anos de existência.
 
De inicio, teve suas atividades em uma escola no Bairro de Água Fria, que atendia crianças carentes e as encaminhava para os primeiros passos do aprendizado escolar, além dos afazeres pertinentes a uma Casa Espírita.
 
Depois em novo endereço, à Rua Dr. Machado 168, Campo Grande, não foi possível continuar com as atividades da escola, contudo mantém até hoje os trabalhos da Casa Espírita deixando acesa a chama luminosa que atende fraternalmente a tantos que lá acorrem.
 
O trabalho dos voluntários é fortalecido pela direção da Casa, que tem na programação tarefas de cunho social sempre pautadas na sublime missão da caridade. Há também cursos de Passe, Oratória, Mediunidade e Doutrinação, que preparam novos trabalhadores para darem continuidade aos trabalhos da Casa.
 
É gratificante para todos os trabalhadores e o público que frequenta aquela Casa Espírita ver esse labor germinar de forma triunfante. Um dos exemplos marcantes é aquele em que vemos jovens que desde a infância frequentaram o Departamento Infanto Juvenil e hoje já promovem a evangelização de inúmeras crianças. Trata-se de um plantio que se mostrou fecundo e assim vão se multiplicando os semeadores do bem que desprendem suas energias de forma positiva na edificante missão evangelizadora.
 
O campo é vasto  e  as ações realizadas no dia a dia divulgando a Doutrina Espírita - que  revela, ensina, consola e redime -, fortalece essa caminhada comum a todos nós. Nisso tudo temos a certeza de que o percurso é longo, mas a perseverança e a fé movem aqueles que frequentam o Centro Espírita Caminhando Para Jesus, que neste mês de junho comemora mais um ano de trabalhos profícuos e abençoados por Deus.
 
Temos a esperança de que muitos e muitos anos ainda virão somar-se a essa história de fé, amor e caridade que o Caminhando Para Jesus vem realizando no contexto do Espiritismo em Pernambuco.
 
Luiz Guimarães Gomes de Sá

sábado, 28 de maio de 2016

Os mesmos discursos contraditórios


 
Publicado em Opinião do Diário de Pernambuco 28.05.2016

Mantendo a linha de atuação ao longo desses anos, o PT e seus aliados repetem sistematicamente os mesmos discursos. Como de praxe as “elites” são atacadas como se fossem a causa dos problemas do governo que soçobrou no mar da incompetência, arrogância e contravenções. Com tantas criticas feitas às “elites” nem por isso deixaram de procura-las para perpetrarem todas as formas de ilicitudes sobejamente comprovadas. Qual o governo que sobrevive sem as chamadas “elites”? Como poderia haver emprego sem empregadores que na ótica do PT são “elites”? Fica claro que esses discursos nunca foram coerentes

Dentre outras acusações descabidas é que essas “elites” têm preconceito racial incitando o confronto dos brasileiros. São radicais e pregam a democracia de forma contraditória, já que   promovem atos de vandalismo através dos movimentos do MST e assemelhados contrariando o direito dos outros. Ao referir-se de forma irascível contra as “elites” cabe uma pergunta: será que esses políticos do PT são proletários? Padecem das agruras que os transportes públicos oferecem aos trabalhadores? Enfrentam as intermináveis filas do SUS e a constante falta de medicamentos que o governo propaga e não disponibiliza? Enfim, o que são verdadeiramente? Elites, claro! Depreende-se que não há sustentação no que dizem. São oportunistas e impressionam os incautos.

E o que dizer das “elites” intelectuais? Aqueles que apoiam às práticas do PT? Observemos a forma como vivem e veremos que são “elites” com discursos disfarçados. Essa prática é espelhada em tantas outras que já ocorreram no mundo e sempre após promovem os desastres sociais, tornaram-se decadentes. Antes das últimas eleições, o ex-presidente Lula afirmou categoricamente: “...eles não sabem do que somos capazes de fazer”.  O recado foi dado. Será preciso acrescentar algo mais para provar as intenções do PT? Não são meias palavras e sim uma afirmativa que condiz com a prática irresponsável e inconsequente do partido. O que o Brasil pode esperar desse grupo radical? Nada mais do que a violência!

O presidente Temer tem imensos desafios pela frente como o caos econômico, o desemprego, a recessão e não tenhamos dúvidas das investidas raivosas desses movimentos ditos sociais conduzidos de maneira fanática. Já foi anunciado que o partido fará uma oposição e tudo que vier da presidência será obstruído. É esse o patriotismo, a racionalidade de um partido que se diz dos trabalhadores? Estamos com onze milhões de desempregados...

Alardeiam sem o mínimo pudor que as “elites” são retrocesso e que irão retirar os direitos dos trabalhadores. Prepotente e arrogante, o PT não tem a humildade de reconhecer os erros cometidos e ao invés de buscar solução para os problemas de sua responsabilidade, age contrariamente aos interesses do povo que tanto diz defender. A estrela do PT outrora anunciada como redentora, tornou-se decadente...

 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Falência moral, política e institucional


Os anos passam e nosso modelo de governo não muda! Essa condição estática demonstra que não avançamos nada, não que a sociedade não queira, mas por conta da classe política que cronicamente despreza os anseios do povo. As reformas arrastam-se pelos gabinetes sem nenhum comprometimento dos governantes. O Congresso tem sua pauta amparada por estratégias meramente políticas como em uma disputa para ver quem leva a melhor...
 
O potencial do Brasil causa inveja a muitos países no mundo. Com essa grandeza territorial e com terras férteis se tivéssemos governos sérios essas terras teriam uma produtividade muito acima do que conseguimos. Presentemente vivemos uma crise que assusta a todos e compromete substancialmente a caminhada da Nação, já que estamos estagnados! A governabilidade há muito não existe. O governo disputa com o Congresso para ver quem é mais forte... Os líderes daquela Casa e a Presidente Dilma Rousseff esbarram com denúncias de toda sorte. O Brasil parou!
 
Parou por quê? Parou pela irresponsabilidade do governo que além de incompetente tem como prática um projeto político-ideológico que não se coaduna com o perfil de nossa sociedade. A degradação moral desencadeou um processo de corrupção nunca visto no mundo! Somos um péssimo exemplo para as demais nações. A sociedade vive sobressaltada rotineiramente com a falta de segurança e por esses tempos amarga uma instabilidade política e institucional que resulta no desemprego de milhões de brasileiros.
 
Fala-se em reformas! São várias! Reforma política, reforma eleitoral entre tantas outras. Acontece que há uma reforma que deveria anteceder a todas as demais: a reforma moral! Aliás, se houvesse realmente moralidade na classe política, há exceções, jamais seria necessária essa reforma, pois as consciências dos que comandam a nação deveria ser a bússola de suas atitudes.
 
A ânsia pelo poder que domina a classe política impede que saiamos desse emaranhado de vergonhas que assola o Brasil. Enquanto surge um Juiz como Sérgio Moro que busca por ordem na casa, punindo a tantos que pareciam blindados, temos inúmeras leis permissivas que ajudam aos advogados espertos reverterem o processo pela astúcia própria de cada um deles. A nossa Constituição esfacelou-se diante de tantos descumprimentos e tornou-se um mero papel sem função nem respeito...
 
Enquanto não diminuirmos esses caminhos jurídicos que muitas das vezes são percalços para a devida aplicação da lei e consequente punição daqueles que delinquiram, não teremos efetividade na forma exemplar de se julgar.
 
Essas incongruências se avolumam e atravancam os processos com recursos de toda ordem, já que as leis assim o permitem. Com essa prática os juízes ficam assoberbados e muitos casos prescrevem estimulando a impunidade.
 
Infelizmente avizinha-se quadro assemelhado ao que tivemos em 1964, onde a desordem e o desrespeito às hierarquias tornaram-se insustentáveis exigindo uma intervenção. A história se repete e os personagens se renovam, mesmo havendo a presença de alguns daquela época. Esperamos que haja bom senso e principalmente responsabilidade com os destinos do Brasil...
 
 
 

terça-feira, 26 de abril de 2016

A convivência na casa espírita





A convivência na casa espírita

 

Publicado na coluna Caminhos da Fé
Jornal do Commercio 17 04 2016

Sendo o homem um ser social, é sabido que ele não vive sozinho, muito pelo contrário, agrupa-se em núcleos e segmentos que formam a sociedade, contribuindo para a cultura, os costumes e tradições do local onde vive. Logo ao nascer, enfrenta o primeiro desafio do convívio no lar que o acolhe e já começam os desafios da caminhada encetada com as inúmeras diferenças de opiniões que encontra.

É bom lembrar que cada um de nós é uma individualidade personificada por nossas tendências, gostos e aspirações. Mas nem sempre atentamos para esse labirinto que se mescla a tantos outros na convivência comum. Obviamente, é preciso um esforço tenaz para aceitar tantas diferenças, que pela natureza e intensidade de cada uma delas, oferece-nos oportunidades para novas experiências.

Na Casa Espírita não é diferente. É um núcleo que acolhe pessoas que professam a Doutrina Espírita e cultuam um mesmo Deus. Contudo, no contexto da convivência dos espíritas e pelo conhecimento que todos possuem da Doutrina Espírita, há de se conceber que divergências de opinião sempre existirão, mas o trato harmonioso entre os pares deve prevalecer sob todos os aspectos.

Essa atitude de respeito ao próximo não é diferente de outras que devemos cultivar no convívio social diário. Entendemos que pelos preceitos cristãos que temos, devemos estar alertas para que aquela ambiência permaneça salutar.

É imperioso que tenhamos inspiração e proteção quando das tratativas de opiniões discordantes, principalmente no Centro Espírita, onde sempre buscamos a harmonia para as tarefas ali desenvolvidas. Importante reassaltar também que naquele recinto mais do que em outros lugares, somos alvos de influências maléficas direcionadas ao labor a realizar. Não podemos descuidar dessa ameaça constante e que sempre terá um alvo suficiente para criar um campo magnético negativo.

A nossa responsabilidade é bem maior, considerando as palavras de Jesus segundo Lucas 12:48: “ (...) A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido”. Esse conhecimento aliado ao que pregamos nos impele a uma reflexão quanto à prática que dele fazemos.

No livro “Aconteceu na Casa Espírita”, de Emanuel Cristiano ditado pelo Espírito Nora, Cap.1, pg.15-16, encontramos: (...) Aqueles que guardam os ensinos de Jesus apenas nos lábios, os que trabalham por vaidade pura, os invejosos, melindrosos que não desejam se fortalecer, cairão nas teias dos malvados invasores, porque vibram na mesma sintonia dos inimigos da verdade”. (Grifos nosso).

Exemplos da espécie servem de alerta para todos aqueles que trabalham em Centros Espíritas, pelas ações desenvolvidas quando da pregação do Evangelho de Jesus esclarecendo aqueles que ali aportam. Essas atividades fazem com que sejamos “foco” de atenção para os irmãos menos esclarecidos e que a Luz Divina ainda não ancorou em seus corações...

Cabe ainda lembrar Mateus 26:41: ”Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. O espírito,com certeza, está preparado, mas a carne é fraca”.  Esse é o conselho, o caminho que devemos palmilhar buscando sempre a senda do bem. "Esqueçamos as imperfeições dos nossos irmãos e busquemos com perseverança vencermos as nossas"

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

 

 

 

 

sábado, 2 de abril de 2016

O homem que faltava


Publicação: Opinião Diário de Pernambuco 02/04/2016

O povo brasileiro há muito que precisava rever seu conceito ético-moraL. A corrupção que nos assola não é de hoje, muito pelo contrário, é antiga e sempre foi nociva para todos nós. Porém após o PT assumir o governo, o roubo tornou-se banal.
Os petistas sempre se defendiam dizendo “sempre se roubou...”, como se o mau exemplo devesse ser seguido. O princípio da moralidade foi banido da postura de muitos que assim pensavam e ainda pensam. Esses ainda defendem um governo comprovadamente incompetente e de atitudes que levaram a nação a esse estado vergonhoso...

Aqueles considerados “intocáveis” e acima da lei e da ordem estão vendo que a história crônica de impunidade acabou. Sob tantas ameaças dos dirigentes da CUT, MST e outros ligados ao PT, surgiu um homem que ficará na história do Brasil como um magistrado firme e destemido.

Ele fez ressurgir o que consta na Constituição Brasileira em seu Art. 5º. “(...) Todos são iguais perante a lei”. Esse é o grito de alívio e de liberdade que nossa sociedade faz ecoar! Nunca neste país tivemos um período tão degradante, onde tivemos o caos da imoralidade implantado em nosso cotidiano.

O juiz Sérgio Moro é o grande personagem dessa nova história! Discreto e destemido ele vem conduzindo todas as etapas da Operação Lava-Jato buscando fazer justiça a todos que infringiram as leis vigentes. O descalabro é gritante e inconteste.

Há anos que o Brasil é manchete em todo o mundo por conta dos escândalos das mais variadas espécies. Um absurdo a nação padecer das ações infaustas de políticos e empresários, numa avalanche incontrolável de denúncias que comprovam o enriquecimento ilícito de muitos políticos e empresários.

Essas “elites” tão criticadas pelo PT foram justamente as parceiras que eles encontraram para perpetrar seus desmandos...
Praticamente não há um único setor nesse governo onde não se encontre malversação de verbas...

Os tentáculos da corrupção impregnaram os órgãos da administração governamental. A política brasileira nunca esteve tão contaminada por essas falcatruas. As ações criminosas da espécie tornaram-se rotina. Mas enquanto o Brasil chegou ao fundo do poço sem nenhuma luz que mudasse o seu rumo, temos um homem cuja estatura moral fez surgir àquela almejada luz de esperança para o povo brasileiro.

Muitos outros ilustres brasileiros poderiam ter enfrentado essa máfia que tantos danos trouxe à nação. Mas o Juiz Sérgio Moro ao assumir o comando das investigações levou para o povo a esperança de que o Brasil tem jeito; o Brasil é superior às mazelas contidas nas atitudes de inúmeros desonestos!

É nessa esperança que aspiramos dias melhores, onde todo esse tempo nefasto e de sofrimento estará sendo substituído por novos horizontes auspiciosos para toda a sociedade.

Podemos alentar que as palavras Ordem e Progresso voltarão a tremular na Bandeira Nacional como um estímulo que o juiz Sérgio Moro legará à Nação, fazendo com que as futuras gerações tenham orgulho daqueles que lutaram e reverteram a caminhada equivocada do Brasil em cujo horizonte desponta a renovação nacional.


 
          

quarta-feira, 2 de março de 2016

Um país em queda livre

 
 
Um país em queda livre

 
Luiz Guimarães Gomes de Sá

Médico e Membro da Academia Pernambucana de Música
 
Publicação: Opinião do Diário de Pernambuco 02/03/2016
 
 

Nesses tempos o Brasil enfrenta sérios desafios. Antes o ex-presidente Lula considerava-se paladino do país. O discurso de essência demagógica encantou a
 
muitos e assim ele foi eleito e reeleito. Encontrou o caminho econômico-financeiro pavimentado com a moeda estável e a inflação  controlada. Muitos embarcaram
 
nesse “navio da esperança” sem atentar que o comandante não tinha nenhuma experiência administrativa.
 
 
Dentre as possíveis “boas intenções” preferiu investir no seu projeto de poder, alastrando pela América Latina o seu populismo. Nesse barco sem rumo e valendo-
 
se das promessas dos inacabados programas sociais, ele conseguiu eleger a Presidente Dilma Rouseff como sua sucessora.
 
 
Independentemente do cenário mundial, a oposição alertava durante a campanha eleitoral sobre os riscos da política econômica praticada pelo governo. Mas tudo
 
isso serviu de munição para a candidata Dilma Rouseff, que em discursos não menos demagógicos e sem essência da verdade, acusou os adversários de terem a
 
intenção de prejudicar os trabalhadores, entre outras inverdades que serviram de pilar para manter o seu palanque de ilusão  para o eleitor.
 
Para surpresa de todos,  logo no inicio de 2015, houve considerável aumento dos preços administrados (energia, combustíveis, telefonia), entre
 
outras medidas  que colidiram com o seu discurso enganador. Fez exatamente tudo que acusara por antecipação os candidatos opositores.
 
Sua falácia encantou  os incautos e agora todo o povo brasileiro amarga um governo incompetente e eivado de erros.
 
 
Esses fatos estão alicerçados nos rebaixamentos anunciados por três agências de classificação de riscos, que atestam ter o Brasil perdido o selo de bom pagador,
 
amparados também pela deterioração dos indicadores macroeconômicos que demonstram essa cruel realidade. Estamos com um  governo sem credibilidade
 
interna e externa, dificultando sobremaneira a participação dos investidores para a retomada do crescimento.
 
 
O comércio e as indústrias padecem de prejuízos e cerram suas portas, dando mostra de que perdemos toda a estabilidade encontrada pelo governo petista antes
 
de assumir o poder. A gigantesca máquina administrativa tem por objetivo precípuo o projeto político desse partido que além de  inoperante, apresenta vultosos
 
custos que poderiam ser cortados, mas implicaria na destituição dos seus apaniguados.
 
 
A realidade ora vivida anuncia para este ano uma recessão ainda maior e uma inflação que dá sinais evidentes de elevação. O crescimento econômico não está nos
 
horizontes mais próximos. Até quando o povo vai esperar que esse governo prossiga destruindo a Nação? A Petrobras é o  exemplo maior desses desmandos
 
sem limites! A cada dia anunciam-se novas descobertas de falcatruas. Esses fatos nos levam a inferir que estamos somente na
 
ponte desse imenso iceberg...