sexta-feira, 28 de dezembro de 2018




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Natal de luz
Publicado no Jornal do Commércio e
no Site Eusemfronteiras
Caminhos da Fé 23.12.2018

Em dezembro todo o mundo exalta o nascimento de Jesus. O cenário de luz reflete a sensibilidade humana pela psicosfera positiva que os nossos pensamentos formatam em torno das comemorações da vinda do Messias.

É momento de festa, de júbilo, de contentamento geral. A fraternidade parece insinuar-se no coração de todos e o clima de luz e paz adorna a Terra. Mesmo com o consumo exacerbado consequência do materialismo, ainda vigente com grande força, não podemos deixar de reconhecer que a felicidade inunda mentes e corações, carentes desse sentimento que todos buscamos.

As árvores reluzem com brilho incomum externando tudo aquilo que precisamos: Luz! Nelas os presentes se acumulam como frutos do sentimento de amor que leva o ser humano à fraternidade tão almejada.

Contudo precisamos perscrutar aquela árvore cuja raiz encontra-se em nosso interior. Necessário se faz cultiva-la a ponto de reluzir como disse Jesus em Mateus 5:16: 

Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

Neste particular somos convidados a procurar viver as coisas do Espírito que é imortal. São elas que nos acompanharão após o nosso desencarne e delas vamos usufruir do bem que fizermos durante a caminhada no Orbe terrestre.

Essa luz é que nos trará à consciência o verdadeiro sentido da vida. Quanto mais reluzente, mais felizes seremos! Para atingirmos esse degrau de evolução vivenciamos as inúmeras reencarnações sempre necessárias para a “lapidação” desse diamante, que irá reluzir dependendo da nossa perseverança em evoluir.

É dele que a Luz a que se referiu Jesus surgirá como o farol que nos servirá de guia em qualquer das dimensões da vida. Essa é a Verdade que o Mestre nos deixou; que nos levará ao Caminho e por consequência, à Vida.
Um Feliz Natal e um Venturoso 2019.

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus






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Publicado no Jornal do Commércio
Caminhos da Fé 23.12.2018
Natal de Luz

Em dezembro todo o mundo exalta o nascimento de Jesus. O cenário de luz reflete a sensibilidade humana pela psicosfera positiva que os nossos pensamentos formatam em torno das comemorações da vinda do Messias.

É momento de festa, de júbilo, de contentamento geral. A fraternidade parece insinuar-se no coração de todos e o clima de luz e paz adorna a Terra. Mesmo com o consumo exacerbado consequência do materialismo, ainda vigente com grande força, não podemos deixar de reconhecer que a felicidade inunda mentes e corações, carentes desse sentimento que todos buscamos.

As árvores reluzem com brilho incomum externando tudo aquilo que precisamos: Luz! Nelas os presentes se acumulam como frutos do sentimento de amor que leva o ser humano à fraternidade tão almejada.

Contudo precisamos perscrutar aquela árvore cuja raiz encontra-se em nosso interior. Necessário se faz cultiva-la a ponto de reluzir como disse Jesus em Mateus 5:16: Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

Neste particular somos convidados a procurar viver as coisas do Espírito que é imortal. São elas que nos acompanharão após o nosso desencarne e delas vamos usufruir do bem que fizermos durante a caminhada no Orbe terrestre.

Essa luz é que nos trará à consciência o verdadeiro sentido da vida. Quanto mais reluzente, mais felizes seremos! Para atingirmos esse degrau de evolução vivenciamos as inúmeras reencarnações sempre necessárias para a “lapidação” desse diamante, que irá reluzir dependendo da nossa perseverança em evoluir.

É dele que a Luz a que se referiu Jesus surgirá como o farol que nos servirá de guia em qualquer das dimensões da vida. Essa é a Verdade que o Mestre nos deixou; que nos levará ao Caminho e por consequência, à Vida.
Um Feliz Natal e um Venturoso 2019.

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

domingo, 28 de outubro de 2018

Benevolência, indulgência e Perdão



Publicado no Jornal do Commercio 
Caminhos da Fé 28.10.2018 

 Qual o sentido da palavra caridade conforme a entendia Jesus? Allan Kardec propõe, no item 886 de O livro dos Espíritos, uma das mais importantes reflexões de toda a Doutrina Espírita. (...) Mostrando mais uma vez, claramente, a raiz cristã do Espiritismo, busca em Jesus – o tipo mais perfeito que Deus deu ao homem para lhe servir de guia e modelo – a referência maior da caridade, para que possamos tê-la como base segura e definitiva. 


(...)  A resposta dos Espíritos, clara e didática, terá consequências em todas as demais obras da Codificação: Benevolência para com todos; indulgência com as imperfeições dos outros; perdão das ofensas. 


Essa tríade corresponde ao entendimento de Jesus quanto ao sublime sentimento da caridade. Inicialmente, Ele citou a benevolência que parte do pensamento no bem e sua prática indistinta. 

Com essa atitude o ser humano já se condiciona à prática da indulgência que implica na tolerância, paciência e compreensão para as faltas do próximo, considerando que todos nós somos imperfeitos e suscetíveis de erros. Já possuidora dessas duas virtudes a sensibilidade humana aproxima-se do ato mais difícil que é perdoar, já que envolve uma total renuncia dos sentimentos inferiores, a começar pelo egoísmo e o orgulho, e ao nos libertarmos, estaremos elevando-nos ao Criador, que por Jesus deu o maior exemplo ao perdoar todos àqueles que o levaram ao flagelo... 

 Assim o perdão tornou-se o exemplo maior da caridade onde o amor (sentimento), transformou-se na sua forma dinâmica que foi a “atitude”. Essa virtude excelsa que se sobrepõe a todo e qualquer sentimento inferior é a lição maior que Jesus nos deixou. 


Ela engloba todas as demais que o homem precisa praticar seguindo Jesus que é o Caminho, Verdade e Vida. Para atingirmos esse estágio sublime falta-nos, ainda a maturidade espiritual do entendimento e da prática do Evangelho do Cristo, como a bússola que direciona o navegador, e assim atingiremos a angelitude e plena felicidade que tanto buscamos. Esse desiderato exige coragem, perseverança, fé e resignação. 


O esforço é de cada um e os percalços da caminhada fazem parte do estágio que fazemos no Orbe terrestre, que serve de escola e hospital. Como escola exige provas diárias pelas quais passamos e sendo hospital, purifica nossas almas pelas expiações necessárias ao nosso progresso espiritual. As dores pelas quais padecemos são bálsamos d´alma. Correspondem ao “remédio amargo” que nos levará a cura das mazelas. 


A Justiça Divina se faz presente em cada um de nós de forma a nos reconduzir ao caminho do amor, fazendo-nos resgatar os débitos pretéritos que nos fustigam o Espírito necessitado de renovação. Todos nós precisamos renascer a cada dia! No Livro Prazer de Viver, Ermance Dufuax e Wanderley de Oliveira resumem bem, quando dizem: “reencarnar é com Deus, renascer é conosco”. 


Luiz Guimarães Gomes de Sá 

Trabalhão no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

domingo, 9 de setembro de 2018

Depressão e suicídio



A depressão conhecida na antiguidade como “melancolia” é hoje, um fator preocupante para a prevenção do suicídio. A campanha do Setembro Amarelo foi instituída pela OMS desde 2003, acendendo a cada ano, o “sinal vermelho” para os trabalhos de esclarecimento quanto à gravidade desses casos. As estatísticas são alarmantes: a cada 40 segundos, um ser humano comete esse desatino e por ano, 800.000 pessoas eliminam a vida no mundo.

Segundo, ainda dados da OMS (2017), a depressão acomete cerca de 350 milhões de pessoas, aproximadamente 4,60% da população do mundial, o que enseja as medidas preventivas que são promovidas.  Precisamos entender que o suicida não quer morrer. Ele deseja de forma ilusória libertar-se dos seus problemas... A vida sendo vista somente no âmbito material inibe o despertar para a consciência plena da verdadeira existência que transcende o corpo físico por sua essência espiritual.

A Doutrina Espírita esclarece bem fundamentada a imortalidade do Espírito. Somos reféns do arquétipo de vidas passadas e as imperfeições que ainda carregamos são as causas dos efeitos danosos que nos acometem.

Enquanto não nos debruçarmos nas raízes do nosso “eu”, não lograremos êxito nessa busca incessante do real sentido da vida. A luta maior que travamos é com o nosso “interior desconhecido...”. Na questão 944 do Livro dos Espíritos consta: “O homem tem o direito de dispor da sua própria vida”? – “Não; somente Deus tem esse direito. O suicídio voluntário é uma transgressão dessa lei”.

No Livro Vitória Sobre a Depressão, pelo Espírito Joanna de Angelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco temos: “(...) podemos asseverar que na maioria dos transtornos depressivos, as   causas  apresentam-se  como  de natureza  espiritual”.

Temos, ainda no Livro O Homem Integral, pelo mesmo Espírito e autor, no Capítulo 9, Ódio e Suicídio: “(...) O ódio é o filho predileto da selvageria...(...) Quando não pode descarregar as energias em descontrole contra o opositor, volta-se contra si mesmo articulando mecanismos de autodestruição, graças aos quais se vinga da sociedade que nele vige.

A mente insana propicia campo vibratório denso e negativo ensejando processos obsessivos condicionando-nos às enfermidades. Enfim, no Espírito enfermo encontra-se a gênese das doenças do corpo que são consequências das mazelas da alma.

Há inúmeros tratamentos para a depressão dentre eles a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), do psicanalista americano Aaron Temkin Beck. Contudo se não abordarmos essas enfermidades concebendo o homem de forma holística, tratando essencialmente a alma, jamais teremos o êxito almejado.

A medicina de hoje, já tem um entendimento dessa abrangência e quando essa tendência tornar-se mais ampla, certamente os resultados serão muito mais promissores. Segundo o Dr. Edwin  Schneidman, psicanalista americano: “o  suicídio  precisa  ser  debatido. No  silêncio  ele  cresce”. (A pureza dos pensamentos enobrece as atitudes).

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus


domingo, 19 de agosto de 2018

Por que reclamamos da vida?

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Publicado no  Jornal do Commercio
Caminhos da Fé
19.08.2018


O desconhecimento da real finalidade das nossas vidas leva-nos não raro, aos queixumes das vicissitudes pelas quais passamos. O questionamento é válido, fazendo parte das incertezas do ser humano.

Contudo é imprescindível estudo e reflexão para desbravarmos os incontáveis mistérios que nos circundam.  A Doutrina Espírita é sem dúvida o porto seguro no qual podemos ancorar no oceano das dúvidas em que estamos mergulhados... Se avaliarmos que a vida ficando restrita ao período do berço ao túmulo não tem sentido, chegaremos a conclusões que nos darão alento a essa inquietude.

Partindo do princípio de que somos Espíritos e estamos provisoriamente em um corpo perecível, entenderemos certamente que além da vida corpórea, o Espírito permanece em outra dimensão, conforme inúmeras provas e esclarecimentos encontrados na vasta literatura espírita. Como seres perfectíveis cada caminhar reencarnatório faz parte do cumprimento da Lei do Progresso por Ele decretada. A misericórdia Divina premia-nos ao conceder essas oportunidades, permitindo nossa evolução contínua pela depuração das nódoas espirituais que abrigamos.

As Bem-Aventuranças anunciadas por Jesus constituem-se em verdadeiro código moral sendo, também a “essência” do Reino de Deus. À luz desses ensinamentos e com a Fé fortalecida, deveremos compreender Suas palavras, de acordo com João 18:36: ”(...) O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui”.

Ainda nesse entendimento, segundo João 14:6, Ele disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai se não for por mim”. Essas sábias palavras leva-nos a conclusão de que sendo Ele é o caminho que deveremos seguir, não restará dúvida de que o nosso Reino também não é deste mundo...

Encontramos ainda na questão 920 do Livro dos Espíritos: “Pode o homem gozar de completa felicidade na Terra? R - “Não, por isso que a vida lhe foi dada como prova ou expiação”. Dele, porém depende a suavização de seus males e o ser tão feliz quanto possível na Terra”.

Com uma boa reflexão deveremos aceitar os percalços da vida com coragem, paciência e resignação, visto que as agruras que nos fustigam correspondem aos ajustes necessários à purificação do nosso Espírito enfermo.

O livre arbítrio faculta-nos o caminho a escolher, valendo salientar que a vida não é um “trilho” e sim, constituída de inúmeras “trilhas”, cabendo a nós o discernimento para seguir a que nos aprouver, porém estando sempre conscientes da colheita obrigatória daquilo que plantamos...

Descabido, pois o nosso desapontamento e as constantes reclamações da vida. Pensemos nisso! Em um Planeta de provas expiações, não podemos esperar felicidade plena, mesmo porque, ainda não alcançamos os méritos para tal. (A dor irresignada é a porta de entrada para o sofrimento).

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

domingo, 22 de julho de 2018

Passaporte da vida

Viagem de Negócios : Foto de stock





Publicado no Jornal do Commercio 
Caminhos da Fé 22.07.2018

Em cada reencarnação recebemos o “passaporte” da vida corpórea. A princípio sob o abrigo uterino, e logo depois, no convívio direto com os demais terráqueos, iniciamos a nossa trajetória previamente programada. Lamentavelmente nenhum de nós percebe no começo da vida que o tempo de permanência na terra já começou a ser contado. Quando comemoramos os nossos aniversários e recebemos os parabéns por mais um ano de vida, na verdade trata-se de menos um ano de vida no plano físico.



Se ao longo do desenvolvimento do corpo pudéssemos avaliar a importância do crescimento espiritual, certamente enfrentaríamos mais encorajados e confiantes os desafios que encontramos em nossas incontáveis caminhadas.

A falta desse conhecimento nos leva a sérios desconfortos por não compreendermos que essa vida no Orbe terrestre, assim como em outras moradas é passageira.

Após o desencarne a verdadeira essência segue seu rumo na dimensão espiritual e sendo o espírito imortal, habitará várias casas do Pai agregando carimbos no “passaporte” de nossas vidas...As viagens terrenas são planejadas com antecedência e sabemos data e hora da largada. Contudo a viagem obrigatória e sem data prevista é deixada em plano secundário, por valorizarmos mais a vida corpórea que é efêmera, do que a espiritual que é eterna.

Ao se extinguir o corpo físico surgem as transformações próprias das leis naturais, restando o Espírito que terá muitas outras vidas nessa caminhada incessante até que um dia possamos todos, sem exceção, desfrutar da almejada angelitude. Nossa permanência na terra é tal qual um “estágio”, onde temos oportunidade de aprimorar o nosso desenvolvimento intelectual e moral. Em cada capítulo da nossa existência passamos por diversas provas para depuração das nossas imperfeições, cujo mérito será somente nosso. Acrescemos o que reza em Mateus 16.27: “Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com seus anjos; e então dará a cada um segundo suas obras”.

A presente colheita é o fruto daquilo que foi semeado sendo esse processo constante, até que nos despojemos por completo dos equívocos praticados nas diversas viagens existenciais. Nessa ótica, devemos buscar o entendimento para tudo que se reporta ao mundo espiritual, plantando boas sementes para que as próximas colheitas sejam promissoras. Ressaltamos o contido em Gálatas 6:8: ”Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna”.

Jamais deveremos esquecer de que a verdadeira vida reside no Espírito, sendo o desencarne o portal das inúmeras moradas que deveremos conhecer conforme as sábias palavras de Jesus, segundo João 14:2: ”Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar”.

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando para Jesus

segunda-feira, 18 de junho de 2018

A caridade no lar


Publicado no Jornal do Commercio
Caminhos da Fé 17.06.2018


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Se nos abstivermos do mundo externo e nos vincularmos com atenção ao ambiente do lar onde iniciamos nossa convivência social, iremos perceber quão rico e promissor ele se apresenta para a nossa caminhada evolutiva. A princípio, é naquele local que convivemos e divergimos constantemente por conta da nossa falta de compreensão, tolerância e indulgência para aqueles que nos circundam no dia a dia. Quando partilhamos de um mesmo ambiente devemos ter em mente que somos individuais e, por conseguinte diferentes.

A partir da aceitação dos preceitos de Jesus, que nos ensina as virtudes do bem culminando com o maior delas o amor, devemos atentar para essa oportunidade que nos é concedida para nosso aprimoramento moral.

Quantas divergências ocorrem naquele ambiente por conta das nossas intransigências cristalizadas no orgulho e egoísmo? Ao nos envolvermos com a Doutrina Espírita que professa as orientações do Cristo, despertamos para a importância desses desafios que são provas que nos fortalecem para a elevação espiritual. Sabemos que nossas existências são múltiplas e em cada uma delas trazemos de forma inconsciente as experiências boas e os equívocos do passado.

Nosso caráter petrificado na ancestralidade e encoberto pelo véu do esquecimento manifesta-se em nossas existências, onde buscamos nesse “arquivo confidencial” tudo que já experimentamos para darmos continuidade à vida presente. É inconteste que só fazemos aquilo que sabemos e esses conhecimentos e práticas permite-nos tão somente praticá-los como capítulos de uma nova vida corpórea...

Seguindo a Doutrina Espírita e consciente da realidade do processo reencarnatório, devemos conceber esses desafios como sendo a misericórdia do Pai, que nos oportuniza reencontros com aqueles que temos diferenças para reconciliarmos nossos sentimentos.

Recebemos essas dádivas a principio como agruras, mas pelo entendimento buscamos a construção em nosso lar de um novo caminho em nossa estrada evolutiva, cujos benefícios serão estendidos ao convívio social externo. Observemos que regra geral essa prática não ocorre de forma plena, por nos mantermos, ainda fincados no Dédalo do orgulho e egoísmo.

Essa ausência de percepção dificulta os nossos passos a caminho da redenção. Temos nas palavras de Jesus segundo Mt 5:25-26: “Concilia-te depressa com teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerram na prisão. Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil.” Ao praticarmos a paciência, indulgência e tantas outras virtudes edificantes que nos elevam ao Criador, estaremos vivenciando a caridade moral que esquecemos ou postergam.

Tenhamos em mente que a nossa parentela espiritual é imensa e nossos reencontros sempre ocorrerão de forma harmoniosa com aqueles que já temos afinidade e, também os controversos nos sentimentos para os devidos resgates.

Essa é a Lei Divina do amor que agrega e soma diferentemente do ódio e rancor, que desestabilizam e destroem. “O lar é um canteiro fértil para semearmos a caridade”

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando para Jesus