domingo, 27 de janeiro de 2019

O remédio e a dieta




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Publicado no Jornal do Commercio 27.01.2019

Sabidamente as enfermidades fazem parte do nosso cotidiano e a assistência necessária, ocorre com os tratamentos específicos para cada doença. A medicina terrena indica a medicação para o paciente buscando a sua cura ou alívio das dores. Em muitos casos é imperiosa a indicação de uma dieta que irá complementar o tratamento instituído.

Contudo a dieta vai depender exclusivamente da vontade do paciente que ficará privado da ingestão de alimentos não recomendados. O médico não pode interferir, e não raro essa orientação não é cumprida fielmente, resultando no adiamento da cura ou agravamento da situação do enfermo.

Analogamente, a Casa Espírita além de tratar o paciente dos males da alma preconiza uma dieta de ordem espiritual e, também não pode obrigar o paciente a fazê-la. Trata-se da “reforma íntima” que se impõe no tratamento do Espírito. Esse acolhimento é para todos aqueles que necessitam vencer essas vicissitudes.

Não obstante a grande ajuda recebida através dos Espíritos Superiores, a mudança de ordem pessoal é imprescindível, visto que a raiz da arvore das enfermidades está na alma de cada um de nós.  Evitar a colheita dos repetitivos frutos danosos é o grande desafio que temos, e será sempre consequência daquilo que viermos a plantar.

De nada adianta o tratamento espiritual, que se tornará mero paliativo, caso não haja a vontade do enfermo de extirpar a raiz nefasta que dá origem a todas as mazelas. Esse é o grande trabalho que teremos que realizar, para que tenhamos a cura definitiva dos nossos males.

Jesus, o médico das almas, constitui-se no remédio e dieta que buscamos. Pelos seus ensinamentos é que seremos libertos das nossas enfermidades. As doses dependerão da necessidade de cada um. Esse remédio Sublime não tem contraindicações e os benéficos serão a paz e a felicidade que buscamos.

Para o êxito almejado muitas vezes precisamos tomar um remédio amargo. Neste caso, porém jamais poderia ser amargo qualquer ensinamento de Jesus, pela sua conhecida Sabedoria.  Para assimilarmos esse tratamento é necessário temos que ter paciência, perseverança e fé. A responsabilidade é toda nossa, pois tudo que nos aflige é consequência daquilo que fizemos equivocadamente nesta ou em outras existências.

Não procuremos imputar culpa em outrem como sói acontecer. É preciso ter consciência de que a lei de causa e efeito é natural e imutável  Por trás dos nossos padecimentos existe uma causa que se faz refletir nas dores que nos fustigam.

Procuremos ter como meta pensamentos edificantes e a prática do bem, que certamente, a vida irá bem... Esse processo não é de curta duração, porém podemos abrevia-lo, dependendo da escolha do caminho a ser palmilhado. (Ao semearmos o bem tenhamos a certeza do júbilo da boa colheita)

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus


terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Ano novo e renovação

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Publicado no Jornal do Commercio
Caminhos da Fé 13.01.2019

Ano Novo é prenúncio de esperança e fé nas realizações que nós farão felizes. É esse o sentimento da humanidade. Sem essa motivação o ser humano tem uma vida sem sentido. Sonhar é preciso, mas devemos lutar e despertar para a realidade que vivemos.

O esforço, e o denodo são a força motriz que nos tira da inércia. É necessário que tenhamos objetivos e, principalmente focar na almejada chegada... Como viajores do mundo a nossa bússola reflete a nossa vontade; a intenção o êxito, e a coragem é o oxigênio que nutre o sentimento de vitória.

Contudo as mudanças geralmente esperadas sempre recaem na vida material que nos consome e afasta do objetivo maior das nossas vidas que é a evolução espiritual. Como disse Divaldo Pereira Franco: "O que temos nós deixamos. O que somos nós levamos". Por sermos Espíritos, na partida para a verdadeira pátria levamos somente a "consciência". Ė nela que repousam as Leis de Deus e delas é que nos valeremos na outra dimensão da vida.

Destarte, não devemos olvidar as necessidades do Espírito, que sabidamente são muitas e devem ser priorizadas no contexto de nossas vidas. A razão é simples: a sua imortalidade é o motivo maior para que lhe dispensemos uma atenção especial.

Essa visão deve nortear nossos pensamentos e atitudes, já que resultarão na evolução esperada, segundo a Lei do Progresso do Criador. Um novo calendário surge e os dias que se sucederão estão sem conteúdo algum. Nós teremos a cada dia um novo renascer, uma nova oportunidade de evoluirmos e essa vivência interior só depende de nós.

Não devemos “terceirizar” responsabilidades como é comum acontecer. Devemos assumir nossos compromissos reencarnatórios e aguardar no final da jornada, o julgamento que nossa consciência nos fará.

Essa realidade permite que nos preparemos para fazer uma boa viagem de volta ao mundo dos Espíritos, e dependendo da nossa conduta no Orbe terrestre, iremos desfrutar momentos felicidade e paz correspondentes à nossa evolução espiritual.

Em 2 Coríntios 4:16 temos: ”Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia.” Temos, ainda em Romanos 8:6 “A mentalidade da carne é morta, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz.”

Encontramos ainda no Livro dos Espíritos Q. 132 - Qual o objetivo  da  encarnação  dos  Espíritos? - (...) Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. E Segundo Allan Kardec, “aquele que se esforça seriamente por se melhorar assegura para si a felicidade, já nesta vida”. (A vida é um livro que a cada dia nos apresenta uma nova lição).

Luiz Guimarães Gomes de Sá

Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018




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Natal de luz
Publicado no Jornal do Commércio e
no Site Eusemfronteiras
Caminhos da Fé 23.12.2018

Em dezembro todo o mundo exalta o nascimento de Jesus. O cenário de luz reflete a sensibilidade humana pela psicosfera positiva que os nossos pensamentos formatam em torno das comemorações da vinda do Messias.

É momento de festa, de júbilo, de contentamento geral. A fraternidade parece insinuar-se no coração de todos e o clima de luz e paz adorna a Terra. Mesmo com o consumo exacerbado consequência do materialismo, ainda vigente com grande força, não podemos deixar de reconhecer que a felicidade inunda mentes e corações, carentes desse sentimento que todos buscamos.

As árvores reluzem com brilho incomum externando tudo aquilo que precisamos: Luz! Nelas os presentes se acumulam como frutos do sentimento de amor que leva o ser humano à fraternidade tão almejada.

Contudo precisamos perscrutar aquela árvore cuja raiz encontra-se em nosso interior. Necessário se faz cultiva-la a ponto de reluzir como disse Jesus em Mateus 5:16: 

Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

Neste particular somos convidados a procurar viver as coisas do Espírito que é imortal. São elas que nos acompanharão após o nosso desencarne e delas vamos usufruir do bem que fizermos durante a caminhada no Orbe terrestre.

Essa luz é que nos trará à consciência o verdadeiro sentido da vida. Quanto mais reluzente, mais felizes seremos! Para atingirmos esse degrau de evolução vivenciamos as inúmeras reencarnações sempre necessárias para a “lapidação” desse diamante, que irá reluzir dependendo da nossa perseverança em evoluir.

É dele que a Luz a que se referiu Jesus surgirá como o farol que nos servirá de guia em qualquer das dimensões da vida. Essa é a Verdade que o Mestre nos deixou; que nos levará ao Caminho e por consequência, à Vida.
Um Feliz Natal e um Venturoso 2019.

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus






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Publicado no Jornal do Commércio
Caminhos da Fé 23.12.2018
Natal de Luz

Em dezembro todo o mundo exalta o nascimento de Jesus. O cenário de luz reflete a sensibilidade humana pela psicosfera positiva que os nossos pensamentos formatam em torno das comemorações da vinda do Messias.

É momento de festa, de júbilo, de contentamento geral. A fraternidade parece insinuar-se no coração de todos e o clima de luz e paz adorna a Terra. Mesmo com o consumo exacerbado consequência do materialismo, ainda vigente com grande força, não podemos deixar de reconhecer que a felicidade inunda mentes e corações, carentes desse sentimento que todos buscamos.

As árvores reluzem com brilho incomum externando tudo aquilo que precisamos: Luz! Nelas os presentes se acumulam como frutos do sentimento de amor que leva o ser humano à fraternidade tão almejada.

Contudo precisamos perscrutar aquela árvore cuja raiz encontra-se em nosso interior. Necessário se faz cultiva-la a ponto de reluzir como disse Jesus em Mateus 5:16: Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

Neste particular somos convidados a procurar viver as coisas do Espírito que é imortal. São elas que nos acompanharão após o nosso desencarne e delas vamos usufruir do bem que fizermos durante a caminhada no Orbe terrestre.

Essa luz é que nos trará à consciência o verdadeiro sentido da vida. Quanto mais reluzente, mais felizes seremos! Para atingirmos esse degrau de evolução vivenciamos as inúmeras reencarnações sempre necessárias para a “lapidação” desse diamante, que irá reluzir dependendo da nossa perseverança em evoluir.

É dele que a Luz a que se referiu Jesus surgirá como o farol que nos servirá de guia em qualquer das dimensões da vida. Essa é a Verdade que o Mestre nos deixou; que nos levará ao Caminho e por consequência, à Vida.
Um Feliz Natal e um Venturoso 2019.

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

domingo, 28 de outubro de 2018

Benevolência, indulgência e Perdão



Publicado no Jornal do Commercio 
Caminhos da Fé 28.10.2018 

 Qual o sentido da palavra caridade conforme a entendia Jesus? Allan Kardec propõe, no item 886 de O livro dos Espíritos, uma das mais importantes reflexões de toda a Doutrina Espírita. (...) Mostrando mais uma vez, claramente, a raiz cristã do Espiritismo, busca em Jesus – o tipo mais perfeito que Deus deu ao homem para lhe servir de guia e modelo – a referência maior da caridade, para que possamos tê-la como base segura e definitiva. 


(...)  A resposta dos Espíritos, clara e didática, terá consequências em todas as demais obras da Codificação: Benevolência para com todos; indulgência com as imperfeições dos outros; perdão das ofensas. 


Essa tríade corresponde ao entendimento de Jesus quanto ao sublime sentimento da caridade. Inicialmente, Ele citou a benevolência que parte do pensamento no bem e sua prática indistinta. 

Com essa atitude o ser humano já se condiciona à prática da indulgência que implica na tolerância, paciência e compreensão para as faltas do próximo, considerando que todos nós somos imperfeitos e suscetíveis de erros. Já possuidora dessas duas virtudes a sensibilidade humana aproxima-se do ato mais difícil que é perdoar, já que envolve uma total renuncia dos sentimentos inferiores, a começar pelo egoísmo e o orgulho, e ao nos libertarmos, estaremos elevando-nos ao Criador, que por Jesus deu o maior exemplo ao perdoar todos àqueles que o levaram ao flagelo... 

 Assim o perdão tornou-se o exemplo maior da caridade onde o amor (sentimento), transformou-se na sua forma dinâmica que foi a “atitude”. Essa virtude excelsa que se sobrepõe a todo e qualquer sentimento inferior é a lição maior que Jesus nos deixou. 


Ela engloba todas as demais que o homem precisa praticar seguindo Jesus que é o Caminho, Verdade e Vida. Para atingirmos esse estágio sublime falta-nos, ainda a maturidade espiritual do entendimento e da prática do Evangelho do Cristo, como a bússola que direciona o navegador, e assim atingiremos a angelitude e plena felicidade que tanto buscamos. Esse desiderato exige coragem, perseverança, fé e resignação. 


O esforço é de cada um e os percalços da caminhada fazem parte do estágio que fazemos no Orbe terrestre, que serve de escola e hospital. Como escola exige provas diárias pelas quais passamos e sendo hospital, purifica nossas almas pelas expiações necessárias ao nosso progresso espiritual. As dores pelas quais padecemos são bálsamos d´alma. Correspondem ao “remédio amargo” que nos levará a cura das mazelas. 


A Justiça Divina se faz presente em cada um de nós de forma a nos reconduzir ao caminho do amor, fazendo-nos resgatar os débitos pretéritos que nos fustigam o Espírito necessitado de renovação. Todos nós precisamos renascer a cada dia! No Livro Prazer de Viver, Ermance Dufuax e Wanderley de Oliveira resumem bem, quando dizem: “reencarnar é com Deus, renascer é conosco”. 


Luiz Guimarães Gomes de Sá 

Trabalhão no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

domingo, 9 de setembro de 2018

Depressão e suicídio



A depressão conhecida na antiguidade como “melancolia” é hoje, um fator preocupante para a prevenção do suicídio. A campanha do Setembro Amarelo foi instituída pela OMS desde 2003, acendendo a cada ano, o “sinal vermelho” para os trabalhos de esclarecimento quanto à gravidade desses casos. As estatísticas são alarmantes: a cada 40 segundos, um ser humano comete esse desatino e por ano, 800.000 pessoas eliminam a vida no mundo.

Segundo, ainda dados da OMS (2017), a depressão acomete cerca de 350 milhões de pessoas, aproximadamente 4,60% da população do mundial, o que enseja as medidas preventivas que são promovidas.  Precisamos entender que o suicida não quer morrer. Ele deseja de forma ilusória libertar-se dos seus problemas... A vida sendo vista somente no âmbito material inibe o despertar para a consciência plena da verdadeira existência que transcende o corpo físico por sua essência espiritual.

A Doutrina Espírita esclarece bem fundamentada a imortalidade do Espírito. Somos reféns do arquétipo de vidas passadas e as imperfeições que ainda carregamos são as causas dos efeitos danosos que nos acometem.

Enquanto não nos debruçarmos nas raízes do nosso “eu”, não lograremos êxito nessa busca incessante do real sentido da vida. A luta maior que travamos é com o nosso “interior desconhecido...”. Na questão 944 do Livro dos Espíritos consta: “O homem tem o direito de dispor da sua própria vida”? – “Não; somente Deus tem esse direito. O suicídio voluntário é uma transgressão dessa lei”.

No Livro Vitória Sobre a Depressão, pelo Espírito Joanna de Angelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco temos: “(...) podemos asseverar que na maioria dos transtornos depressivos, as   causas  apresentam-se  como  de natureza  espiritual”.

Temos, ainda no Livro O Homem Integral, pelo mesmo Espírito e autor, no Capítulo 9, Ódio e Suicídio: “(...) O ódio é o filho predileto da selvageria...(...) Quando não pode descarregar as energias em descontrole contra o opositor, volta-se contra si mesmo articulando mecanismos de autodestruição, graças aos quais se vinga da sociedade que nele vige.

A mente insana propicia campo vibratório denso e negativo ensejando processos obsessivos condicionando-nos às enfermidades. Enfim, no Espírito enfermo encontra-se a gênese das doenças do corpo que são consequências das mazelas da alma.

Há inúmeros tratamentos para a depressão dentre eles a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), do psicanalista americano Aaron Temkin Beck. Contudo se não abordarmos essas enfermidades concebendo o homem de forma holística, tratando essencialmente a alma, jamais teremos o êxito almejado.

A medicina de hoje, já tem um entendimento dessa abrangência e quando essa tendência tornar-se mais ampla, certamente os resultados serão muito mais promissores. Segundo o Dr. Edwin  Schneidman, psicanalista americano: “o  suicídio  precisa  ser  debatido. No  silêncio  ele  cresce”. (A pureza dos pensamentos enobrece as atitudes).

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus


domingo, 19 de agosto de 2018

Por que reclamamos da vida?

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Publicado no  Jornal do Commercio
Caminhos da Fé
19.08.2018


O desconhecimento da real finalidade das nossas vidas leva-nos não raro, aos queixumes das vicissitudes pelas quais passamos. O questionamento é válido, fazendo parte das incertezas do ser humano.

Contudo é imprescindível estudo e reflexão para desbravarmos os incontáveis mistérios que nos circundam.  A Doutrina Espírita é sem dúvida o porto seguro no qual podemos ancorar no oceano das dúvidas em que estamos mergulhados... Se avaliarmos que a vida ficando restrita ao período do berço ao túmulo não tem sentido, chegaremos a conclusões que nos darão alento a essa inquietude.

Partindo do princípio de que somos Espíritos e estamos provisoriamente em um corpo perecível, entenderemos certamente que além da vida corpórea, o Espírito permanece em outra dimensão, conforme inúmeras provas e esclarecimentos encontrados na vasta literatura espírita. Como seres perfectíveis cada caminhar reencarnatório faz parte do cumprimento da Lei do Progresso por Ele decretada. A misericórdia Divina premia-nos ao conceder essas oportunidades, permitindo nossa evolução contínua pela depuração das nódoas espirituais que abrigamos.

As Bem-Aventuranças anunciadas por Jesus constituem-se em verdadeiro código moral sendo, também a “essência” do Reino de Deus. À luz desses ensinamentos e com a Fé fortalecida, deveremos compreender Suas palavras, de acordo com João 18:36: ”(...) O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui”.

Ainda nesse entendimento, segundo João 14:6, Ele disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai se não for por mim”. Essas sábias palavras leva-nos a conclusão de que sendo Ele é o caminho que deveremos seguir, não restará dúvida de que o nosso Reino também não é deste mundo...

Encontramos ainda na questão 920 do Livro dos Espíritos: “Pode o homem gozar de completa felicidade na Terra? R - “Não, por isso que a vida lhe foi dada como prova ou expiação”. Dele, porém depende a suavização de seus males e o ser tão feliz quanto possível na Terra”.

Com uma boa reflexão deveremos aceitar os percalços da vida com coragem, paciência e resignação, visto que as agruras que nos fustigam correspondem aos ajustes necessários à purificação do nosso Espírito enfermo.

O livre arbítrio faculta-nos o caminho a escolher, valendo salientar que a vida não é um “trilho” e sim, constituída de inúmeras “trilhas”, cabendo a nós o discernimento para seguir a que nos aprouver, porém estando sempre conscientes da colheita obrigatória daquilo que plantamos...

Descabido, pois o nosso desapontamento e as constantes reclamações da vida. Pensemos nisso! Em um Planeta de provas expiações, não podemos esperar felicidade plena, mesmo porque, ainda não alcançamos os méritos para tal. (A dor irresignada é a porta de entrada para o sofrimento).

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus