domingo, 25 de abril de 2021


A caminho da regeneração

 Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé - 25.04.2021

Dando curso aos desígnios de Deus e cumprindo a Lei do Progresso, o Orbe terrestre caminha para o mundo de Regeneração. Ultrapassando os obstáculos das provas e expiações, em que a prática do mal predomina no coração dos homens vislumbramos, nesse processo de mudança, horizontes reluzentes para a humanidade. 

A luz desbravou as incúrias humanas, trazendo ao longo dos séculos de dores e sofrimentos, a claridade de que tanto necessitamos. Uma nova aurora se apresenta auspiciosa para a prática do bem, sublime virtude que propicia aos Espíritos galgarem os degraus evolutivos a que todos se destinam.  

A contenda contra o mal continua. Enquanto o homem se digladia externamente com os seus semelhantes, adormecem no seu íntimo as imperfeições, causas de sua infelicidade na Terra. Atrelado ao egoísmo e ao orgulho, segue os caminhos pedregosos que dificultam o seu progresso moral. A ganância, a prepotência e a ânsia incontida pelo poder vedam seus olhos físicos e obscurecem, ainda mais os olhos do Espírito, impedindo que a luz da verdade penetre no seu coração e desperte a sua consciência.

Na Gênese, Cap. XVIII, Item 28, 53ª Ed. da FEB, temos: 

“... A época atual é de transição; confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados no ponto intermédio, assistimos a partida de uma e a chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares...”.

Contudo, há os obstinados que permanecem na senda do mal retardando o curso evolutivo do Orbe. O Criador com sua Sabedoria permite que ocorram fenômenos que consideramos “flagelos”, mas conduzem em realidade ao cumprimento das Leis Naturais que integram todo processo renovador.   

Por oportuno refiro-me ao Livro As Leis Morais, Cap.21, de Rodolfo Calligaris,:“(...) Pois  bem,  a  lei  de  destruição  é,  por  assim  dizer,  o  complemento  do processo  evolutivo,  visto  ser  preciso  morrer  para  renascer e passar por milhares de metamorfoses...”(...) Destarte,  em  última  análise, “a  destruição  não  é  mais  que  uma transformação que tem por finalidade a renovação e a melhoria dos seres vivos.”

No limiar desses novos tempos, cabe-nos uma reflexão profunda quanto à forma em que vivemos. A princípio deveremos sanear os nossos pensamentos, fonte de todas as nossas ações. Assim, nosso campo mental emanará energias benfazejas que irão repercutir favoravelmente para nós e também para o ambiente em que vivemos. 

Com essa expectativa de transformações, qual o rumo que estamos escolhendo para o nosso amanhã, considerando que somos Espíritos imortais...?  No livro Transição Planetária, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, pg.24, consta: "Nesse inevitável esforço, estaremos todos empenhados, experienciando a vivência do amor em todas as suas expressões, formando um contingente harmonioso e encantador”.

“(...) Ficai, portanto, certos de que, quando uma revolução social se produz na Terra, abala igualmente o mundo invisível, onde todas as paixões, boas e más, se exacerbam, como entre vós”. (A Gênese, Cap. XVIII, item 9. Ed. 53ª FEB. (Nas reflexões da vida, o melhor dicionário de que dispomos para  dirimir dúvidas é a nossa consciência).


domingo, 21 de março de 2021




 Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 21.03.2021

Fé e esperança

 “Se podes? Tudo é possível aquele que crê” Marcos 9:23

Todo aquele que possui fé terá a esperança como porto de chegada. Coexistem harmonicamente e se uma delas enfraquece, teremos o reflexo na outra.  Integram o cotidiano de todo ser humano nas pelejas da vida. Tudo que realizamos tem um objetivo e a vontade de atingi-lo tem por base a fé. Consta em Hebreus 11:1 - “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem”.

Contudo a razão não pode estar ausente desse binômio. Sem ela essa estrutura não tem sustentação, pois a consciência do objetivo colimado deve estar presente, já que somos os seres inteligentes da criação e não podemos prescindir do raciocínio lógico. 

Temos no Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB Ed.131ª, Capítulo XIX, item 7: “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão em todas as épocas da Humanidade”. Por outro lado, a fé cega, que é desprovida do bom senso, pode desaguar nos excessos do fanatismo, que igualmente padece da falta de fundamento. Resulta dessa irreflexão o insucesso do que se almeja sendo essa irracionalidade prejudicial a todos.  

Referimo-nos a Rodolfo Calligaris no livro Páginas do Espiritismo Cristão, pg.17, onde consta: “(...) a fé necessita de uma base, base que é a inteligência perfeita daquilo em que se deve crer”. Nos caminhos da fé temos que percorrer os degraus da paciência, resiliência e perseverança  para que as conquistas que repousam na esperança sejam alcançadas. É um percurso que no dia a dia consolida nossas aspirações sempre amparadas pela prece e louvor a Deus.

Imprescindível nessa trajetória é a realização de obras. A fé não pode constituir-se em sentimento inerte. Tal qual a caridade que é o amor na dimensão dinâmica, ela necessita do labor diário para que não esmoreça a esperança. Corroborando essa assertiva, citamos Tiago 2:18 – Mas alguém dirá: ”Você tem fé; eu tenho obras”. Mostre-me sua fé sem obras e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras”.

Nesse contexto devemos entender que é preciso ter mérito naquilo que pretendemos conseguir. Nem sempre o que queremos será o melhor e não raro, não merecemos. Lembremo-nos de que  estamos vinculados à Lei do Merecimento e que Deus soberano e justo nos proverá daquilo que necessitamos.  

No livro O Consolador, questão 257, encontramos: “A esperança é a filha direta da fé. Ambas estão uma para outra como a luz reflexa dos planetas está para a luz central e positiva do Sol. A Esperança é como o luar que se constitui dos bálsamos da crença. A Fé é a divina claridade da certeza”. Elas são fortalecidas quando concebemos a reencarnação e a imortalidade da alma.

A cada existência renovam-se as oportunidades e aspirações. Temos nas Bem-Aventuranças o manual perfeito para nortear o nosso sentimento de esperança. (Quem tem fé está no caminho daquilo que plantou no terreno da esperança).

Luiz Guimaraes Gomes de Sá

Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

www.cecpj.org.br

domingo, 21 de fevereiro de 2021

 



Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé

21.02.2021

A luz e a escuridão

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. (Mateus 5:16)

 

Essas sábias palavras são estímulos para que busquemos constantemente a luz. Sem ela, nada vemos no âmbito físico. Mas esse despertar é muito mais profundo, já que requisita a visão do nosso verdadeiro mundo que é a do Espírito. Para que o diamante espelhe o seu brilho, impõe-se-lhe a lapidação. O Espírito, também imperfeito, necessita do esmeril para que venha reluzir a sua luz obscurecida com as nódoas existenciais da longa caminhada evolutiva.

 

Enquanto não atentarmos para essa necessidade, estaremos fadados a continuar com as dores e sofrimentos que nos fustigam. As mudanças se fazem necessárias e quanto mais delongarmos esse processo de burilamento regido pela Lei Divina, mais sofrimentos teremos, visto que, enquanto não totalmente liberta a consciência, as cobranças acontecerão incessantemente.

 

Alcançando as virtudes latentes no Espírito, estaremos seguindo as palavras e o exemplo do Cristo. Não esqueçamos de que Deus é o Criador Supremo e nós, na condição de filhos, somos cocriadores. Em João 10:34, consta: “Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? Com essa assertiva fica evidente nossa imensa capacidade de realização.

 

Sócrates (470 a.C. –399 a.C.) já dizia: “Conhece-te a ti mesmo”. Jesus com a sua sabedoria nos ensinou, segundo João 8.32: E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. O conhecimento do nosso Eu nos trará as verdades adormecidas e quando reveladas pelo despertar da nossa consciência, levar-nos-á ao necessário ajuste para seguirmos o Caminho da Luz.

 

Encontramos no Livro Autodescobrimento – Uma busca interior, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Angelis, 17ª Edição, pg.158: “A libertação do Eu profundo ocorre à medida que se desenfeixa dos desejos - raga (as paixões) do conceito budista—, a fim de alcançar a realização interior”.

 

Esse processo de transformação e renúncia dos velhos hábitos, onde o orgulho e o egoísmo predominam leva-nos desconforto, já que estamos acostumados com atitudes que conflitam com a humildade e a caridade, virtudes basilares do ser Cristão. Na obra Voltei, 1ª Edição – Editora FEB, psicografia de Francisco Cândido Xavier, pelo Irmão Jacob, item Novo Despertar consta: “Ora, vigia, movimenta-te no esforço digno e sê feliz, meu amigo! A tua luz crescerá com a dilatação de teu devotamento ao Bem Infinito”

 

  Precisamos mergulhar em nosso interior e expandir a luz que lá permanece tênue. Estaremos assim consolidando a nossa condição de cocriadores da Obra de Deus, levando as verdades divinas para todos que conosco convivem. Dessa forma a nossa candeia não permanecerá “debaixo do alqueire”. (A escuridão nada mostra, é anônima, enquanto a luz, por ser a verdade, nada esconde).

 

   Luiz Guimarães Gomes de Sã

   Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

   www.cecpj.org.br

 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

 JESUS: a luz do mundo

Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 13.12.2020

“Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas” (João 12:46)

Como Governador da Terra, Jesus, desde os primórdios de sua criação, já atuava no Orbe terrestre para que a vida nele se manifestasse. Sua magnanimidade sempre presente oportunizou através do Seu amor o crescimento das civilizações através dos tempos.

 Nesse processo recebeu os exilados de Capela, estrela mais brilhante da Constelação de Cocheiro, que atingira um novo estágio de evolução moral. Aqueles Espíritos recalcitrantes não se conduziam de forma coerente aos demais que ali habitavam. Destarte, não podiam ali permanecer por conta das suas condições vibratórias incompatíveis com a psicosfera local.

 Foi assim que Jesus acolheu aqueles irmãos sofredores para que pudessem evoluir em benefício próprio e, ainda servisse às civilizações em desenvolvimento na Terra com os seus elevados conhecimentos. Era necessário esse “estágio”, considerando a pertinácia dos mesmos em continuar direcionando suas inteligências para a prática do mal.

 

A reencarnação chega-nos como dádiva Divina, para que busquemos, pelo aperfeiçoamento através das existências, a devida reparação. Deus com sua misericórdia infinita perdoa as nossas faltas como Pai justo e bom.

 

Jesus trouxe-nos o pensamento do Criador e a forma de como devemos nos conduzir com Sua luz fulgurante e conduta exemplar. A nossa caminhada não teria essas condições favoráveis caso não tivéssemos o amor do Cristo sempre presente para nos ajudar.

 

Em todos os tempos essa chama infinita de benevolência estará disponível na eternidade das gerações, e nós, beneficiados que somos, deveremos sempre atestar a nossa gratidão como memória do coração.

 

Jesus conviveu conosco e vivenciou as nossas fraquezas, mas como Espírito Puro, ofereceu-nos o auxílio necessário à nossa redenção. Em Mateus 24:35, encontramos: ”O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar”. Nessa afirmativa, inclui-se o Seu “exemplo”, que justifica na prática tudo o que ele disse.

 

As Suas verdades, que são as únicas inquestionáveis, fortalecem o nosso Espírito, dando-nos a convicção e o consolo que nos foi ofertado nas Bem-Aventuranças, que são palavras de Fé e Esperança. Jesus é a bússola e a luz do nosso caminho. Seguindo as suas pegadas, chegaremos sem as tormentas dos mares da vida ao porto seguro que nos aguarda repleto de Luz e Paz.

 

Nesse Natal, procuremos relembrar daqueles sábios ensinamentos, para que possamos no dia a dia convertê-los em prática e servirmos de exemplo, corroborando a nossa condição de co-criadores do Pai no Plano Menor, conforme consta no livro “Evolução em Dois Mundos, psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelo Espírito André Luiz, pg 15”.

 

Luiz Guimarães Gomes de Sá

Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

www.cecpj.org.br

 

 

Uma nova esperança


Publicado no Jornal do Commercio
Caminhos da Fé 24.01.2021

 O ano de 2020, que está terminando, marca a História da Humanidade de forma contundente. Ano dos mais difíceis para todos, já que a pandemia do Covid-19 não poupou países nem continentes. Todos nós estamos sendo atingidos de alguma forma. Este processo mostra-se avassalador e vem trazendo grandes sofrimentos.  

 A Doutrina dos Espíritos relata estes fatos que são inerentes às transformações da Humanidade, dando curso ao processo evolutivo pelo qual devemos passar. Migrando para um mundo de regeneração, faz-se necessária, por meio de seus habitantes, a depuração do Orbe.

Julgando-nos infalíveis, enveredamos pelos caminhos desditosos que nos levam à dor na presente existência, como se não bastasse a nossa bagagem tão pesada que herdamos do pretérito. Esta insensatez do ser humano transtorna-o e a infelicidade se junta à dor e ao sofrimento que o assolam.

A ausência de humildade em reconhecer que somos imperfeitos e necessitamos mudar os rumos de nossas vidas deságua nas enfermidades do corpo e da alma. Conduzimo-nos de acordo com o que pensamos e não pensamos como deveríamos... Somos a consequência daquilo que criamos na mente. Assim, a semente sendo enferma somente nos dará frutos amargos. A lei de causa e efeito faz parte das nossas existências.

No Livro Transição Planetária, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, pg.10, temos: “(...) Desse modo, as grandes calamidades de uma ou de outra procedência têm por finalidade convidar a criatura humana à reflexão em torno da transitoriedade da jornada carnal em relação à sua imortalidade.”. As transformações terão a prática do bem como objetivo precípuo, afastando o que não se coadune com as energias próprias deste processo. Mas sempre é tempo de mudar, progredir e escutar a nossa consciência.

Quando ficamos passivos e surdos àquela voz invisível, porém sensata, expomo-nos irremediavelmente ao tropeço na caminhada diária. Devemos atentar para esta luz interior que cintila em nosso favor. Estamos adormecidos. Falta-nos a sensibilidade para que haja ressonância do grito de alerta que recebemos. Somos protegidos e amparados a todo o momento, mas a ajuda só será eficaz se houver receptividade do assistido. Sem a sua participação, o propósito sublime da caridade em nada resultará.

Ano Novo, vida nova! A é o pilar de sustentação da esperança. Elas completam-se quando exercitamos a vontade e nos motivamos para sair da inércia! Busquemos o melhor que temos  atrelando ao cotidiano a luz que irá desperta e se irradiar em nosso derredor. (Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. (Tiago 2:17)

Feliz 2021

 Luiz Guimarães Gomes de Sá

Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

www.cecpj.org.br

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

 


Vida e destino

 

A vida tem propósitos próprios e imutáveis. A Doutrina Espírita com seus conceitos embasados na fé raciocinada e amparada pela ciência leva-nos à compreensão do seu real significado. Antes de tudo devemos ter consciência de que somos “Espíritos” e por enquanto, estamos vivendo em um corpo provisório que serve de instrumento para nossas ações.

 

O pensamento arquiteta nossas atitudes e dependendo da sua qualidade praticaremos o bem ou o mal. O processo reencarnatório existe como oportunidade para que nos ajustemos com os desafetos do passado e vivenciemos novas experiências através das provas que a escola Terra nos oferece para a prática do amor na convivência fraterna. Ressalto por oportuno, o contido em 1Pedro 4:8 Sobretudo, amem-se sinceramente uns aos outros, porque o amor perdoa muitíssimos pecados.

 

O Orbe é também um hospital que visa tratar o Espírito enfermo dando-lhe a oportunidade de recuperação. Tanto mais dedicados e comprometidos com o tratamento, tanto mais abreviada será a cura, visto que na qualidade de “pacientes” deveremos entender e colaborar nessa visita que fazemos ao hospital Terra. Devemos ter em mente, ainda que os maiores beneficiados seremos nós mesmos, estendendo-se para os outros nosso exemplo de resignação.

 

Quanto ao destino ele simplesmente não existe! Caso existisse ficaríamos estagnados na evolução espiritual e condenados por antecipação a não corrigirmos os equívocos das nossas existências pretéritas. Por outro lado, estaria “revogada” a Lei do Progresso e o livre-arbítrio  sem sentido prático.

 

As agruras que se nos apresentam fazem parte do aprendizado necessário e constante. Tenhamos em mente que as oscilações de felicidade e contratempo não devem nos perturbar, e sim buscarmos nos momentos difíceis a paciência e resignação. Refiro-me, agora para reflexão, a sabedoria de um provérbio chinês: “Espere o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier”.

 

Observemos o que temos em Mateus 7:13,14: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”.

Nosso dia a dia corresponde aos capítulos de uma existência que nós escolhemos para evoluirmos e alcançarmos a almejada redenção. Essas oportunidades serão tantas quantas necessárias ao nosso progresso intelecto-moral dependendo, tão somente, do nosso esforço em seguir os ensinamentos de Jesus. (A vida é um livro de lições com provas diárias).

 

Luiz Guimarães Gomes de Sá

Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

www.cecpj.org.br

domingo, 4 de outubro de 2020

 


Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 

04.10.2020

Reinventando a vida


Ao longo dos tempos a Humanidade convive com pandemias que resultaram em muitos sofrimentos. Naqueles períodos, não havia o conhecimento que hoje a ciência nos traz  com grandes benefícios. Muitas das agruras já são evitáveis ou minimizadas mercê dos avanços tecnológicos que oportunizam a previsão de catástrofes.

Logo no alvorecer de 2020, o mundo deparou-se com uma nova doença que rapidamente transformou-se em pandemia. O Covid-19 solapou o sossego de todo o mundo e nesse processo expandiu-se de forma abrupta, ceifando milhares de vidas.

O recolhimento tornou-se imperioso, além de outras medidas restritivas e de cuidados pessoais intensos, para tentar deter o avanço da contaminação. O ser humano isolou-se compulsoriamente, já que há muito se encontrava na “solidão comunitária”, por conta da  comunicação pela tecnologia em detrimento da palavra verbal. Os de longe vivem perto e os contíguos, afastados...

Essa calamidade que deixa sofrimentos intensos tem sua razão de ser. É a destruição favorecendo a renovação. Temos no Livro dos Espíritos Q-728: “É lei da Natureza a destruição”?  - Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar; porque, o que chamais destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos seres vivos.

Nesse rastro de dor, a perda de entes queridos, o desemprego e tantas carências se tornaram mais evidentes ficando o ser humano impotente diante de algo microscópico: um vírus... Depreende-se, então, como somos frágeis diante de algo aparentemente insignificante, mas potencialmente perigoso e letal.

Decorrente disso, além da enfermidade física, aliaram-se as de ordem mental. Os casos de ansiedade e depressão avolumaram-se sendo um fator a mais nessa neurose pandêmica que se instalou no mundo.  Será motivo de reflexão? Sim! Mas qual o grau de amadurecimento que a lição nos trouxe ou ainda trará? Durante esses acometimentos, deparamo-nos diante de pessoas sem a mínima proteção pessoal, que de forma egoísta, esqueceram de que sendo contaminadas outras também seriam... Essa prática foi um desrespeito aos semelhantes parecendo que vivem de forma “soberana” sobre todos os demais. 

O bom senso não teve espaço naquelas mentes que se arvoram do direito de prejudicar os demais.  A esperada “imunidade de rebanho” não contou com a “fraternidade” correspondente.

Será que a lição foi suficiente para mudarmos os padrões de comportamento? Ainda, não! Contudo, tivemos que nos reinventar e a tecnologia fez com que as reuniões das Casas Espíritas e demais entidades religiosas promovessem encontros virtuais para suprirem de alguma forma a realização dos seus trabalhos.

Evidentemente não é o ideal, mas a necessidade renova o espirito criativo do homem para superar os desafios que se lhes apresentam. São as experiências dolorosas ou não que nos levam à evolução na escola da vida. 

Luiz Guimarães Gomes de Sá

Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

www.cecpj.org.br