domingo, 16 de janeiro de 2022

Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 16.01.2022


Autoconhecimento e evolução

Se buscarmos saber, através na Doutrina dos Espíritos qual a finalidade da vida, encontraremos as respostas que elucidarão vários questionamentos. Sendo Deus a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas, segundo a pergunta número um do Livro dos Espíritos, não seria lógico entendermos uma vida efêmera “do berço ao túmulo” sem nenhum outro objetivo grandioso que viesse a justificar a nossa existência como seres inteligentes da criação.  

Porém para enveredarmos nesse estudo pessoal e interior, faz-se necessário o autoconhecimento, ou seja, sabermos o que somos em termos de pensamentos e atitudes que refletem tudo aquilo que queremos, realizamos ou nos negamos a fazer.

Imprescindível esse caminhar, visto que dessa forma estaremos atingindo o âmago do nosso ser e desbravando esse labirinto interior imenso e pouco conhecido. A propósito das palavras do Apóstolo Paulo em I Coríntios 15:44 quando diz: “Semeado corpo animal, ressuscita corpo espiritual”.  Se há um corpo animal, também há um espiritual”. Assim, o processo reencarnatório visa a nossa evolução gradativa até atingirmos a perfeição relativa que nos cabe alcançar.

Destarte, precisamos perscrutar as nossas fragilidades e aptidões para corrigirmos aquelas e aprimorarmos estas que são os talentos a serem desenvolvidos.  Avaliando esses aspectos teremos condições de realizar a reforma íntima, já que conhecendo a nossa realidade, poderemos buscar as transformações necessárias que venham a favorecer o nosso crescimento intelecto-moral.

No livro Autodescobrimento, uma busca interior, Editora Leal, 17ª edição, pg.41, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis, temos: “Cada ser humano é uma incógnita a ser equacionada por ele próprio”. A par disso fica evidente que somos  desconhecidos de nós mesmos, constituindo-se isso em obstáculo para nosso aprimoramento.

Para essa reflexão precisamos antes de tudo da vontade. Sem ela jamais daremos o primeiro passo. Sucedendo-a deve prevalecer a perseverança  nessa busca diuturna, já que a cada dia nossas emoções e sentimentos afloram de forma diferente e, não raro, surpreendemo-nos naquilo que fazemos...

Nesse caminho poderemos conviver melhor com os nossos semelhantes por encontrarmos neles muito daquilo que somos e inadvertidamente os criticamos e julgamos. É nessa pratica que a indulgência se faz presente como uma maneira de frear o açodamento de nossas atitudes.  Ainda no livro citado, pg. 89, encontramos: “A incessante renovação dos valores para melhor torna-se motivação permanente para a estruturação do ser real, profundo, vitorioso sobre si mesmo”.

No Livro Cirurgia Moral, pg.6, psicografia de João Nunes Maia, pelo Espírito Lancellin, temos: “A escola externa difere da interna. São duas forças paralelas, mas com objetivos idênticos: a perfeição da criatura. A educação interna objetiva o intercâmbio nas esferas exteriores. O homem que já descobriu a si mesmo é valorizado em todas as dimensões da vida.”( Perseverar sempre, desistir jamais.)

 

domingo, 2 de janeiro de 2022

 

Natal: a luz que se renova

Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 02.01.2022

Na época natalina o mundo é amparado por uma psicosfera inusitada. A cada ano a humanidade envolve-se num clima de paz e esperança! A vinda de Jesus para conviver com o ser humano com tantas imperfeições, demonstrou o grande sacrifício Dele como um Espírito Puro, para uma missão tão grandiosa e esperada. Nada obstante os Seus propósitos sublimes, mercê do seu amor incondicional, sua presença incomodou e causou alvoroço naquele povo ainda desprovido da capacidade de entender a nobreza dos seus ensinamentos.

Esperavam o Messias salvador com a insensatez da prepotência, da beligerância e das armas. Mas o exército de Jesus era provido de humildade e amor, algo surpreendente para um povo acostumado a impiedade e a violência. Esse foi o grande desafio para o Mestre, de cuja sabedoria valeu-se para dar curso à sua vida entre nós. Aquela ambiência vivida no seu nascimento revigora-se a cada ano no coração dos homens, apesar da nossa índole, ainda aguerrida, vinculada ao egoísmo e bens matérias.

O Seu exemplo que recrudescerá através dos tempos será sempre a fortaleza que nos conduzirá à redenção, a fim de adentrarmos no Reino Celestial. Suas virtudes plenas exemplificaram as verdades e razões das nossas existências.

As sementes do amor, fraternidade e caridade constituíram o terreno fértil que Ele plantou para a humanidade estando ao alcance de todos, sem distinção, já que esses valores não podem contemplar a segregação entre os povos.  Nasceu na simplicidade e consagrou-se pelo bem que nos trouxe mostrando o Caminho, a Verdade e a Vida. Peregrinou com os pobres consolando com o seu amor os corações carentes e ansiosos pela paz. Exortou-nos para o verdadeiro sentido da vida que transcende ao plano material.

O corpo é o templo do Espírito, porém devemos atentar, também para as virtudes que nos levarão para a pátria espiritual ensejando-nos a felicidade plena. Mercê da sua infinita bondade enviou-nos um novo Consolador, conforme temos em João 14:26: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”.

A Doutrina Espírita como a Terceira Revelação vem consolidar aquela auspiciosa promessa, elucidando as dúvidas e dando-nos a convicção que norteia os rumos de nossas vidas à luz da fé raciocinada.  A partir dela superamos o misticismo e transformamos nossa forma de ver os fenômenos naturais. Essa realidade descortina os horizontes nebulosos que ainda envolvem muitos, mas cada um tem seu tempo para o devido entendimento...

Sua missão Divina com os anúncios que nos fez, desdobra-se na luz da esperança de que a vida continua sendo o Espírito imortal e, assim deveremos plantar a cada dia a boa semente que trará os frutos  para a vida  espiritual que é a essência de todos nós. Cultivando esse plantio o terreno que é a nossa estrada será sempre fértil, para a colheita promissora que nos aguarda ao vivenciarmos a prática do bem. (Os ensinamentos de Jesus são bálsamos que amenizam os nossos fardos no caminho da libertação).

Luiz Guimarães Gomes de Sá

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domingo, 12 de dezembro de 2021

 



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Caminhos da Fé 12.12.2021

 

Pensamento: um mundo ainda desconhecido

Somos todos envoltos em emoções e sentimentos provenientes do meio externo ou provocados  pelos nossos pensamentos. São energias que externamos e absorvemos de forma constante. O teor delas é que nos dará a sensação de felicidade ou não.

Os impulsos inerentes ao nosso estado de Espírito fluem pelo nosso corpo físico e espraiam-se pelo Cosmo com vibrações boas ou malsãs. Temos então um retorno decorrente da forma e intensidade daquilo que produzimos pela própria afinidade e segundo a lei de ação e reação. Daí a importância dos pensamentos nobres e elevados, pois quanto mais assim procedermos, mais puras energias do bem retornarão.

Dessa troca ininterrupta resultará a nossa saúde física e mental dependendo da vontade e do livre arbítrio que integram o Espírito pensante, que se constituem em fonte inesgotável de energias que alimentamos.

Na Revista Espírita de dezembro de 1868, pg.484, encontramos: "A vontade não é um atributo especial do Espírito; é o pensamento chegado a um certo grau de energia; é o pensamento transformado em força motriz. É pela vontade que o espírito imprime aos membros e ao corpo movimentos num determinado sentido”.

Diz Léon Denis no livro O problema do Ser, do Destino e da Dor, Editora FEB. 2013 pg.236: “(...) É pela vontade que dirigimos nossos pensamentos para um alvo determinado. Na maior parte dos homens os pensamentos flutuam sem cessar”. “(...) Aprendamos, pois, a servir-nos de nossa vontade e, por ela, a unir nossos pensamentos a tudo o que é grande, à harmonia universal, cujas vibrações enchem o espaço e embalam os mundos”.

 Sendo o pensamento a usina que fomenta as ideias que se tornarão as práticas do dia a dia, é imperioso que busquemos manter essa força na direção do bem. Como interagimos de forma incessante com as emanações que nos rodeiam, necessária se faz a qualidade daquelas que emitimos e, dependendo delas, teremos um campo mental saudável ou não.

No Livro Pensamento e Vida, Cap. 1, psicografia de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel consta: ”A mente é o espelho da vida em toda parte. (...) Definindo-a por espelho da vida, reconhecemos que o coração lhe é a face e que o cérebro é o centro de suas ondulações, gerando a força do pensamento que tudo move, criando e transformando, destruindo e refazendo para acrisolar e sublimar”.

A dinâmica da vida exige esforço e perseverança em tudo que almejamos. O ser humano desde sua origem busca desbravar e conhecer pelo seu próprio instinto natural. Foi dessa forma que chegamos ao elevado grau tecnológico dos nossos dias, graças aos incansáveis cientistas, sempre ávidos de novas conquistas. Com o pensamento fértil e a inteligência aguçada, conseguiram fantásticos êxitos nas incontáveis descobertas que coroaram os seus esforços. 

Conscientes dessa realidade e considerando ainda não esgotados esses conhecimentos, deveremos vivenciar o universo interior e infinito que envolve o pensamento, cuja dimensão ainda palmilhamos, mas que exerce efetivamente o comando das nossas atitudes. (O conhecimento torna-se experiência ao longo do tempo).

Luiz Guimarães Gomes de Sá

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domingo, 24 de outubro de 2021

 



Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 24.10.2021

A bagagem de retorno

Sim, isso mesmo! Como está sendo preparada? Afinal, todos, sem exceção, farão a viagem de retorno para a verdadeira pátria do Espírito. Esse questionamento não é feito com o devido zelo, atendendo às necessidades tão importantes para esse retorno. Negligenciamos muito essa responsabilidade que será cobrada na época oportuna. Nossos débitos e créditos, aqueles em muito maior quantidade, estarão na balança Divina para nos mostrar o resultado e, certamente, teremos um grande desequilíbrio pendendo para as dívidas.

Isso é evidente, já que no Orbe em que habitamos só tem espaço para seres imperfeitos e sujeitos às provações e expiações próprias das suas conduções evolutivas. Essa perspectiva não é ilusão e sim uma realidade, bastando tão somente escutarmos as nossas consciências. Fugir do dever de nos melhorar é adiar os débitos que já se avolumam em nós. Enfrentar o desafio em nosso benefício e dos irmãos que navegam no mesmo barco da vida é caminhar em direção da esperança que nos espera confiantes nas Bem-Aventuranças anunciadas por Jesus.

Devemos ter em mente que o encargo dessa bagagem recairá sempre sobre nós em qualquer época de nossas existências. Lembremo-nos das palavras de Jesus, conforme encontramos em Mateus 11:28-30: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

Conscientes dessa verdade é chegado o tempo de despertar para o amanhã que é inexorável e somente nós poderemos construí-lo para desfrute da felicidade prometida pelo Mestre. Nossas imperfeições já foram muito maiores do que as atuais, e por que não buscamos o  aprimoramento que sabemos ser o caminho da luz?  Reportando-nos às palavras de Divaldo Pereira Franco, temos: “O que temos nós deixamos. O que somos nós levamos”.(Grifo nosso).

As nossas responsabilidades são cumulativas no processo evolutivo. Quanto mais ampliada a consciência mais cobrados todos nós seremos. Nos dias atuais a humanidade já possui um grau de discernimento bem mais elevado, e por isso, cumpre a cada um atentar para essa realidade. No livro Trocando Ideias do médico e escritor Ricardo Orestes Forni, Editora Evoc, pg. 143, temos: “A dor, os obstáculos, as dificuldades, os problemas são cercas de Deus para que não nos afastemos D’Ele e, por consequência, não nos distanciemos da felicidade e da paz para a qual fomos criados”. É com essa visão que precisamos nortear as nossas vidas superando os percalços que são experiências adquiridas no caminhar infinito. A vida constitui-se numa escola de aprendizados constantes e decorrentes deles, é que corrigimos rumos à busca dos caminhos auspiciosos da felicidade.

Valendo-nos do otimismo e mantendo o sentimento da Fé, poderemos tornar os fardos mais leves, já que estaremos sempre amparados pelo Divino Mestre, como Pastor devotado, segundo suas palavras contidas em Mateus 18:12: ”O que acham vocês? Se alguém possui cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixará as noventa e nove nos montes, indo procurar a que se perdeu?” (A bagagem de retorno será tão mais leve, quanto esteja a nossa consciência).

 

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domingo, 3 de outubro de 2021

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Caminhos da Fé 03.10.2021


Allan Kardec, o codificador

Neste 3 de outubro de 2021, o insigne cidadão Hippolyte Léon Denizard Rivail, que adotou o pseudônimo de Allan Kardec, completaria 217 anos. Não resta dúvida de que ele mudou o entendimento da vida ao elaborar a Codificação da Doutrina dos Espíritos.

Fazendo parte do período do Iluminismo em que nas mentes afloravam os sentimentos das artes, ciências e letras, destacou-se dentre outros expoentes da época por desvendar os desafios daquilo que era considerado como sobrenatural.

Trabalho árduo, sério e de extrema competência, enveredou pelo desconhecido, e hoje, a humanidade de forma consciente usufrui daqueles conhecimentos e experimentos que confirmaram de vez a imortalidade do Espírito. Para esse mister, valeu-se de algumas médiuns mais assíduas, como as irmãs Julie e Caroline Baudin e Ruth Japhet.

Sempre acompanhado por figuras ilustres e conceituadas das ciências pelos estudos consistentes que realizavam, Allan Kardec não hesitou em enfrentar o desafio de crenças equivocadas,  com ideias contrárias aos seus estudos e observações.

Os fatos foram se encadeando e por conta da sua inteligência e denodo foram sendo esclarecidos pela da razão, trazendo-nos a fé raciocinada, afastando as ilusões de outrora, onde se fugia da lógica para vivenciar a ignorância.

Trazendo à luz o Consolador prometido por Jesus, credenciou-se como um desbravador que provou a comunicação dos Espíritos com os seres encarnados. Com adversários renitentes, teve a perseverança necessária para conduzir o seu edificante trabalho, deixando-nos um legado científico, filosófico e religioso que se consolida através dos tempos.

Com a Doutrina dos Espíritos a humanidade viu alvorecer o entendimento inquestionável da realidade de que somos Espíritos imortais revestidos de um corpo frágil e perecível, que  sobrevivem além-túmulo, reencarnando para novas experiências evolutivas, dando cumprimento à Lei do Pregresso.

À época resistiu com denodo todos os contrários poderosos, já que possuía a verdade como base das suas pesquisas exitosas. Contra ela as forças negativas encontraram, pelos fenômenos evidenciados, fatos inquestionáveis, tendo na ciência o suporte como sustentação de suas assertivas.

Deu-se, assim, o cumprimento da promessa do Cristo, segundo João 15:26;  Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.

Somaram-se ao seu sábio e criterioso trabalho, seguidores de grande valor como Léon Denis, Wiliamm Crooks, Gabriel Delane, Ernesto Bozzano, Paul Gibier, Alexandre Aksakofentre tantos outros renomados cidadãos da época que estudaram e difundiram a Doutrina Consoladora.

Aliando-se a esse labor hercúleo, editou em 1º, de janeiro de 1858, em Paris, a Revue Spirite. "Journal D'Études Psychologiques", até o dia  31 de março de 1869, data do seu falecimento, tendo os seus seguidores dado continuidade a esse trabalho.(O homem criou a Doutrina dos Espíritos e ela descortinou o seu interior).                                                                    

Luiz Guimarães Gomes de Sá

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sábado, 2 de outubro de 2021


Lançamento do Livro Pensamentos, Reflexões e Atitudes, no dia 03 de outubro de 2021, Online.
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domingo, 12 de setembro de 2021



Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 12.09.2021

 

O que somos?

 

Pergunta intrigante, não? Fisicamente nós sabemos quem somos bastando olhar para o espelho. Mesmo mudando a aparência com o passar dos anos, o perfil da nossa identidade pouco se altera, dependendo das transformações que realizamos no âmbito interior.

 

Porém, há um aspecto a ser observado e que em geral negligenciamos sobre esse “eu” desconhecido de nós mesmos. Com ele será? Quem já se deu conta da necessidade de descortinar virtudes e defeitos que nos impulsionam no dia a dia das nossas andanças evolutivas?

 

Dificilmente damos conta dessa imperiosa necessidade, pois valorizamos aquilo que é palpável, desconsiderando o que é sutil, mas que é a nossa verdadeira essência: o Espírito. Essa falta recai praticamente em todos nós por conta da nossa vida centrada em tudo que é material.

 

Desconhecemos ainda muitos mistérios que nos esperam na vida futura e, por isso mesmo, devemos nos aprofundar nesse questionamento, pois quando nos conhecermos intimamente iremos reconhecer o quanto nos falta em virtudes que nos elevem para um amanhã auspicioso.

 

No livro Autodescobrimento: uma busca interior, 17ª Ed. 2013, pg.40, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis, temos: O trabalho por libertar-se desses verdadeiros verdugos do Eu superior torna-se imprescindível ao desenvolvimento da emoção, ao seu engrandecimento, para estabelecer e seguir as linhas de manifestação equilibrada”.

 

O crescimento interior nos levará a um elevado estado de espírito remetendo-nos à lucidez onde repousa a felicidade. O mergulho que deveremos realizar diferencia-se por completo daquele que o homem já realizou ao pesquisar os mistérios das profundezas dos mares e do infinito dos céus... Esse trabalho trará a certeza de que existe um Ser superior a tudo e a todos pelas reflexões que realizarmos. Nessa busca, o ser humano encontrará o princípio fundamental de sua existência. Temos na Q.919 do Livro dos Espíritos: “Qual o meio prático mais eficaz para se melhorar nesta vida e resistir ao arrastamento do mal?” R — Um sábio da Antiguidade vos disse: “Conhece-te a ti mesmo”. A cada parada no “porto dos ajustes” que nossa consciência nos pede será motivo de novas reflexões.


Esse entendimento será tão mais regozijante quanto melhor nos conduzamos na viagem de curso breve que fazemos visando o desfrute da felicidade no Reino de Deus na condição de Espíritos Puros. Em João 8:31-32, consta: “Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.


Essa verdade corresponderá às conquistas adquiridas que estarão sempre na razão direta do esforço e da perseverança nesse empreendimento. Fortalecendo a Fé, superando os desafios e mantendo-se firme na Esperança ao vivenciarmos o exemplo de Jesus, tenhamos a certeza de que estamos construímos o caminho da redenção. (Perseverar sempre, desistir jamais).