domingo, 19 de junho de 2022

 



Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 19.06.2022

Caminhos de luz

 

“Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida”.  (João 14:8). Passado o transtorno inicial da Pandemia que nos trouxe aflição, o Centro Espírita Caminhando Para Jesus vem retomando as suas atividades presenciais desde outubro de 2021. A adversidade por que todos nós passamos levou-nos a um novo caminho para realizarmos palestras virtuais, não havendo interrupção dos estudos da Doutrina Espírita e sua divulgação. Não obstante as dificuldades enfrentadas foram auspiciosos os trabalhos realizados no período.

 

Neste 21 de junho, estaremos comemorando os 71 anos dessa Casa de Luz. Durante essas décadas, a atuação foi intensa no ensinamento do Evangelho de Jesus, vencendo os obstáculos sempre presentes. Pavimentamos caminhos, despertamos consciências e descortinamos inúmeros corações para a realidade da vida que nos propõe desafios para serem superados. Esse trabalho incansável oportunizou a muitos conhecerem a Doutrina dos Espíritos que se apresenta como reveladora, consoladora e redentora.

Tendo iniciado suas atividades, em 1951, com uma escola trouxe o aprendizado para muitas crianças. Os trabalhadores daquele templo debruçaram-se, também na prática da caridade como sendo o pilar de sustentação dessa Casa de oração e trabalho. A perseverança de todos que por lá passaram continua com os da atualidade. Nos dias de hoje, já há uma boa colheita desse plantio abençoado. Aqueles que iniciaram a evangelização quando crianças despontam na realização de palestras demonstrando um cabedal de conhecimento de valor.

A caminhada é longa, mas o conhecimento que se adquire recompensa. O exemplo que temos hoje corrobora a necessidade de continuarmos ajudando a todos que nos procuram com suas dores e questionamentos. É uma tarefa gratificante que nos renova as forças para a prática do bem.

Encontramos no Livro Seara do Mestre, pg.139, Ed. FEB 10ª. Edição, de Pedro de Camargo (Vinicius): “Nunca será ocioso lembrar que o alvo do Espiritismo está na iluminação interior das almas aqui encarnadas. Logrado este objetivo, todos os demais problemas serão solucionados sem delongas nem maiores dificuldades, (...)”. Essa assertiva converge com os propósitos do Centro Espírita Caminhando Para Jesus, que conta com a participação de seus diversos trabalhadores, para que sejam atenuados os sofrimentos de muitos que são acolhidos.

Associado ao conforto das “almas aqui encarnadas”, favorecemos aqueloutras que vivem na erraticidade e que nas sessões mediúnicas participam do diálogo consolador, onde exercitamos a caridade de que tanto necessitam. É nesse contexto de amor ao próximo segundo os preceitos do Mestre Jesus, que buscamos cada vez mais amparar os irmãos carentes dos ensinamentos do Mestre, sendo para nós, também o conforto de que precisamos.

Rogamos ao Pai para que as lições e os exemplos que demos e colhemos durante todos esses anos, sirvam de alicerce para novos avanços e, que sejamos sempre úteis coadjuvando o incansável trabalho de Jesus.

Luiz Guimarães Gomes de Sá

Trabalha no Centro Espirita Caminhando Para Jesus

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domingo, 5 de junho de 2022


Publicado no Jornal do Commércio

Caminhos da Fé 05.06.2022

Fragmentos d´Alma

“Todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam” (Paulo, I Coríntios, 10:23).

Nascidos  simples e ignorantes somos parte da Divindade para que brilhe a nossa luz, segundo Mateus 5:16. A Doutrina dos Espíritos dá-nos a consciência de que temos o livre arbítrio para nortear as nossas ações. Porém é importante ater-nos ao discernimento e o bom senso.

Habitualmente de forma irrefletida buscamos a porta larga pelas facilidades que se nos apresentam, desviando-nos das trajetórias do bem e nos comprometendo, mais adiante, para cumprirmos os devidos ajustes, já que padecemos pela fragmentação da nossa essência de Luz,  corroída que foi da pureza que nos foi legada como fruto do amor Divino.    

Contraindo inúmeros débitos diante de Deus e através das dores e sofrimentos, enfrentaremos os desajustes cometidos. Nada deveremos reclamar! As atitudes que confrontam as Leis Divinas desaguam nas inevitáveis consequências no corpo físico, reflexos que são dos registros  existentes em nosso períspirito. 

Nossa missão nas existências que se sucedem é buscar continuamente a restauração desses fragmentos fazendo desse labor a chama que fará reluzir a nossa Luz

A recomposição dessa natureza original cuja fonte é a Divindade, impõe-se, corroborando o contido no livro O Espírito do Cristianismo, de Cairbar Schutel, pg.8: "O espírito é que vivifica". “Sem espírito não há vida, não há sabedoria, não há verdade”.

As páginas da vida precisam ser escritas considerando a nossa grandeza espiritual que se encontra latente. Procuremos nessa intimidade alicerçar e construir o novo ser que necessita emergir da escuridão, valendo-nos daqueles fragmentos para consolidar a nossa imagem como reflexo do Cristo.

No Livro Pão Nosso Vol.2 da Editora FEB, pg.26, psicografia de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel, temos: “Todas as obras humanas constituem a resultante do pensamento das criaturas. O mal e o bem, o feio e o belo viveram, antes de tudo, na fonte mental que os produziu, nos movimentos incessantes da vida”. Daí a importância dos nossos pensamentos que são as diretrizes das nossas atitudes, frutos das escolhas que fazemos.

A cada transformação desses sentimentos enfermiços surge um novo fôlego de aprendizados e conquistas. Trilhando esse caminho de luz que nos envolve e irradia, estaremos semeando no canteiro do progresso as sementes da nossa redenção. (A felicidade plena só será conquistada quando nos apartarmos do nevoeiro da ignorância).

Luiz Guimarães Gomes de Sá

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domingo, 15 de maio de 2022

Reconciliação


Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 15.05.2022

“Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão”. (Mateus 5:25).

Jesus evidenciou a grandeza do perdão como sendo um sentimento que enobrece o ser humano. Essa prática envolve a coragem que vence o orgulho encrustado em nossos corações, Nisso reside, também a indulgência quando compreendemos que todos nós somos imperfeitos e carentes em virtudes. Quando assim procedemos estamos renunciando, ainda à vaidade e a prepotência, que são sentimentos inferiores que ainda abrigamos.

Como Espíritos criados simples e ignorantes, de origem, não carregamos em nosso íntimo as iniquidades que hoje possuímos. Elas foram oriundas dos descaminhos das existências pretéritas. Temos invariavelmente a centelha Divina em nossos corações, contudo fomos enredando-nos com os sentimentos inferiores figurando o orgulho e o egoísmo como desencadeantes de tantos outros.

Destarte, afastamo-nos das Leis do Criador tão bem exemplificados pelo Mestre Jesus, tornando-nos reféns das mazelas d`alma que nos aprisionam nos equívocos do dia a dia. Entendemos assim, que ao nos reconciliarmos com os nossos adversários estaremos, também nos aproximando do Pai, já que essa atitude leva-nos a respeitar as suas Leis, onde o amor e a caridade são os pilares para que estejamos com Ele.

No livro Viver e Renascer, pg.12, psicografia de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel, temos; “Se foste ofendido, não conserves a luz do perdão nas dobras obscuras dos melindres enfermiços”. Nesse contexto lembremo-nos do contido na questão 886, do Livro dos Espíritos: “Qual é o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entende Jesus”? “Benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias, perdão das ofensas”.

Em Grandes Mensagens, pg.17 psicografia de Pietro Ubaldi, consta: “(...) Elevai-vos em amor, como deveis elevar-vos em todas as coisas, se quereis encontrar profundas alegrias (...)”. Tenhamos em mente que o desencarne não nos livra dos inimigos. Eles permanecem buscando prejudicar-nos.  Quando ainda nas experiências terrenas conseguirmos a reconciliação, estaremos libertando-nos de um fardo que nos será penoso na erraticidade. Esse propósito deve ser imbuído de humildade e sinceridade, pois se assim não for, persistirão os sentimentos malévolas que continuarão a nos atormentar.

Temos em Florações Evangélicas, pg.84, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis: “O perdoado é alguém em débito; o que perdoou é espírito em lucro. Se revidas o mal és igual ao ofensor; se perdoas, estás em melhor condição; mas se perdoas e amas aquele que te maltratou, avanças em marcha invejável pela rota do bem”.

 Depreende-se de tudo isso que o perdão é uma atitude de amor não deixando resíduos no lodo dos ressentimentos. Essa depuração d´alma nos engrandece diante do Pai em cuja sintonia nos envolve na paz. (Reconciliar-se é vislumbrar um novo horizonte de vida, onde a luz do perdão ilumina as trevas do orgulho).

Luiz Guimarães Gomes de Sá

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sábado, 23 de abril de 2022



O conforto no desencarne 

Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 17.04.2022

 

O desencarne é algo inevitável. Todos nós seremos submetidos a essa passagem que faz parte da nossa trajetória evolutiva. As diversas culturas do mundo vivenciam de forma diferente o enfrentamento desse momento difícil, proporcional à concepção de cada povo.  Não é fácil resignar-se sem crer na reencarnação, que nada mais é do que parte da caminhada do Espírito imortal em suas inúmeras existências.

 

Diversas religiões da antiguidade acreditavam na vida após a morte, a exemplo do Budismo e  Hinduísmo. Sócrates (468-400 a.C.) defendia o dogma da imortalidade da alma e da vida futura, e Platão (428-348 a.C.) dizia que a alma é imortal, antecede o nascimento e reencarna diversas vezes.

 

Encontramos no livro Os Mensageiros, pg.6, Editora FEB, psicografia de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz: “A morte física não é salto do desequilíbrio, é passo da evolução, simplesmente”. (...) “O progresso não sofre estacionamento e a alma caminha, incessantemente, atraída pela Luz Imortal”.

 

Para os que acreditam que a vida não se limita do berço ao túmulo, o desenlace é uma simples “porta” para que o Espírito retorne a sua verdadeira essência. Essas idas e vindas fazem parte do contexto da vida num processo dinâmico, constante e infinito para a evolução espiritual. 

 

Como Espíritos em “estágio probatório” no presente corpo físico, vivemos um intercâmbio contínuo com o mundo espiritual. Como exemplo, temos o sono, onde os sonhos são pequenas “viagens” em que o Espírito está momentaneamente liberto.

 

Léon Denis nos diz no livro Depois da Morte, pg. 161: “Na realidade, nada morre. A morte é apenas aparente. Só a forma exterior muda; o princípio da vida, a alma, mantém-se na sua unidade permanente, indestrutível”. Atentando para essa realidade, a aceitação da partida do ente querido consolida-se na fé e na esperança do amanhã, amparadas que estão nas Bem-Aventuranças anunciadas por Jesus. É com esse suporte que sustentamos a certeza de que sempre teremos existências futuras para os necessários ajustes e correções de rumos.

 

Para o Espírito que parte,  corresponde à libertação do corpo físico, que é um “presídio” para que possa cumprir os trabalhos que o levarão à redenção de suas iniquidades. Passada essa fase, o  Ser inteligente do Universo segue o espaço infinito com sua visão ampliada, diferentemente daquela vivenciada de forma reduzida na vida corpórea.

 

Na Revista Espírita de fevereiro de 1864, pgs.76 e 81, consta: “(...) A reencarnação é necessária enquanto a matéria domina o Espírito”. “(...) A verdadeira amizade, o verdadeiro amor, sendo espiritual, tudo que se refere à matéria não é de sua natureza e em nada concorre para a identificação material”. Nesse caminhar há o alento da libertação relativa, visto que os acertos decorrentes da trajetória evolutiva não se completam numa única existência. Trata-se de um processo lento e progressivo, onde galgamos degraus elevados em razão do nosso esforço para esse mister.

 

Para os que ficam, há o conforto no cessar das dores do corpo efêmero que, em muitos casos, não mais responde aos agravos do desgaste orgânico. Enfim, o desencarne é um “até breve” considerando que a Família de Deus transcende à família consanguínea do ser humano. (Quem vive na incerteza sofre nos descaminhos da vida).

 

Luiz Guimarães Gomes de Sá

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domingo, 6 de março de 2022



 Cirurgia da alma

Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 06.03.2022

O zelo que temos pelo corpo é essencial para que ele como templo do Espírito, oportunize a aquisição dos conhecimentos e experiências existenciais.  Mas observamos no dia a dia que esse cuidado é exercido de forma extravagante e desnecessária por muitos que se apegam à matéria perecível. 

Na realidade confunde-se a necessidade com os excessos, que não raro, deságuam em tragédias, a exemplo de cirurgias estéticas que não são exitosas como esperadas.  Nesses casos a vaidade prepondera subjugando o bom senso dos que valorizam a exiguidade do corpo físico em detrimento da imortalidade do Espírito.

Os valores que transcendem o corpo físico não são devidamente apreciados e essa imaturidade espiritual levará fatalmente ao arrependimento, que por sua vez, servirá de lição no porvir das novas existências.

No Livro Trocando Ideias, do médico Ricardo Orestes Forni, Editora EVOC, pg.180, consta uma citação de Emmanuel: devemos cuidar do corpo como se ele fosse eterno e do Espírito como se fosse desencarnar amanhã”. Acrescenta o autor: “Já imaginaram a urgência das “cirurgias” da alma diante dessa realidade do Mentor”?

Nessa situação onde o Espírito “desencarnaria amanhã”, seria motivo para buscarmos extirpar as mazelas que alimentamos n´alma e que recrudescem no corpo físico trazendo-nos dor e sofrimento. 

Refletindo para a realidade de que o Espírito é imortal, tenhamos para com ele o devido cuidado, já que irá prosseguir na sua jornada infinita de aperfeiçoamento e evolução. Em 1 Coríntios 15:44, temos: Semeia-se corpo animal, é ressuscitado corpo espiritual. Se há “corpo animal, há também corpo espiritual”.   

Torna-se imprescindível essa percepção do “amanhã” e quanto mais for acurado esse zelo pelo Espirito, tanto mais promissora será a nossa ascensão para o mundo de regeneração, cuja transição estamos vivenciando. Destarte a cirurgia do corpo minimiza a dor, já a d´alma que mais precisamos cura o sofrimento. É nela que se encontra o presídio onde repousam as iniquidades que nos perturbam nas trajetórias existenciais.

São as causas que precisamos extinguir para que não mais causem efeitos. É nesse processo continuo que estaremos galgando os degraus que nos levarão à redenção para a Gloria do Pai. O esforço empreendido para esse desiderato será recompensado quando vencermos todas as vicissitudes que nós mesmos buscamos.

Diz ainda o autor citado, na pg. 181: “Em resumo, se corrigimos com a cirurgia plástica os problemas do corpo que mesmo embelezado caminha para a morte, como seria bom se utilizássemos o “bisturi” do Evangelho para remover as imperfeições e recuperar a saúde do Espírito! Com a mais absoluta certeza nos sentiríamos extremamente melhores!”. (Cuidemos d´alma, para que adiante não precisemos tratar do corpo enfermo).

 

 

 

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Construindo o amanhã


Publicado no Jornal do Commércio

Caminhos da Fé 20.02.2022

Livro dos Espíritos, Q -122. - Como podem os Espíritos, em sua origem, quando ainda não têm consciência de si mesmos, gozar da liberdade de escolha entre o bem e o mal?  Há neles algum princípio, qualquer tendência que os encaminhe para uma senda de preferência a outra?

R -“O livre-arbítrio se desenvolve a medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo”. 

Com a consciência plena, observamos o presente com a visão no futuro. Essa é a nossa prática diária. Ninguém, nessa condição, vive sem esta realidade.  Planejamos tarefas, férias e tudo aquilo que almejamos obter e vivenciar. Mas, dificilmente, apercebemo-nos de que o relógio do tempo não é igual ao criado pelo ser humano. Ele não adianta, não atrasa e não volta. É inexorável! É comum vermos pessoas felizes ao relembrar o passado. Proezas, sucessos e muitas coisas que foram motivo de felicidade e ao retornar à mente aquelas ocorrências, estampa-se a felicidade revivida.

Nesse cenário precisamos realizar novos empreendimentos para que adiante se tornem boas recordações. No teatro da vida e na escola Terra, estamos sujeitos aos ciclos que a Natureza nos impõe e os nossos próprios e intransferíveis, como os desafios diários que nos oportunizam a construção de um amanhã com memórias gratificantes. Pensando assim, tenhamos a coragem de não esmorecer com o tempo. É preciso encarar a vida a cada dia como um novo tempo a ser explorado e conquistado pelas atitudes do bem para o coletivo em que estamos inseridos.

Deus não nos daria nenhum tempo para que vivêssemos na “ociosidade”. Obviamente iria de encontro à Lei do Progresso. Nossas atividades estarão diretamente vinculadas às nossas condições físicas e mentais.  Façamos o que nos compete agindo com os cuidados necessários. A estagnação do corpo ou da mente é antecipar a partida e deixar de lado oportunidades sutis que nos chegam para sermos úteis na prática do bem. 

Nosso propósito existencial é crescer e evoluir infinitamente e, para tal, a renovação a cada dia é o caminho para esse objetivo. Deve ser uma meta constante a reconstrução do nosso interior com o mesmo vigor com que nos empenhamos para os projetos materiais ou até maior, por ser o Espírito imortal. Atentemos para a mensagem de André Luiz, no Livro Caminhos de Volta, pg.37, psicografia de Francisco Cândido Xavier: “Você tem uma vida para construir: é a vida que Deus lhe deu”.

No Livro dos Espíritos, questão 333, temos: ”Todo mundo já passou por algo que nos modificou de tal modo que não foi mais possível sermos a pessoa que éramos antes”. Quando vivenciamos a transformação para melhor, nossa consciência marca esse degrau de crescimento e a lucidez que nos chega e alarga a visão transcendental de que necessitamos.

Com esse alicerce firme condicionamo-nos para passos mais amplos nessa construção pessoalmas que se transforma num espelho com imagens positivas para os que nos rodeiam. Esse coletivo será forçosamente influenciado pelas energias benfazejas que emanarmos. 

Procuremos catalisar o progresso da humanidade edificando o nosso interior favorecendo a psicosfera do Orbe terrestre.  Cada um responde pela sua história e consequências para o todo a que pertence. (A renovação é necessária; o desfecho depende de cada um de nós).

 Luiz Guimarães Gomes de Sá

Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

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domingo, 6 de fevereiro de 2022


Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 06.02.2022

Renunciar para avançar


“Nos interesses da alma, não desdenhes a própria renúncia”. (Dicionário da Alma, pg.287, psicografia de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz).

A renúncia antes de tudo é um ato de coragem. Quem renuncia abre mão de algo que possa de alguma forma lhe ser útil, mas optou por um objetivo em que se sinta melhor... Essa prática quando desinteressada e que não prejudique outrem, advém do discernimento que a análise prévia lhe facultou escolher.

A inteligência que Deus nos deu necessita sempre estar no curso do progresso para que alcemos patamares superiores de conhecimento e aprimoramento. Pelo raciocínio lógico não encontraremos outro caminho para a alma que não seja instruir-se e expandir-se na aquisição de novas experiências. No livro Deus e Universo de Pietro Ubaldi, pg.85 temos: “Em cada ato nosso, através da escolha que soubermos fazer, amadurece o nosso ser e avança a grande marcha da evolução”.

É com essa visão que nossos horizontes serão ampliados para as realidades ainda envoltas em nossa nebulosa ignorância. Perscrutar e perseverar nesse objetivo são necessidades para entendermos o feliz despertamento que nos chega e que precisamos acurar maiores cuidados visando às conquistas alvissareiras. Quando Jesus disse conforme João 14:6: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por Mim”, instou-nos para que esses valores fossem buscados por todos nós.

 

Encontramos no livro Convites da vida, Cap.3, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis: ”No torvelinho agressivo do dia a dia é mister crescer na direção da vitória, libertando-te das paixões que coarctam as aspirações elevadas”.

Esse labor diuturno precisa, antes de tudo, da vontade. Daí em diante, o esforço e dedicação serão as ferramentas próprias de cada um para encetar o grandioso trabalho que nos levará à redenção, objetivo maior do Espírito imortal. Os percalços sempre estarão presentes na busca do horizonte de luz. O mérito será tão maior quanto tenham sidas as dificuldades vencidas, onde o regozijo interior só será suplantado pela Glória do Criador ao ver seu filho em plena felicidade.

Assim, a renúncia corresponde à união das nossas forças interiores que nos impulsionam para um objeto nobre, levando-nos a níveis espirituais próprios aos degraus evolutivos que almejamos. Sejamos fortes e perseverantes nesse propósito, superando os desafios da vida, para que possamos valorizar a recompensa do trabalho incessante e profícuo que tivermos nessa jornada reencarnatória. (Por mais que sejam tortuosos os caminhos, um dia todos nós estaremos alinhados na direção de Deus).