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O livro “Por Uma Vida Melhor” divulgado pelo Ministério da Educação, que aceita erros de expressões gramaticais, virou polêmica sendo no mínimo inadmissível. Em se tratando de um Órgão que deve ter como pilares das suas ações a educação, orientação e uma boa formação, temos agora uma atuação totalmente inversa dos seus objetivos fundamentais.
Por não ter condições para acessar a escola muitos brasileiros ainda erram tanto na expressão oral quanto na escrita. Contudo, admitir essa prática como modelo a ponto de ser ensinada nas escolas é desconhecer os princípios básicos da nossa língua.
Entendemos que as escolas ensinariam errado porem, mais adiante as provas do ENEM exigirão a grafia correta. Ora, onde estão a lógica e coerência desse objetivo? O que se pretende com esse livro que não corrige as imperfeições da linguagem escrita e admite tais equívocos? Partindo de qualquer instituição, isso seria uma incoerência, mas, tendo como origem o Ministério da Educação podemos dizer que se trata de um desleixo educacional.
O aluno estaria aprendendo errado para ser prejudicado logo adiante no enfrentamento da vida onde há claras exigências na concordância verbal. Como admitir que as escolas ao invés de corrigirem erros e distorções da nossa língua alterem seus rumos e ensinem aquilo que é erro gramatical? E os dicionários irão absorver essa incongruência?
Se essa pratica for a correta há de se perguntar: qual a função do Ministério da Educação e por extensão a das escolas? Dessa forma depreende-se ser totalmente desnecessária a existência desse Ministério, visto que não seria preciso ensinar o que já se faz errado... Onde ficarão as regras e normas da língua portuguesa?
Como poderia um professor arbitrar nota a um vestibulando que escrevesse: você já comprou os livro? Eles foi muito caro? Então, seria válido dizer: ”estamos vivendo o tempo dos absurdo...”?
Para completar temos uma Presidenta bastante sorridenta governando com vários ministro “por uma vida melhores...”
Em reunião da Academia Pernambucana de Música ocorrida no dia 25 de abril, de 2011, tivemos a oportunidade de ouvir de vários acadêmicos a forma e motivo que ensejaram algumas de suas composições. Presidida pela acadêmica Leny Amorim, estiveram presentes na reunião os acadêmicos e Maestros José Menezes, Moisés da Paixão, Ademir Araújo, Lúcia Couto, Yeda Lucena, Carmem Lúcia Amorim, Mirian Brindeiro e vários convidados. Foram explanados os motivos de suas composições, sendo eles os mais variados, ficando evidente que a imaginação humana é fértil e não tem fronteiras, haja vista a diversidade de inspirações que moldaram as peças musicais.
Contudo, nada obstante a originalidade de todos, a reunião teve um desfecho que trouxe emoção especial para os presentes por conta do Poema da Criação que teve uma história singular. No final de um dos cursos onde ministrava aulas de solfejo e percepção no Conservatório Pernambucano de Música, o Maestro José Gomes comentou que o método de Alexis de Garaudé utilizado para a matéria apesar de ser bom, pecava por ter poucos exercícios com compasso ternário. Então na última aula do ano ele procurou suprir essa lacuna. Observando o pentagrama no quadro negro com sua fértil imaginação, dirigiu-se até o piano e concretizou sua intenção. Essa peça ficou tão bela que ele foi instado por uma aluna (Eny Barreto), para completá-la para coral, e ainda deu nome a composição: Poema da Criação.
De início hesitou, mas depois buscou concluir aquele trabalho cujo início ocorreu sem nenhum propósito de torná-lo uma composição. Em sua explanação externou a forma como criou a seqüência harmônica, uma verdadeira aula para os presentes. Ao concluir indagou para si mesmo: “E agora? Como fazer a letra? Não faz parte do meu perfil...”. Ligou então, para a musicista e poetisa Mirian Brindeiro que em poucos dias aprontou a poesia que iria completar a bela obra.
Essa pérola musical foi cantada por um coral misto nessa reunião marcante da Academia Pernambucana de Música. A grandeza da peça foi reconhecida e hoje é o tema de encerramento do Congresso de Coralistas que anualmente ocorre em Minas Gerais. Com certeza o sopro Divino se fez presente de forma especial na criação dessa magistral obra musical...
Opinião - Diário de Pernambuco
Recife, quarta-feira, 25 de maio de 2011
Dentre os inúmeros problemas que o Brasil enfrenta temos a gestão pública. Recentemente aflorou mais um escândalo desta feita, sobre a merenda escolar. Além do superfaturamento e as comissões que correm por fora, houve também, a irresponsabilidade dos prefeitos e secretários quanto ao armazenamento dos alimentos que ficaram vencidos e com péssima qualidade nutricional.
Esse descaso não fica somente nas merendas escolares. Não raro nos deparamos com notícias de medicamentos vencidos cujo destino é o lixo. Isso confirma que não há falta de dinheiro e sim de gestão. Por outro lado, lombadas eletrônicas ficaram por um longo período sem funcionar por conta do vencimento dos contratos. Tudo isso ocorre por falta de planejamento, estratégia de ação e agendamento dos compromissos. Até parece haver interesses em certas situações onde os vencimentos dos prazos obrigam a contratação de serviços ditos essenciais, sem os caminhos legais das licitações... Isso é comum ocorrer.
Temos ainda, as estradas brasileiras que são um verdadeiro caos. É preciso que ocorram acidentes graves e com grande repercussão para que façam os devidos reparos. O que temos de evidente no planejamento e controle é na arrecadação de impostos. Nesse particular o governo é célere e eficiente. E mesmo com excelentes resultados a fome por mais arrecadação não para sendo um processo que diríamos compulsivo...
Vemos também, a policia anunciar reforço nas rondas em áreas onde a criminalidade está aumentada. Tenta dar satisfação ao povo, mas esquece que os marginais jamais voltarão para realizar os seus trabalhos naquela região onde ocorrerão os reforços policiais. Nunca eles anunciam que irão atuar em algum local, e sim, agem de surpresa. Será que as autoridades não percebem que o sigilo muitas vezes é o segredo do êxito nesses casos?
Enfim, padecemos da falta de planejamento, estratégia de ação, avaliação e cobrança de resultados. Vivemos sem gestão e sofremos de uma congestão administrativa crônica...
Luiz Guimarães Gomes de Sá
TALVEZ
Um dia tenhamos paz
O mundo desperte feliz
As trevas se percam na luz
O amor prevaleça enfim...
TALVEZ
O sol brilhe para todos
A lua reflita o amor
As estrelas cintilem mais firme
A dor não chegue jamais
TALVEZ
O ser supere o ter
Os rios com leitos vazios
O mundo respire melhor
Os homens respeitem a vida...
Opinião Diário de Pernambuco – 09.02.2011
Neste 9 de fevereiro, o frevo tem seu aniversário mais uma vez comemorado. Nas suas modalidades ele é um velho centenário, mas também um jovem revolucionário. Como nos gêneros bloco e canção há intérpretes vocais, onde temos a participação do povo. Já no de rua, a própria orquestra é a intérprete e bem que poderia ser o foco das atenções por esse gênero ser meramente instrumental.
Contudo, quando o frevo de rua é executado, regra geral, o povo dança ou os passistas assumem a cena no palco e a orquestra não aparece com sua exuberância. Há décadas, Felinho inovou em Vassourinhas dando-lhe um brilho todo especial, aliás, a beleza desse frevo está nos improvisos e, salvo engano, somente Vassourinha tem essa inovação. Se algum outro existe dessa forma, é caso isolado.
A Spokfrevo Orquestra estendeu esse horizonte e fez os músicos saírem do anonimato para torná-los elementos principais em cima de um palco enriquecendo o frevo com improvisos. Resgatou assim, aquilo que Felinho fez há tanto tempo e ainda hoje é enaltecido.
Assistir ao desempenho da orquestra é como degustar um bom vinho, onde cada gole corresponde aos compassos céleres que evidenciam a qualidade dos músicos. Isso é o que podemos chamar de frevo de palco, segundo Zé da Flauta.
Dentre as dezenas de apresentações que a SpokFrevo Orquestra já realizou no exterior, um dos destaques foi no North Sea Jazz, maior festival do gênero da Europa, que acontece anualmente em Rotterdam (Holanda), onde em 2010 a orquestra abriu o show de Stevie Wonder e foi aplaudida de pé por mais de quinze mil pessoas. Participaram ainda do encontro: Toninho Ferragutti, Nonato Luiz, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Romero Lubambo, Chick Corea, Herbie Hankoc, Ornette Coleman, Dee Dee Bridgewater, Al Green, entre outros.
Vale ressaltar que todos assistiram ao espetáculo sem fazer o passo, atentos e em silêncio com seus olhares fixos de perplexidade pelo desempenho da orquestra, intervindo somente para os aplausos merecidos e entusiasmados.
Assim, em qualquer estilo o frevo invade a nossa mente, é absorvido pelo nosso corpo e caminha sempre para o abrigo único e seguro: o coração do povo!
Veiculado em Opiniao, do Dioário de Pernambuco, em 25.01.2011
A violência que graça no Brasil já faz parte de um capítulo nefasto de sua histária e, possivelmente, constará como um dos maiores problemas sociais que já vivenciamos, superando quem sabe, a própria fome que já vem sendo minimizada atualmente. É extremamente grave o momento porque passa a sociedade. Os meliantes não têm limites, já que nada é poupado. Não se contentam somente em assaltar, sendo esse o pretexto inicial de suas ações criminosas.
Fazem questão de aterrorizar o povo com os sucessivos arrastões e depredações de veículos que são destruídos por pura crueldade, sem falar, na violência física contra os ocupantes que às vezes escapam por puro milagre.
Quando falamos em violência urbana queremos generalizar essa tragédia, pois, não se restringe somente a essas regiões, tendo presença, também, no interior dos estados. A sociedade encontra-se refém sem nada poder fazer para enfrentar esses marginais fortemente armados, ficando como simples expectadora desse vandalismo que não sabemos quando será coibido com a mesma força com que atua.
As polícias também são vítimas e as forças armadas não ficam imunes a essas investidas e para completar esse caos, temos uma legislação branda e permissiva para os marginais que ao final têm mais direito do que o cidadão comum que é a força produtiva do país. Nada de concreto e eficaz é feito. Todos de braços cruzados assistindo a um filme que não é mais ficção, e sim, uma triste realidade do nosso dia a dia.
Com tudo isso, a população padece de uma verdadeira neurose pelos constantes transtornos e apreensões que enfrenta, pois, em casa ou nas ruas é desprovida de segurança. Essa situação já deveria ter merecido dos governos uma atenção maior, para que ações preventivas severas fossem feitas, pois, o problema é crônico. Mas, infelizmente, não se constitui em prioridade para os poderes constituídos, mesmo não estando eles livres da criminalidade, apesar de possuírem regalias que o povo em geral não tem.
Esse é o maior problema do cidadão brasileiro nos dias de hoje, onde a insegurança tira-lhe o sossego e tranqüilidade de vida no seu cotidiano
Publicado no Jornal “O Passo! – janeiro/2011
Frenético, cambaleante, nostálgico, vibrante - esse é o perfil do nosso frevo. Tem estilo para cada estado de espírito. No de rua, esbanjamos energia, alegria. Já no gênero canção, soltamos nossos sentimentos de amor ou lembramos causos e coisas que nos permitem a irreverência própria do carnaval. O de bloco,é pura nostalgia, saudade, encantamento.
Do “Nascimento ao Passo” e com esse estado de espírito alternante e sempre vivo, vem caminhando através das décadas deixando um rastro inesquecível para a história de Pernambuco, e para o Recife – Capital onde teve seu nascedouro.
Sua grandeza hoje desponta lá fora, sendo um ritmo apreciado por sua riqueza e performance dos nossos músicos. Tornou-se produto de exportação de alta qualidade, sendo orgulho para todos nós, apesar dos tropeços que enfrentou não do seu passo vibrante, pois, tem equilíbrio e beleza, mas pela falta de sensibilidade e omissão de muitos que não alcançaram, ainda, o seu valor como ritmo inédito e inigualável no mundo.
Os Guerreiros do Passo, - insurretos do bem -, participam ativamente dessa caminhada gloriosa, valorizando-o e buscando perpetuá-lo em capitulo especial da nossa história.
Nesse contexto, a Spokfrevo Orquestra tem, também, um papel preponderante na sua divulgação. Assim, o nosso Frevo Imortal ganha o espaço à altura de sua dignidade e conquista terras além-mares.
Assim, Pernambuco finca a sua marca musical por ser no mundo, um local privilegiado pela sua diversidade rítmica e por ter um filho tão nobre que o representa com altivez em qualquer lugar que se apresente.
Luiz Guimarães Gomes de Sá