quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Música e cidadania




Música e cidadania
Publicado em Opinião do Diário de Pernambuco, em 27.09.2012

No dia 5 de setembro último, a comunidade do Iraque foi agraciada com o convênio celebrado entre a Polícia Militar de Pernambuco e a Academia Pernambucana de Música, para viabilizar o projeto Profissionalizar, Musicalizar, Proporcionando Expectativas. Esse trabalho tem uma grande relevância e visa ensinar música às crianças que ali residem, oportunizando a inclusão social das mesmas, visto que, vivem em risco de se envolverem com drogas e outras mazelas que minam a nossa sociedade.

O convênio foi festivamente celebrado na Igreja de Santa Luzia, espaço cedido pelo pároco Ismael Vieira Moreira, com a colaboração do secretário Sérgio Lira, unindo assim, de forma histórica, os esforços da Polícia Militar e o trabalho incansável de Leny Amorim, presidente da Academia Pernambucana de Música. Dessa forma, tornar-se-á viável o sonho que ela sempre acalentou e somam-se esforços para o trabalho que já vem sendo realizado pela Escola Sol Maior, administrada por aquele Sodalício. Emoção especial sentiu Leny Amorim ao receber o abraço de um integrante da Banda da Polícia Militar, que já havia residido na comunidade do Iraque.

Vale ressaltar o empenho do coronel Gilmar Araújo, que teve o apoio incondicional do comandante-geral da Polícia Militar de Pernambuco, coronel Luiz Aureliano de Barros Correia, que esteve presente à solenidade, ocasião em que os músicos da gloriosa corporação fizeram brilhante apresentação. Tivemos, ainda, a participação dos Meninos de Caruaru do Monte Bom Jesus, onde crianças já inseridas nesse contexto educacional confirmaram que a música é um excelente instrumento de inclusão social que conforta o corpo e eleva o espírito.

Essa aproximação da polícia com as comunidades tem uma conotação bem diferente daquela habitualmente feita, como asseverou o coronel Luiz Aureliano de Barros Correia, comandante-geral da corporação, pois aborda os moradores de forma preventiva oferecendo às crianças um novo horizonte de vida, evitando ter que fazê-lo com ações repressivas. Um trabalho dessa envergadura merece e precisa do apoio de toda a sociedade, pois, todos nós dependemos desses resultados para termos minimizados os índices de criminalidade ora existentes.
 
Há várias formas de colaborar, tais como: a oferta de lanches para as crianças, doação de instrumentos, fardamentos e até prêmios para aqueles que mais se destacarem no aprendizado musical. Assim, as empresas poderão dar uma grande contribuição à sociedade, tornando-se aliadas a esse excelente exemplo de inclusão social, podendo até obter algum incentivo governamental para esse mister. Todos aqueles que estiverem engajados nesse trabalho merecerão os nossos aplausos.




 

 

 

 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

DESAFIOS DA GESTÃO PÚBLICA


Publicado em Opinião do Diário de Pernambuco em 05.09.2012
 


No planejamento estratégico que deve nortear qualquer gestão, impõe-se uma série de previsões para que exista eficácia. A globalização da economia é um fator de grande interferência no bom desempenho das ações públicas, haja vista, estarmos condicionados ás oscilações da economia em outros continentes.

Especificamente no Brasil, temos uma cronicidade de defeitos que deságuam nos maus serviços públicos em suas diversas esferas, como sejam: educação, saúde, transportes, entre tantas outras.

Nas ultimas décadas, temos a segurança pública como um sério agravante. As iniciativas governamentais foram tênues e insuficientes para coibir o avanço da criminalidade. Os progressos tecnológicos favoreceram tanto às policias, quanto aos marginais. Nisso tudo, os gastos públicos que poderiam ser direcionados para setores cruciais  do desenvolvimento, são canalizados para minimizar o crime que não gosto de chamar de organizado, pois, os governos é que são desorganizados...

Além dessas dificuldades, há os interesses político-partidários que se constituem em sério entrave, pois, se sobrepõem aos interesses da sociedade. Temos, ainda, a ação da natureza onde a seca, e as inundações propiciam a redução do abastecimento com aumento nos custos dos alimentos e penaliza, também, as exportações.

Todos esses fatores devem ser criteriosamente avaliados em razão do grau de prioridade e complexidade. Obviamente, os fenômenos naturais devem ter uma importância maior quanto ao seu tratamento por serem emergenciais. Mesmo sendo imprevisíveis, os meios tecnológicos já nos dão uma boa margem de segurança na avaliação dessas ocorrências.

Para obtermos bons resultados na gestão, a capacitação técnica deve estar acima  da indicação política. A conciliação desses fatores pode ser o grande trunfo para que tenhamos uma gestão pública eficiente.
É preciso que a governabilidade seja prevista de forma racional e coerente sem prejudicar a eficiência dos serviços a serem prestados à sociedade e jamais, a interferência política ser preponderante nas ações dos governos.

Temos péssimos exemplos de má gestão, como sejam: medicamentos vencidos e mantidos nos depósitos sem serem distribuídos com a população; merendas escolares imprestáveis, também, por falta de decisão administrativa; estradas com má recuperação que em pouco tempo voltam a ser esburacadas; licitações fraudulentas, entre muitos outros desmandos.



Impõe-se, ainda, uma eficiente desburocratização. Como se não bastasse tantos obstáculos, vivenciamos uma desonestidade voraz, onde a ganância pelo dinheiro público se torna o objetivo dos que estão no poder. Certamente, este é o maior desafio que inibe o desenvolvimento nacional.









terça-feira, 21 de agosto de 2012

CAPIBA

Leio com tristeza e indignacao a matéria veicculada no Caderno Cidades do Jornal do Commercio, do dia 12.08.2012, onde a antiga Estacao Ferroviaria nao mais tera vinculado o nome de Capiba, por decisao da Fundarpe.

Infelizmente essa falta de pernambucanidade ainda existe na cabeca de muitos burocratas que nao tem memoria, pois, Capiba tem todos os meritos para receber essa homenagem.

Se fosse no Rio da Janeiro, uma celebridade como Tom Jobim seria lembrada, mas como estamos em Pernambuco isso acontece... Acho que o Governador Eduardo Campos poderia reverter essa atitude descabida, inclusive, o Secretario de Cultura Fernando Duarte é funcionário do Banco do Brasil e deve saber o quanto Capiba representa para a historia musical de Pernambuco e do Brasil.

Por outro lado, os compositores, historiadores, e músicos que preservam a nossa memoria cultural poderao unir-se para que esse medida lamentavel nao prospere. Podem contar comigo.Viva a Capiba !

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Flanelinhas: o descaso continua


Publicado em Opinião, Diário de Pernambuco
27.07.2012

Inobstante as diversas denúncias feitas pela imprensa, o poder público continua inerte, anestesiado, não adotando nenhuma medida coercitiva para esse problema. Em realidade, trata=se de caso de polícia, independentemente de ações outras de ordem social.

È imperioso enfrentar o problema em sua fase aguda e não esperar por políticas públicas que se arrastam nos gabinetes dos legisladores. O importante é apagar o “incêndio” e buscar soluções outras a médio ou longo prazo.

Não é admissível que o cidadão de bem que paga exorbitantes impostos tenha que ser submetido ação delituosa dos flanelinhas que exigem pagamento por um serviço que jamais pediu. O que causa espécie é que as autoridades constituídas como sejam: polícia, vereadores, deputados e até mesmo o Ministério Público, nada façam para coibir esses atos de coação e extorsão.

Todos nós sabemos que extorsão é crime, inclusive, recentemente, houve agressão física a um cidadão que foi esfaqueado por um desses elementos. Afinal, o que a polícia espera para agir de forma proativa? Os fatos estão sobejamente comprovados e a sociedade padece sem nada poder fazer.

Caso não aceitemos a proposta dos flanelinhas, sob todos os aspectos ilegais, teremos nossos veículos danificados e ameaçada nossa integridade física. Como as autoridades ficam passivamente observando essas ocorrências optando por ficar omissas quanto às suas responsabilidades? Será preciso que venha a ocorrer alguma morte e daí por diante elas acordem e procurem cumprir com suas obrigações? Até quando ficaremos a mercê desses elementos que não pagam impostos, mas, entendem ter como direito administrar os espaços públicos?

No mesmo patamar do absurdo e da omissão, vivenciamos, também, a ação dos vigilantes das ruas. Eles assumiram o papel da polícia e “discretamente” oferecem seus serviços. E quem se atreve recusá-los? Esses fatos se assemelham as malditas milícias que agem principalmente no Rio de Janeiro e por aqui vão aportar.

È esse o drama cotidiano do brasileiro que se sente inconformado e impotente para viver sua verdadeira cidadania. É essa a nossa democracia, onde uma minoria dita normas, regras e fica impune?

terça-feira, 12 de junho de 2012



MADRUGADA
Serena, sutil
Silêncio enfadonho
Realça a penumbra
Luar do sertão...

MADRUGADA
Que nunca termina
Insônia maldita
Tormenta da noite
Dos sonhos perdidos...

MADRUGADA
O vento que sopra
O frio me castiga
Aumenta  desejos
Que sempre sonhei...

MADRUGADA
Nos céus, mil estrelas
Tão belas cintilam
Já é noite branda
Aurora surgiu



 
 




sexta-feira, 8 de junho de 2012

CACHOEIRA OU DILÚVIO?

 (EDITORIA DE ARTE/DP)

Publicado em Opinião, Diário de Pernambuco  

08/06/2012 03:00

      

Eclodindo como uma bomba, mas se tratando na verdade de uma das pontas do imenso iceberg da corrupção no Brasil, o caso Cachoeira não para de jorrar novos personagens na cena da desonestidade.

Com desdobramentos praticamente diários, deverá trazer à tona político de várias esferas, com a cumplicidade de diversas empresas. Para o povo brasileiro não é novidade essa praga e pelo que nos parece, não existe vacina que venha a deter ou mesmo minimizar tamanha epidemia.

Confirma-se, assim, a inidoneidade de certos homens públicos que buscam enriquecer através da ilicitude. Assim, trabalham objetivando seus interesses pessoais em detrimento dos anseios do povo.

Amparados pela imunidade política, sentem-se intocáveis e livres dos rigores das leis, infringindo-as sem nada temer.

Agora, surge mais um CPI para aprofundar as investigações e apontar os culpados. Contudo, o exemplo que temos é que tudo dá em nada... As famosas pizzas já fazem parte do cardápio da imoralidade nacional.

A descrença do povo na classe política aumenta a cada dia. Mesmo com mudanças nos quadros a cada eleição, as práticas desonestas se repetem e superam a tantas outras já ocorridas.

A legislação precisa ser mais dura, inflexível e abrangente para que tenhamos minimizados esses escândalos que abalam a vida nacional. Ao invés de se debruçarem nos graves problemas sociais que nos afligem, os políticos perdem tempo em CPIs e outras iniciativas da espécie.

Esses fatos vão minando a esperança da sociedade que almeja dias melhores, inclusive, não nos deixa acreditar que no futuro nossos filhos e netos possam desfrutar de uma vida segura e feliz.

O pior é que no resultado final a história se repete, ou seja, nada acontece e não nos parece justo que tenhamos dentro em breve mais uma pizza. Afinal, cachoeira não é o lugar adequado para saboreá-la...




terça-feira, 5 de junho de 2012

O USO DE CELULARES NOS BANCOS


Inegavelmente vivemos uma época onde a inversão de valores predomina. Várias capitais por força de lei coíbem a utilização de celulares nos recintos dos bancos. Se analisarmos atentamente a matéria, constataremos varias incoerências.

A principio, os bancos disponibilizam seus funcionários para atenderem seus clientes (a exemplo do Banco do Brasil), através do telefone celular. Ora, se é proibido, eles também não deveriam fazer uso do celular, pois, a lei deve ser para todos...

Vê-se, também, que ao invés de atacarem aqueles que praticam ato ilícito, no caso os marginais, os sábios legisladores preferem tolher o direito do homem de bem, colidindo frontalmente com seu exercício de cidadania.

Se essa medida fosse justa e coerente, por extensão poderíamos admitir a proibição da fabricação de motos, já que são os seus condutores os maiores responsáveis por acidentes. O fechamento dos restaurantes, também, seria lógico por serem alvo de tantos assaltos, e ainda, a proibição da fabricação de bebidas alcoólicas, por conta de muitos irresponsáveis que dirigem embriagados.

Assim, estaríamos evitando vários problemas. Contudo, seria comungar com a - lei do menor esforço -, onde por falta de coragem ou mesmo vontade política não procuram enfrentar a causa do problema e sim suas conseqüências.

A solução não se encontra por esse caminho. Esse modismo foge à lógica e boa forma de administrar. Os meliantes obviamente já tramam outras saídas para continuarem agindo. Basta algum deles observar o movimento dentro da agência bancária e sair sutilmente para do lado de fora para prestar as informações aos seus comparsas.

Temos, então, os legisladores trabalhando contra os direitos do povo, mas claro que não foram eleitos para isso. Mas, por se tratar de lei devemos respeitá-la e cumpri-la.

Sabidamente, muitas vezes precisamos efetuar ligações telefônicas para concluirmos alguma transação e se nos encontrarmos no recinto do banco, seria admissível que esses estabelecimentos disponibilizassem seus telefones para os seus clientes...

Aguardemos para ver qual será a próxima proeza de alguns iluminados políticos...