domingo, 26 de julho de 2015

A reforma íntima. Por que realizá-la?





Publicado no Jornal do Commercio

Coluna Caminhos da Fé 26.07.2015
 
Dentre os pressupostos da Doutrina Espírita há um que se impõe para todo aquele que deseja elevar-se: a reforma íntima. Essa atitude é pessoal, intransferível e só acontece se nos conhecermos.
 
Para tal é preciso uma reflexão profunda para observarmos nossas inúmeras imperfeições e extirpá-las da nosso prática diária. Antes de tudo a humildade é a virtude de primeira grandeza para encetarmos esse trabalho. Quando comungamos com ela afastamos de imediato o orgulho, a prepotência, a vaidade, dentre tantos outros infortúnios que nos assolam.
 
O livro Reforma Íntima Sem Martírio, psicografia do espírito Ermance Dufaux, por Wanderley Soares de Oliveira, expõe claramente que não devemos nos culpar nem tampouco nos condenar. Devemos sim nos perdoar antes de tudo e seguirmos adiante buscando não mais errar como dantes. À mulher flagrada em adultério Jesus disse:..” Vai, e de agora em diante não peques mais”.”
 
Ainda na mencionado obra consta: “... A única postura que nos assegurará a mínima certeza de que algo estamos realizando em favor de nossa ascensão espiritual, na carne ou fora dela, é a continuidade que damos aos projetos de renovação que idealizamos”. Há incontáveis trabalhos que ratificam essa assertiva que nos impulsiona para a necessária reforma.
 
Devemos aperceber-nos de que a presente existência como outras que ainda teremos é uma escola cujo escopo é essencialmente evolutivo e para tal, cumpre-nos o aperfeiçoamento intelectual e moral. Esse é o programa a ser enfrentado.
 
Essas oportunidades são oferecidas pelo Pai por conta da sua Misericórdia Infinita. Apesar de sermos falhos em diversos aspectos da vida, Ele nos oportuniza sempre novas condições de crescimento. Se nessa existência plantamos sementes do bem em sua maior amplitude envolvendo virtudes como a caridade, estaremos edificando nossas caminhadas futuras, onde poderemos colher frutos bem melhores do que os atuais.
 
Trata-se de um processo de certa forma lento face ao nosso orgulho que impede que nossa evolução tenha mais celeridade. Contudo isso pode ser revertido a depender da nossa coragem e perseverança na busca desse objetivo.
 
Tenhamos em mente que o resultado desse esforço recairá principalmente em nós mesmos. Mas de forma indireta atingirá os que nos cercam face ao exemplo que poderemos legar. No nosso dia a dia sempre temos em quem nos espelharmos e quem assim proceder estará refletindo imagens e atitudes dignas de serem seguidas.
 
Jesus foi o exemplo maior que tivemos! Ele pregou com a sua Santa Palavra a forma como nos conduzirmos e deixou-nos a prática do bem como sendo a semente que nós devemos  germinar. Esse trabalho evolutivo é comum a todos nós. A estrada é única cada um com sua trilha e responsabilidade. Enfim, nós construímos as páginas da nossa história que dependendo dos nossos atos, trará benefícios ou não na existência futura...
 
Luiz Guimarães
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus
 
 
 
 
 

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Um barco à deriva



Publicação: 21/07/2015 Opinião do Diário de Pernambuco



O PT surgiu como o paladino dos pobres esbanjando ética, moral e responsabilidade. Contudo foi esgarçando-se ao longo desses doze anos mergulhado que está no lodo da corrupção coadjuvado pela incompetência. Ao perceber a profundeza da crise do partido e da Nação, o ex-presidente Lula mudou sua estratégia de ação. A prepotência e arrogância cederam lugar para a reflexão e reconhecimento dos inúmeros equívocos cometidos.


Agora ele já reconhece que a Presidente Dilma mentiu e enganou o povo durante a campanha eleitoral de 2014. Tentando preservar-se de todos esses desmandos mesmo com as evidências que a cada dia se acumulam, ele começa a atacar sua herdeira deixando claro que deseja livrar-se das consequências que se avizinham. Desta feita e de forma curiosa o que a oposição sempre disse quanto à postura da Presidente Dilma “torna-se” verdadeiro e inconteste.
 
Causa espécie o PT que tanto critica as “elites” envolver-se justamento com os gigantes da construção sabidamente multimilionários. Então agora enquanto no poder as “elites” são úteis e prestam?


Temos ainda a falácia da filósofa do PT Marilena Chaui, destilando ódio e fumegando raiva quando diz: “...eu odeio a classe média”. Ora, se a proposta do PT era melhorar o nível social dos menos favorecidos, aqueles que chegassem a classe média teriam como premio o “ódio”? Dá para entender? Qual a real posição do PT? Como admitir duas conversas? Não resta nenhuma dúvida de que esses discursos ocorrem segundo as conveniências do momento e não por convicção.


As palavras moldam-se às ocasiões. Como o povo estava esperançoso de mudanças para melhor, investiu no falso líder. Foi assim que ele chegou ao poder!
Com elevada rejeição nas pesquisas o PT assiste a queda da sua máscara perversa, exceto os que não querem ver e enxergar. De forma dramática o ex-presidente Lula apela para que a militância recolha o “dizimo” para a sobrevivência do partido. Ao longe, ouve-se o eco do S.O.S. para aquilo que soçobrou...

domingo, 21 de junho de 2015

A T I T U D E


Publicação: 19/06/2015 Opinião Diário de Pernambuco





A palavra atitude por si só já nos possibilita uma reflexão ampla e profunda. Tudo que fazemos ou realizamos depende de uma iniciativa chamada atitude. Dela decorrem resultados auspiciosos ou não sendo essa variação fruto da forma, conteúdo e grandeza daquilo que projetamos com os nossos atos.


Seus desdobramentos serão bons ou maus em razão do que formulamos em nossos pensamentos e tudo isso vai depender do nascedouro das nossas ideias. Nelas  residem  as energias  que  intercambiamos com o exterior cujos  resultados  finais  consolidam-se quando concluímos nossas ações.

O universo que nos rodeia também é influenciado nesse processo e a troca energética ocorre infalivelmente atingindo a nós mesmos e a outros que permeiam nossas convivências. As atitudes fazem-nos dependentes dos seus efeitos que podem nos propiciar êxito, bem estar e felicidade, caso tenhamos bons propósitos naquilo que pensamos e realizamos.

Muitas vezes não percebemos em sua totalidade os benefícios decorrentes dos nossos atos, como também seus efeitos danosos. Em realidade não nos debruçamos nessa questão tão íntima e desconhecida por ignorarmos a sua importância em nosso contexto de vida. Dificilmente paramos para pensar e agimos quase sempre por impulsos, muitos deles, inconsequentes, sem o uso da razão. Rotineiramente ouvimos dizer: “evite agir de cabeça quente...”

É nesse estado de espírito que ocorre um bloqueio e o que deveria ser racional torna-se emocional. Caso buscássemos a reflexão como base nas nossas atitudes saberíamos que muitas vezes o recuo tornar-se um avanço, um ato de coragem que nos remeterá a vitórias muito maiores.

sábado, 23 de maio de 2015

E X A U S T Ã O

Publicação: Diário de Pernambuco 23/05/2015

As manifestações que vêm ocorrendo no Brasil são uma prova inconteste de que o povo chegou ao limite da exaustão. Não há mais tempo para esperar reformas em que a sociedade possa sentir melhora em sua qualidade de vida. Os anos passaram, as promessas se esvaíram no espaço e a esperança virou simples recordação...


O volume de impostos pagos e sem o devido retorno fez com que o povo fosse às ruas externar a indignação reinante e soltar aquele grito que se encontrava travado no interior de cada brasileiro. É um grito sem partido, sem bandeira ideológica! É o grito da revolta que exige um basta nessa corrupção crescente que nos últimos anos foi institucionalizada, tornando-se fato comum no cotidiano do brasileiro.

Os que fazem política, principalmente a má política, não se deram conta de que o povo tem dignidade, e diferentemente do que eles pensam, o povo tem discernimento e na hora da explosão ninguém segura... Em nenhum setor da vida nacional existe serviço com uma mínima qualidade e eficiência.

Temos sérios problemas na saúde, educação, estradas, segurança, transportes, e para completar, uma corrupção desenfreada a começar dos altos escalões do governo em todas as suas esferas. Do mensalão às bolsas família, do petrolão ao Postalis, entre outros que estão por aí, não conseguimos detectar um setor que não tenha uma infiltração com o câncer da corrupção. As ações políticas dormitam nos porões dos desmandos onde ocorrem os desvios de verbas públicas trazendo à crescente insatisfação do povo.

A exorbitante quantidade de ministérios (até agora são 39), não nos oferece a eficácia para a solução dos problemas nacionais servindo tão somente para a expansão do empreguismo político. Essa exaustão tem mão dupla. Do outro lado temos o PT que agoniza na UTI da corrupção colhendo os frutos nefastos das mentiras que plantou através dos discursos demagógicos como se fossem os “salvadores da pátria”, apresentando invariavelmente uma falsa moralidade que hoje é desvendada para todo o mundo...

domingo, 3 de maio de 2015

A arte do perdão

Publicação: Opinião do Diário de Pernambuco
02/05/2015

Entendemos o perdão como sendo uma arte considerando os vários fatores associados a essa renúncia. Inicialmente quem a pratica deve estar com um clima interior de rara grandeza e por base esse estado d´alma inclui sentimentos dos mais nobres sendo um deles a humildade, dentre tantos outros que elevam nosso pensamento a ponto de termos uma frequência vibratória das mais intensas e salutares. Há de se perguntar: é fácil perdoar? Claro que não! É uma das atitudes mais difíceis para o ser humano, pois vivemos envoltos numa atmosfera extremamente egoísta.

O perdão pode ser manifestado com a palavra escrita ou verbal acompanhada pelo sentimento vivido no coração. Por ser difícil não quer dizer que seja impossível, mas a coragem para essa caridade se faz necessária. Por que então chamamos de arte? Porque a arte seja ela qual for resulta da inspiração que por sua vez demonstra a elevação espiritual de quem a pratica ou cria. Assim, um compositor, um escultor, entre outros que comungam com a arte ao mergulharem em suas criações expressam a essência de suas imaginações devendo sentir-se para tal com paz interior onde a sensibilidade aflora na exuberância dos seus trabalhos.  

Quando temos esse desprendimento estamos também fazendo a caridade para o nosso semelhante, visto que nesse momento nossas energias são as mais puras que podemos ter e assim a pessoa a quem perdoamos deverá compartilhar dessa atmosfera luminosa onde as vibrações se afinam na Esfera Superior motivando-a também para essa prática. As dificuldades no relacionamento humano são muitas e sempre queremos ter razão sem nos questionarmos sobre esse direito...

A blindagem que fazemos em nós mesmos é fruto do nosso egoísmo que é um sentimento antagônico da humildade. Com a virtude do perdão poderemos alcançar dias melhores em nossa caminhada e irradiar esse sentimento como sendo da maior importância para a nossa evolução espiritual, objetivo maior da nossa existência terrena.

sábado, 11 de abril de 2015

Na contramão da governabilidade


Publicação: Opinião - Diário de Pernambuco 11/04/2015

 
A presidente Dilma Roussef enfrenta nesse novo mandato verdadeiro inferno astral. De início as decisões adotadas nos primeiros dias de governo são totalmente inversas àquelas anunciadas nos discursos de campanha. Essa postura impacta sua popularidade comprometendo fortemente a sua credibilidade perante o povo. Somando-se a isso, vivenciamos o retorno da inflação que corroí o poder de consumo da população e, ainda, o aumento do preço dos combustíveis que é uma alavanca para a espiral de elevação geral dos preços.

Como se não bastasse tudo isso, ela depara-se com um paredão não esperado em sua frente que é Deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara. Ele vem sendo seguramente um personagem poderoso nesse ciclo de conflitos e derrotas que o Palácio do Planalto experimenta. O Senado também tem seu foco de resistência e assim a presidente Dilma Rouseff vê-se perdida no tempo e no espaço. Essas contendas externas somam-se aqueloutras que o PT sofre internamente.

O mensalão, o petrolão e outros que ainda virão consolidam o desgaste desse governo que além da falta de diálogo com o Congresso, estratégia totalmente equivocada, tenta impor-se pela força a qual não mais existe.

Destarte caminha com passos trôpegos e sem rumo não tendo credibilidade nem capacidade para enfrentar o xadrez da política imposto a quem a ela adere. Nesse contexto o povo começa a exaltar-se como ocorreu no dia 15 de março refletindo a insatisfação da sua grande maioria, visto que, as manifestações foram amplas e não segmentadas simplesmente por ativistas dos partidos de oposição.
 
Tivemos a CUT entre outros reivindicando o ajuste na tabela do imposto de renda, a retirada das medidas restritivas de cunho social, entre outras. Nesse turbilhão onde os ânimos exasperados esperam melhoras nos diversos setores da vida nacional que atuam deficitariamente, sentimos que o desaguar dos acontecimentos são “imprevisíveis”...
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Convicções & conveniências

Publicação: Opinião do Diário de Pernambuco 19/03/2015

Acredito que todos nós já nos deparamos com situações onde expomos nossos pontos de vista e os interlocutores os deles, mas não chegamos a um consenso. Isso ocorre invariavelmente no campo político, religioso e no futebol.

São verdadeiras contendas onda buscamos convencer o outro das nossas razões que apesar de esgotadas, inclusive embasadas em fatos recentes ou históricos, nosso companheiro de conversa “desconversa” e tudo fica no mesmo...

Contra fatos não há argumentos! Essa negativa em aceitar muitas vezes o óbvio faz parte do nosso capítulo de vida onde reside o orgulho e a vaidade que não se curvam à humildade ensejando que ignorem argumentos lógicos e irrefutáveis.

Esse perfil histórico em muitos condiz com aquela condição onde prepondera o orgulho em detrimento da razão. Essa forma de portar-se leva muitas vezes a sérios desentendimentos, o que seria evitado caso houvesse por parte daqueles a compreensão necessária.

Ora, não é nada vergonhoso reconhecermos nossas falhas e sim um ato de coragem que exige no mínimo bom senso. Agir de forma arrogante e prepotente é fugir da lógica diante de verdades palpáveis e de fácil entendimento.

É nessa hora que entra o conflito entre as convicções e as conveniências. Isso é o que vemos todos os dias principalmente no campo político. Há aqueles que em determinada época defendem com ardor seus pontos de vista em determinada área e anos depois se contradizem sem o mínimo pudor, ao se defrontarem com situações que colidem com suas “conveniências” do momento.

Essa atitude traduz o caráter desses personagens que flutuam nas ondas do que for melhor dependendo da ocasião e dos fatos. Infelizmente esse é o retrato da maioria dos políticos brasileiros que seguem o rumo dos ventos caso lhes sejam favoráveis...