segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Uma janela para o multiverso


 

 
 
Publicado no Jornal do Commércio 29.11.2015

Através da ciência tomamos conhecimento da extensão dos mundos que hoje chamamos de “multiverso”. Nossa concepção ainda de pouco alcance nos revela que somos inscientes para entendermos a dimensão de tudo que a Divindade criou com a sua inesgotável Sabedoria.

Sendo a Doutrina Espírita embasada na trilogia Ciência, Filosofia e Religião, temos o entendimento abrangente de fatos que se elucidam à luz dessa Doutrina que esclarece, consola e nos impulsiona para a almejada redenção.

Com o estudo vamos a cada dia dissipando dúvidas e questionamentos que sempre nos assolaram durante toda a vida. O pilar de sustentação cientifica que tem sua base nas experiências inquestionáveis ao longo dos tempos dão espaço para que os preceitos filosóficos e religiosos, segundo a Palavra de Jesus, oportunizem o convencimento das Verdades absolutas anunciadas por Ele.

O ser humano nada mais é do que uma “janela” aberta para receber as influências do multiverso dando vez para que o Espírito interaja com os inúmeros fenômenos e vibrações que emanam do espaço infinito.

É por essa “janela” que ele viaja através das atmosferas externas libertando-se do corpo físico quando em repouso. As incursões empreendidas no espaço sem limites servem para que ele adquira novas experiências fora do cárcere corpóreo que o aprisiona.

Essa evolução é constante em respeito à lei do progresso que todos nós deveremos cumprir. A existência da vida terrena corresponde a um “estágio” na extensa caminhada que empreendemos e após cada período, deveremos refazer-nos do dédalo de sentimentos aflitivos buscando a correção de rumos e ajustes diante dos equívocos cometidos em vidas passadas.

A morte do corpo físico é o “passaporte” para a nova empreitada que após um tempo na intermissão, o Espírito retorna para novas experiências e consequente crescimento na escala evolutiva.

Em João 14:1-3, temos a palavra de Jesus:”...na casa do Pai tem muitas moradas” . Hoje a Ciência nos confirma a extraordinária quantidade de “mundos” que existe. Se assim não entendêssemos, estaríamos subestimando a Sabedoria Divina, já que teríamos um Cosmo imenso e ocioso... Para que então o Criador iria realizar um feito dessa magnitude? Onde estaria a lógica do custo/benefício?  E como admitir a lei do progresso com algo tão expressivo na dimensão, mas sem utilidade alguma? E mais: por que nós teríamos que progredir com um exemplo dessa natureza partindo da Sabedoria Suprema?

Essa visão mais ampla e racional remove dúvidas e fortalece nossa Fé tudo que Ele fez, disse e deixou como exemplo. Cabe a nós como Espíritos em constante estado evolutivo concebermos essa Verdade e prosseguir a viagem que nos propusemos realizar pelo tempo que se fizer necessário para nossa purificação...

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalhador do Centro Espírita Caminhando Para Jesus
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015






Um país agonizante      

Publicação: Opinião do Diário de Pernambuco 05/11/2015 

Não é pessimismo! É a realidade que vivemos. A princípio um governo totalmente desarticulado, perdido no tempo e no espaço. Adota uma medida hoje e logo amanhã volta atrás. As contas públicas espelham uma falta de planejamento e controle nunca vistos, ensejando as famosas “pedaladas fiscais”. Por outro lado a Presidente Dilma Rousseff perdeu o controle político do Palácio do Planalto.

Vive ancorada no ex-presidente Lula, que alfineta a toda hora o governo e da guarida à Presidente Dilma Rousseff com conselhos os mais variados. Ela por sua vez, sem autonomia nem credibilidade alguma, segue aquelas orientações como um “fantoche” que cumpre ordens...

Os diversos setores da Nação estão quebrados. A indústria, o comércio, a economia estão esfaceladas com a inflação alta e sem controle. Os próprios aliados do governo fazem duras criticas às decisões da presidente, como a CUT, MST e outros que dantes lhe davam suporte. Temos um governo desacreditado aqui e alhures fazendo com que os investidores fujam do Brasil pela falta de confiança... E tudo isso respinga no povo, na sociedade como um todo.


As promessas de campanha descem ladeira abaixo. Nada afirmado foi cumprido, muito pelo contrário, tudo que acusou por antecipação que o candidato Aécio Neves faria de nocivo para o povo ela mesma buscou fazer... Um verdadeiro desastre! Sofreu reveses no STF, no TCU e inúmeros outros no Congresso, demonstrando existir uma ingovernabilidade crescente.

Os discursos vazios sem pé nem cabeça, sem nexo, sem lógica. Um despreparo nunca visto no cenário político brasileiro. Submissa ao PMDB leiloa cargos e ministérios para poder sustentar-se no trono que a cada dia desmorona pelo peso do desgoverno e da corrupção generalizada que faz o povo repudiar cada vez mais o PT que seria o partido da salvação, mas na  prática é motivo de indignação nacional.

domingo, 27 de setembro de 2015

Luz divina



Publicado na Coluna Caminhos da Fé do Jornal do Commércio 27 09 2015

A luz é sempre bem recebida principalmente quando nos encontramos na escuridão.Uma lanterna ou uma vela podem ser a salvação daquele momento que nos angustia. Até mesmo uma réstia de Sol entrando pela janela no final do entardecer nos ajuda a enxergar o que precisamos. Esse foco de luz é puramente de ordem física e sensível aos nossos olhos.

Temos ainda uma luz que não enxergamos, mas sentimos em nosso interior. Ela é sutil e nos envolve pela nossa sensibilidade. Não raro somos surpreendidos em ambientes os mais variados, inclusive em nossos lares, quando nos encontramos com amigos e familiares, e alguém do grupo apresenta uma intemperança inesperada. Dessa atitude podem surgir insinuações e opiniões divergentes, gerando um clima de energia densa e nada saudável, dando inicio a um conflito que a principio parecemos desconhecer a razão...

É nessa ocasião o nosso grau de “paciência” para o enfrentamento da situação. Essa reflexão impõe-se principalmente em momentos que explodem as emoções e sentimentos menores que externam as nossas inquietudes. Tais acontecimentos são provas que recebemos para que tenhamos a calma necessária dando espaço para aquela luz celestial que atuará aliviando o calor das nossas imperfeições.

Em João 8:12, Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo”; “Bem aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”; “Bem aventurados os mansos porque herdarão a terra”. Com essa sabedoria, exortava-nos para essa reflexão. Para tal se faz necessário que estejamos em “estado de vigilância”, para que possamos atuar com bálsamo naqueles que estão com ânimos exaltados e sem controle.

Basta um dos interlocutores estar vulnerável à ação de espíritos menos esclarecidos para que ecloda um clima de desarmonia atingindo a todos os circundantes. É essa luz divina que nos traz serenidade, dando-nos também condições de tornar aquela ambiência  novamente agradável e livre de perturbações. Se nos detivermos nessa observação, veremos que se trata de fato constante em nosso dia a dia. Mas há de se perguntar: quem de nós poderá ter essa “luz divina” para apaziguar essa perturbação e levar à concórdia para todos? Todos nós! Sem exceção, todo ser humano tem essa capacidade.

O que nos falta é refletir sobre nossas potencialidades espirituais que são bem maiores do que as do corpo físico. Nossa ignorância e falta de perseverança é que dificultam esse conhecimento que nos faria bem melhores na convivência com nossos irmãos encarnados ou não.

Nesse contexto, a prece é imprescindível e o caminho a ser seguido por todos. É através dela que nos elevamos e nos ligamos ao Criador, de que emanam todas as boas energias que poderão nos envolver e nos tornar radiantes para os nossos semelhantes. Sem nossa elevação ao Altíssimo, nada conseguiremos!

Lembremo-nos de que nunca estamos sozinhos. A espiritualidade amiga sempre nos acompanha em nossos pensamentos e, dependendo da natureza deles, estarão disponíveis para nos ajudar. Fazendo disso nossa prática diária iremos constatar que é válido mergulharmos nesse universo interior e desconhecido, onde encontraremos a luz para a saída dos acontecimentos que nos atormentam.

Essa será sempre a melhor alternativa para o enfrentamento dessas dificuldades que nos trazem contrariedades e comprometem o saudável estado de espírito que tanto buscamos para nos sentirmos felizes.

Luiz Guimarães é do Centro Espírita Caminhando Para Jesus

sábado, 26 de setembro de 2015

O adversário útil













Publicação: Opinião do Diário de Pernambuco 26/09/2015

Pode de início ser paradoxal esse título. Mas se pensarmos profundamente refletindo sobre nossos adversários à luz da Doutrina Espírita veremos que ele pode ser considerado o “algoz” do bem, já que se torna fonte que iluminará nossas consciências para chegarmos à sublime virtude do perdão.

É preciso entender que sem ele não teremos como evoluir na seara do bem. E ainda, se hoje o consideramos adversário mesmo sem termos conscientemente feito algo contra o mesmo em nosso “mundo” esquecido de outras existências, já figuramos como algozes.

O discernimento sobre quem somos, quem fomos e o que seremos dá-nos a convicção de que não há pagamento sem haver débito contraído. Se hoje somos cobrados de formas diversas é por conta dos comprometimentos de outrora.O esquecimento de tais fatos por conta da Misericórdia Divina, que evita transtornos de consciência, caso tivéssemos essas lembranças.

Refletindo sobre as palavras de Jesus em Mt 5:25-26 Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil.”, percebemos que Ele nos conclama para o perdão, virtude redentora que ilumina a senda do bem.

Mergulhando nas sombras do nosso interior saberemos aquilatar nossas imperfeições e gradativamente corrigi-las. Assim estaremos caminhando para a almejada evolução comum a todos nós.

Teremos que vencer o egoísmo e o orgulho dando lugar a humildade e benevolência, que são sentimentos elevados que nos darão condições para realizarmos essas mudanças tão necessárias nessa existência como em tantas outras que se sucederão...

 

 

sábado, 29 de agosto de 2015

Felicidade

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Publicação: 29/08/2015 Opinião do Diário de Pernambuco
 




Felicidade não deixa de ser um tema palpitante e sempre atual. Todos nós queremos chegar nesse ponto que pode ser considerado o maior objetivo a ser alcançado. Há vários caminhos que nos fazem chegar a esse destino imaginário, porém possível de tornar-se real.


O curioso é que muitas das coisas que nos acontecem na vida podem ser dependentes de outros, e não exclusivamente da nossa vontade, mas podemos criar a felicidade e vivê-la. O que seria então a augusta felicidade? O sucesso no emprego? A aquisição de um bem material? Uma saúde perfeita? Um casamento ideal com filhos encaminhados conforme os nossos sonhos? Uma sorte grande na loteria? Vejam que todos esses valores fazem parte de um contexto de felicidade material.

Como mensurar esse grau de felicidade? Qual o perfil ideal desses ingredientes em ordem de valores? Difícil, não? E o que dizer da felicidade de fazermos alguém sorrir? E quantos desprovidos do conforto material esboçam um exuberante sorriso de felicidade? Como chegaram a isso? Esse ideal complexo constitui-se em uma busca incessante do ser humano.


Contudo, quando o procuramos no meio externo de cunho essencialmente material, deixamos de mergulhar em nós mesmos, onde repousa o esperado tesouro... É nele que encontraremos a felicidade plena! Na realidade esse “estado de espírito” pode ser intenso e momentâneo, mas se dermos o devido valor para esses instantes eles serão uma e eternidade...

Os valores subjetivos são muito mais difíceis de serem percebidos. É que o tempo para eles dispensado é ínfimo se comparamos com o que dedicamos às coisas materiais. É esse universo interior e profundo que abriga a felicidade real que aguarda nossa presença.


Jesus Cristo com sua sabedoria disse:”Meu Reino não é deste mundo”. Então a almejada felicidade não encontraremos aqui na Terra. Seguindo essa Sabedoria estaremos agindo com inteligência já que sendo o espírito eterno mais cedo ou mais tarde desfrutaremos das glórias naquele Mundo anunciado por ELE.

Mário Quintana assim definiu a felicidade: “ A felicidade é um sentimento simples; você pode encontrá-la e deixá-la ir embora, por não perceber a sua simplicidade.” Enfim, eu diria que a felicidade terrena “É um cochilo do tempo que nos surpreende em momentos de luz em nossa vida corpórea”

 

 

domingo, 26 de julho de 2015

A reforma íntima. Por que realizá-la?





Publicado no Jornal do Commercio

Coluna Caminhos da Fé 26.07.2015
 
Dentre os pressupostos da Doutrina Espírita há um que se impõe para todo aquele que deseja elevar-se: a reforma íntima. Essa atitude é pessoal, intransferível e só acontece se nos conhecermos.
 
Para tal é preciso uma reflexão profunda para observarmos nossas inúmeras imperfeições e extirpá-las da nosso prática diária. Antes de tudo a humildade é a virtude de primeira grandeza para encetarmos esse trabalho. Quando comungamos com ela afastamos de imediato o orgulho, a prepotência, a vaidade, dentre tantos outros infortúnios que nos assolam.
 
O livro Reforma Íntima Sem Martírio, psicografia do espírito Ermance Dufaux, por Wanderley Soares de Oliveira, expõe claramente que não devemos nos culpar nem tampouco nos condenar. Devemos sim nos perdoar antes de tudo e seguirmos adiante buscando não mais errar como dantes. À mulher flagrada em adultério Jesus disse:..” Vai, e de agora em diante não peques mais”.”
 
Ainda na mencionado obra consta: “... A única postura que nos assegurará a mínima certeza de que algo estamos realizando em favor de nossa ascensão espiritual, na carne ou fora dela, é a continuidade que damos aos projetos de renovação que idealizamos”. Há incontáveis trabalhos que ratificam essa assertiva que nos impulsiona para a necessária reforma.
 
Devemos aperceber-nos de que a presente existência como outras que ainda teremos é uma escola cujo escopo é essencialmente evolutivo e para tal, cumpre-nos o aperfeiçoamento intelectual e moral. Esse é o programa a ser enfrentado.
 
Essas oportunidades são oferecidas pelo Pai por conta da sua Misericórdia Infinita. Apesar de sermos falhos em diversos aspectos da vida, Ele nos oportuniza sempre novas condições de crescimento. Se nessa existência plantamos sementes do bem em sua maior amplitude envolvendo virtudes como a caridade, estaremos edificando nossas caminhadas futuras, onde poderemos colher frutos bem melhores do que os atuais.
 
Trata-se de um processo de certa forma lento face ao nosso orgulho que impede que nossa evolução tenha mais celeridade. Contudo isso pode ser revertido a depender da nossa coragem e perseverança na busca desse objetivo.
 
Tenhamos em mente que o resultado desse esforço recairá principalmente em nós mesmos. Mas de forma indireta atingirá os que nos cercam face ao exemplo que poderemos legar. No nosso dia a dia sempre temos em quem nos espelharmos e quem assim proceder estará refletindo imagens e atitudes dignas de serem seguidas.
 
Jesus foi o exemplo maior que tivemos! Ele pregou com a sua Santa Palavra a forma como nos conduzirmos e deixou-nos a prática do bem como sendo a semente que nós devemos  germinar. Esse trabalho evolutivo é comum a todos nós. A estrada é única cada um com sua trilha e responsabilidade. Enfim, nós construímos as páginas da nossa história que dependendo dos nossos atos, trará benefícios ou não na existência futura...
 
Luiz Guimarães
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus
 
 
 
 
 

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Um barco à deriva



Publicação: 21/07/2015 Opinião do Diário de Pernambuco



O PT surgiu como o paladino dos pobres esbanjando ética, moral e responsabilidade. Contudo foi esgarçando-se ao longo desses doze anos mergulhado que está no lodo da corrupção coadjuvado pela incompetência. Ao perceber a profundeza da crise do partido e da Nação, o ex-presidente Lula mudou sua estratégia de ação. A prepotência e arrogância cederam lugar para a reflexão e reconhecimento dos inúmeros equívocos cometidos.


Agora ele já reconhece que a Presidente Dilma mentiu e enganou o povo durante a campanha eleitoral de 2014. Tentando preservar-se de todos esses desmandos mesmo com as evidências que a cada dia se acumulam, ele começa a atacar sua herdeira deixando claro que deseja livrar-se das consequências que se avizinham. Desta feita e de forma curiosa o que a oposição sempre disse quanto à postura da Presidente Dilma “torna-se” verdadeiro e inconteste.
 
Causa espécie o PT que tanto critica as “elites” envolver-se justamento com os gigantes da construção sabidamente multimilionários. Então agora enquanto no poder as “elites” são úteis e prestam?


Temos ainda a falácia da filósofa do PT Marilena Chaui, destilando ódio e fumegando raiva quando diz: “...eu odeio a classe média”. Ora, se a proposta do PT era melhorar o nível social dos menos favorecidos, aqueles que chegassem a classe média teriam como premio o “ódio”? Dá para entender? Qual a real posição do PT? Como admitir duas conversas? Não resta nenhuma dúvida de que esses discursos ocorrem segundo as conveniências do momento e não por convicção.


As palavras moldam-se às ocasiões. Como o povo estava esperançoso de mudanças para melhor, investiu no falso líder. Foi assim que ele chegou ao poder!
Com elevada rejeição nas pesquisas o PT assiste a queda da sua máscara perversa, exceto os que não querem ver e enxergar. De forma dramática o ex-presidente Lula apela para que a militância recolha o “dizimo” para a sobrevivência do partido. Ao longe, ouve-se o eco do S.O.S. para aquilo que soçobrou...