sábado, 28 de setembro de 2019

Autoperdão


Publicado no Jornal do Commercio
Caminhhos da Fé
01.09.2019


"Disse Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo" (Mateus 22:37-40). Com essa síntese do Mestre Jesus, não invalidando os demais Mandamentos, evidenciamos que devemos nos amar para podermos vivenciar esse sentimento com os nossos semelhantes.O amor em sua plenitude requer uma maturidade espiritual que ainda estamos a construir.

Perseverando para essa conquista, se tivermos amor e perdão por nós, estaremos no caminho da libertação do sentimento de culpa. Se assim não procedermos, seremos réus e juízes das nossas imperfeições e ficaremos energizando a culpa que nos levará de forma inexorável à auto-obsessão. Conscientes de que Deus é bom, justo e misericordioso, não nos condenando e mesmo Jesus nosso Mestre e guia não tendo condenado ninguém, fica evidente de que o amor deve predominar como objetivo maior em nossas vidas, caminhando junto com a caridade que é “aquele sentimento em sua forma dinâmica”.

Consideremos a questão 886, do Livro dos Espíritos: “Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus”? — Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofensas.O "indulto" que viermos a nos conceder através do autoperdão não se configura em desleixo nem tampouco, omissão quanto às nossas faltas, e sim numa oportunidade para realizarmos a necessária catarse.

O martírio da culpa não deve permanecer em nós. O conhecido aforismo: “águas passadas não movem moinhos”, esclarece que não devemos ficar mergulhados no passado remoendo sofrimentos. No livro Momentos de Consciência, pg. 25, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis, consta: “(...) Desse modo quem se detém nas sombrias paisagens da culpa ainda não descobriu a consciência da própria responsabilidade perante a vida, negando-se a bênção da libertação”.

Encontramos, ainda no Livro dos Espíritos, questão 835: “Será a liberdade de consciência uma consequência da de pensar”? – A consciência é um pensamento íntimo, que pertence ao homem, como os outros pensamentos”. Destarte, a culpa deve ser superada mediante ações positivas, reabilitadoras, que resultarão dos pensamentos íntimos enobrecedores. O Mestre Jesus disse a mulher adúltera: "(...) Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais (João 8:11).

É dessa forma que devemos alinhar nossas consciências exercitando-nos diuturnamente nesse processo de reeducação, onde a indulgência tem nascedouro em nossos próprios erros. No livro Jesus e o Evangelho à luz da Psicologia Profunda, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis, temos: “(...) Amando-se, ultrapassa-se a própria humanidade na qual se encontra o ser, para alcançar-se uma forma de angelitude, que o alça do mundo físico ao espiritual mesmo que sem ruptura dos laços materiais”.

O autoperdão livra-nos do sofrimento e, também dos transtornos psicossomáticos consequentes. (O ódio aprisiona; o perdão liberta).

Luiz Guimarães Gomes de Sá Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus
Rua Dr. Machado, 168 Campo Grande



domingo, 30 de junho de 2019

As nossas contendas



Publicado no Jornal do Commercio
Caminhos da Fé 30.06.2019


Ilusoriamente pensamos que nossas contendas estão restritas aos acontecimentos do dia a dia. Esquecemo-nos de que mergulhar em nosso interior é o caminho para encontrarmos o reduto dos conflitos e angústias que nos fustigam. Perscrutar esse espaço desconhecido é tarefa compensadora, já que encontraremos as nossas imperfeições oportunizando-nos mudanças  nos pensamentos e atitudes. Habitualmente agimos automaticamente segundo os nossos arquétipos, assim definidos por Carl Jung: “São conjuntos de imagens primordiais originadas de uma repetição progressiva de uma mesma experiência durante muitas gerações, armazenadas no inconsciente coletivo”.

Faz-se mister observarmos os fatos buscando ângulos e formas diferentes, lembrando de que uma moeda tem “dois lados” e, se analisarmos nessa ótica poderemos obter uma nova visão que nos permitirá um entendimento que venha nos favorecer no âmbito dos sentimentos, emoções  e aprimoramento das nossas percepções e condutas.

Vale ressaltar que tudo nasce no “pensamento”. É nele que formatamos as ideias e como somos “energia” para a qual não há fronteiras, o Cosmo está constantemente recebendo e emitindo fluxos energéticos idênticos àqueles que produzimos em nosso campo mental. No Livro Mecanismos da Mediunidade pg.41, psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, temos: “(...) Compreendemos, assim perfeitamente, que a matéria mental é o instrumento sutil da vontade, atuando nas formações da matéria física, gerando as motivações de prazer ou desgosto, alegria ou dor, otimismo ou desespero, que não se reduzem efetivamente a abstrações, por representarem turbilhões de forças em que a alma cria os seus próprios estados de mentação indutiva (...)”.

Nas reencarnações que vivenciamos vamos acumulando experiências salutares ou não. O Espírito nunca para o seu processo evolutivo, conforme temos na pergunta 166 do Livro dos Espíritos: ”A alma que não atingiu a perfeição durante a vida corpórea como acaba de depurar-se”? R- Submetendo-se à prova de uma nova existência.  

Os tropeços e recaídas fazem parte da caminhada sendo importante a continuidade da luta, onde o soerguimento é sinal de que não esmorecemos diante dos percalços que nos assolam. Perseverança e Fé são os pilares que devem nortear a busca da nossa melhora. A vitória sem luta não tem mérito, pois o seu valor é proporcional ao esforço empreendido.

Lembremo-nos de que apesar de se tratar de tarefa pessoal, “estamos sempre assistidos” pelos nossos Anjos Guardiães. O nível elevado dos nossos propósitos servirá para atrair os irmãos com sentimentos nobres que nos trarão intuições para as reflexões necessárias nesse labor diuturno. Busquemos, pois cultivar pensamentos que sejam bons e que sirvam não somente para nós. Se assim procedermos já estaremos minimizando o “egoísmo”, maior chaga que se encontra atrelada a todos nós. (A perseverança é o caminho do êxito).

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus
Rua Dr. Machado, 168 Campo Grande – Recife(PE)
www.cecpj.org.br


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domingo, 2 de junho de 2019

Nosso lar: um laboratório de evolução


  Ao nascermos em determinado lar somos recebidos por aqueles que “escolhemos” e “necessitamos” conviver. No processo reencarnatório nossos anseios são atendidos de acordo com os merecimentos e capacidade de enfrentamento dos desafios que encontraremos.

No Livro dos Espíritos, questão 258, temos: “Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena”?  R. “Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio”. Parafraseando Guimarães Rosa, temos: “Quem elegeu a busca não pode recusar a travessia”.

É naquele ambiente que “renascem” os relacionamentos muitas vezes questionados, por ignorarmos que é ali que precisamos viver, conviver e progredir. A nossa parentela pode ser de pessoas com as quais temos uma grande afinidade pela comunhão ideias ou desafetos de vidas preterias que servirão de provas.

O Orbe terrestre é uma escola que nos exige a cada dia provas. São experiências que testam a nossa paciência, indulgência entre outras virtudes que necessitamos para alicerçar as nossas estradas rumo à evolução.

Por outro lado, também é um hospital que nos acolhe para o tratamento das enfermidades da alma que se constituem nas mazelas do corpo físico. Permite-nos Deus por sua Excelsa Benevolência que nos submetamos aos processos reencarnatórios, cuja Magnanimidade oportuniza esses encontros para os devidos ajustes das arestas que criamos entre nós.

Destarte, jamais deveremos admitir a existência de um Deus vingativo que castiga e pune. Todos nós passamos por essa transformação a cada reencarnação, para galgarmos os degraus da ascensão espiritual de acordo como os nossos esforços.

As oportunidades são infinitas e indistintas não havendo privilégios, visto que a Justiça Divina é soberana e inquestionável. Contudo tenhamos em mente que não existe destino. Qualquer um de nós poderá mudar o rumo da vida, desde que tenhamos perseverança na busca do caminho do bem. Vale ressaltar que é no pensamento o nascedouro das nossas atitudes!

Esse é o dever de casa que precisamos realizar. O progresso será tão mais rápido quanto maior seja o esforço que façamos para nos livrarmos do egoísmo e do orgulho, redutos de tantas outras imperfeições que nos assolam.

É uma luta árdua, contínua e podemos afirmar que essa é a maior batalha que o ser humano  trava em suas existências. São conflitos interiores sem adversários externos. Entretanto se ouvirmos a voz silenciosa de nossas consciências, certamente seremos exitosos nessa peleja diária ao encontro da redenção. (Pense no bem, pratique o bem que a vida vai bem)

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus
www.cecpj.org.br






domingo, 10 de março de 2019

A doutrina consoladora



Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 10.03.2019


A doutrina consoladora


Após o início do Iluminismo no Século XVII, consolidado no Século XVIII, a humanidade protagonizou um novo ciclo histórico e relevante. Cumpriu-se a promessa do Messias, segundo João 16:13: “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir”, a Doutrina dos Espíritos oportunizou o desvendamento dos fenômenos outrora considerados sobrenaturais.

No “Século das Luzes”, figuras exponenciais das ciências, artes e letras emolduraram os acontecimentos da época com estudos profundos vinculando os conhecimentos à razão, afastando as superstições e a fé cega dando lugar ao raciocínio lógico. Dentre elas, podemos citar: John Locke (considerado o pai do Iluminismo), Denis Diderot, Voltaire, Jean-Jacques Rousseau e Charles-Louis de Secondat (Montesquieu).

Com a evolução dos conhecimentos científicos - um dos seus pilares de sustentação -, a Doutrina dos Espíritos  ficou a cargo do Missionário Allan Kardec, enviado do Alto para sua devida codificação. Trabalho árduo, disciplinado, perseverante e revestido de uma responsabilidade homérica, Allan Kardec empreendeu o estudo da fenomenologia espírita enfrentando grandes obstáculos daqueles que rejeitavam tais evidências, arraigados que estavam ao preconceito e ignorância. 

As revelações até hoje irrefutáveis à luz da ciência e da razão trouxeram para a humanidade um novo horizonte de esperança, embasado nas Bem-Aventuranças anunciadas por Jesus, dando-nos a certeza da imortalidade da alma e da reencarnação, através dos inúmeros estudos realizados pelos psiquiatras Brian Weiss, Ian Stevenson, entre outros.

Os fenômenos de Hydesville a partir de 1848, além dos estudos da pneumatografia, materialização e psicometria, este último tão bem narrados por Ernesto Bozzano no livro Enigmas da Psicometria, deixam evidente a veracidade das pesquisas empreendidas. Nesse contexto vale ressaltar uma das célebres frases de Allan Kardec, que corrobora a necessidade de termos sempre presente o bom senso: “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.”

Temos ainda inúmeros respeitáveis nomes da literatura espírita, como: Léon Denis, Gabriel Delane, Camille Flamarion, Chico Xavier, Divaldo Pereira Franco, luminares que integram a constelação de divulgadores da Doutrina dos Espíritos que nos revela, consola e redime.

Consoidada, também pelo Evangelho de Jesus, remete-nos ao campo da religião tendo, ainda como sustentação os preceitos filosóficos dos Seus ensinamentos no âmbito da moral em condições irrevogáveis de se fazer presente em qualquer crença do bem. (A certeza da vida além-túmulo é o alento para a vida presente).

Luiz Guimarães Gomes de Sá

Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

www.cepj.org.br

 

 

 

 

 

 


domingo, 27 de janeiro de 2019

O remédio e a dieta




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Publicado no Jornal do Commercio 27.01.2019

Sabidamente as enfermidades fazem parte do nosso cotidiano e a assistência necessária, ocorre com os tratamentos específicos para cada doença. A medicina terrena indica a medicação para o paciente buscando a sua cura ou alívio das dores. Em muitos casos é imperiosa a indicação de uma dieta que irá complementar o tratamento instituído.

Contudo a dieta vai depender exclusivamente da vontade do paciente que ficará privado da ingestão de alimentos não recomendados. O médico não pode interferir, e não raro essa orientação não é cumprida fielmente, resultando no adiamento da cura ou agravamento da situação do enfermo.

Analogamente, a Casa Espírita além de tratar o paciente dos males da alma preconiza uma dieta de ordem espiritual e, também não pode obrigar o paciente a fazê-la. Trata-se da “reforma íntima” que se impõe no tratamento do Espírito. Esse acolhimento é para todos aqueles que necessitam vencer essas vicissitudes.

Não obstante a grande ajuda recebida através dos Espíritos Superiores, a mudança de ordem pessoal é imprescindível, visto que a raiz da arvore das enfermidades está na alma de cada um de nós.  Evitar a colheita dos repetitivos frutos danosos é o grande desafio que temos, e será sempre consequência daquilo que viermos a plantar.

De nada adianta o tratamento espiritual, que se tornará mero paliativo, caso não haja a vontade do enfermo de extirpar a raiz nefasta que dá origem a todas as mazelas. Esse é o grande trabalho que teremos que realizar, para que tenhamos a cura definitiva dos nossos males.

Jesus, o médico das almas, constitui-se no remédio e dieta que buscamos. Pelos seus ensinamentos é que seremos libertos das nossas enfermidades. As doses dependerão da necessidade de cada um. Esse remédio Sublime não tem contraindicações e os benéficos serão a paz e a felicidade que buscamos.

Para o êxito almejado muitas vezes precisamos tomar um remédio amargo. Neste caso, porém jamais poderia ser amargo qualquer ensinamento de Jesus, pela sua conhecida Sabedoria.  Para assimilarmos esse tratamento é necessário temos que ter paciência, perseverança e fé. A responsabilidade é toda nossa, pois tudo que nos aflige é consequência daquilo que fizemos equivocadamente nesta ou em outras existências.

Não procuremos imputar culpa em outrem como sói acontecer. É preciso ter consciência de que a lei de causa e efeito é natural e imutável  Por trás dos nossos padecimentos existe uma causa que se faz refletir nas dores que nos fustigam.

Procuremos ter como meta pensamentos edificantes e a prática do bem, que certamente, a vida irá bem... Esse processo não é de curta duração, porém podemos abrevia-lo, dependendo da escolha do caminho a ser palmilhado. (Ao semearmos o bem tenhamos a certeza do júbilo da boa colheita)

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus


terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Ano novo e renovação

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Publicado no Jornal do Commercio
Caminhos da Fé 13.01.2019

Ano Novo é prenúncio de esperança e fé nas realizações que nós farão felizes. É esse o sentimento da humanidade. Sem essa motivação o ser humano tem uma vida sem sentido. Sonhar é preciso, mas devemos lutar e despertar para a realidade que vivemos.

O esforço, e o denodo são a força motriz que nos tira da inércia. É necessário que tenhamos objetivos e, principalmente focar na almejada chegada... Como viajores do mundo a nossa bússola reflete a nossa vontade; a intenção o êxito, e a coragem é o oxigênio que nutre o sentimento de vitória.

Contudo as mudanças geralmente esperadas sempre recaem na vida material que nos consome e afasta do objetivo maior das nossas vidas que é a evolução espiritual. Como disse Divaldo Pereira Franco: "O que temos nós deixamos. O que somos nós levamos". Por sermos Espíritos, na partida para a verdadeira pátria levamos somente a "consciência". Ė nela que repousam as Leis de Deus e delas é que nos valeremos na outra dimensão da vida.

Destarte, não devemos olvidar as necessidades do Espírito, que sabidamente são muitas e devem ser priorizadas no contexto de nossas vidas. A razão é simples: a sua imortalidade é o motivo maior para que lhe dispensemos uma atenção especial.

Essa visão deve nortear nossos pensamentos e atitudes, já que resultarão na evolução esperada, segundo a Lei do Progresso do Criador. Um novo calendário surge e os dias que se sucederão estão sem conteúdo algum. Nós teremos a cada dia um novo renascer, uma nova oportunidade de evoluirmos e essa vivência interior só depende de nós.

Não devemos “terceirizar” responsabilidades como é comum acontecer. Devemos assumir nossos compromissos reencarnatórios e aguardar no final da jornada, o julgamento que nossa consciência nos fará.

Essa realidade permite que nos preparemos para fazer uma boa viagem de volta ao mundo dos Espíritos, e dependendo da nossa conduta no Orbe terrestre, iremos desfrutar momentos felicidade e paz correspondentes à nossa evolução espiritual.

Em 2 Coríntios 4:16 temos: ”Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia.” Temos, ainda em Romanos 8:6 “A mentalidade da carne é morta, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz.”

Encontramos ainda no Livro dos Espíritos Q. 132 - Qual o objetivo  da  encarnação  dos  Espíritos? - (...) Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. E Segundo Allan Kardec, “aquele que se esforça seriamente por se melhorar assegura para si a felicidade, já nesta vida”. (A vida é um livro que a cada dia nos apresenta uma nova lição).

Luiz Guimarães Gomes de Sá

Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018




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Natal de luz
Publicado no Jornal do Commércio e
no Site Eusemfronteiras
Caminhos da Fé 23.12.2018

Em dezembro todo o mundo exalta o nascimento de Jesus. O cenário de luz reflete a sensibilidade humana pela psicosfera positiva que os nossos pensamentos formatam em torno das comemorações da vinda do Messias.

É momento de festa, de júbilo, de contentamento geral. A fraternidade parece insinuar-se no coração de todos e o clima de luz e paz adorna a Terra. Mesmo com o consumo exacerbado consequência do materialismo, ainda vigente com grande força, não podemos deixar de reconhecer que a felicidade inunda mentes e corações, carentes desse sentimento que todos buscamos.

As árvores reluzem com brilho incomum externando tudo aquilo que precisamos: Luz! Nelas os presentes se acumulam como frutos do sentimento de amor que leva o ser humano à fraternidade tão almejada.

Contudo precisamos perscrutar aquela árvore cuja raiz encontra-se em nosso interior. Necessário se faz cultiva-la a ponto de reluzir como disse Jesus em Mateus 5:16: 

Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

Neste particular somos convidados a procurar viver as coisas do Espírito que é imortal. São elas que nos acompanharão após o nosso desencarne e delas vamos usufruir do bem que fizermos durante a caminhada no Orbe terrestre.

Essa luz é que nos trará à consciência o verdadeiro sentido da vida. Quanto mais reluzente, mais felizes seremos! Para atingirmos esse degrau de evolução vivenciamos as inúmeras reencarnações sempre necessárias para a “lapidação” desse diamante, que irá reluzir dependendo da nossa perseverança em evoluir.

É dele que a Luz a que se referiu Jesus surgirá como o farol que nos servirá de guia em qualquer das dimensões da vida. Essa é a Verdade que o Mestre nos deixou; que nos levará ao Caminho e por consequência, à Vida.
Um Feliz Natal e um Venturoso 2019.

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus