domingo, 30 de maio de 2021

 


Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé

30.05.2021

1 Coríntios 15:44: “É semeado um corpo natural e ressuscita um corpo espiritual.”

“A ideia da reencarnação é encontrada praticamente em quase todos os sistemas religiosos do mundo, mesmo entre as tribos selvagens mais afastadas umas das outras e em todos os continentes da Terra. Essa disseminação de uma crença tão uniforme é observada também entre os povos muito antigos. (Livro “Você e a reencarnação”, pg.22, de Hernani Guimarães).

No Livro “As vidas sucessivas”, pg.29, de Albert de Rochas, há referência de Sir Oliver Lodge que diz em entrevista: “(...) A ideia de existirmos no passado e de que devemos existir no futuro é tão velha quanto Platão; não há nada de novo nela. Um poeta disse que "somos maiores do que pensamos", o que significa que a totalidade de nosso ser jamais está totalmente encarnada”. 

Considerando que Deus é misericordioso, bom e justo, a reencarnação não poderia ficar ausente desse amor, constituindo-se numa dádiva divina para todos nós. Através de Jesus, ficou evidente que o verdadeiro Deus é a essência do bem e aquele “deus” das guerras e vingativo teve seu significado para que, à época de sua exaltação, viesse a tornar-se temido e não amado, para que fossem cumpridas as leis em face da rudeza daquele povo. Jesus transformou aquele conceito com seu sacrifício trazendo a concepção sobre o Deus que deveria prevalecer na mente e no coração dos seres humanos, afastando o “deus" da força e da intolerância.

Nesse contexto deu-se a conhecer o Deus do amor e da misericórdia infinita que concedeu a reencarnação como forma corretiva das más atitudes que tomamos em nossas existências. Por longos períodos, estivemos afastados das Leis Divinas, transgredindo-as sem avaliar as consequências. Precisamos refazer os caminhos equivocados para comungarmos com aquelas Leis que emanam do amor de Deus. 

Os frutos que ora colhemos refletem aquilo que semeamos no pretérito e necessitam ser reavaliados pela nossa consciência consoante a questão 621 do Livro dos Espíritos: “Onde está escrita a Lei de Deus? - Na consciência”. 

Como Pai de bondade infinita Ele nos oferece oportunidades para a devida reparação afastand¬o-nos da condenação eterna que não se coaduna com um Deus justo. A Doutrina dos Espíritos, à luz das observações científicas, aponta inúmeros casos de reencarnação estudados com muita responsabilidade, trazendo-nos uma realidade inconteste e não hipotética pela fé cega não fundamentada. 

Observemos os inúmeros trabalhos de terapias de vidas passadas e outras obras que tratam do assunto como: “Muitas vidas, muitos mestres”, de Brian Weiss; “Reencarnação – estudos científicos de casos reais na Europa” e “Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação”, de Yan Stevenson; “Reencarnação na Bíblia” e “Sobrevivência e Comunicabilidade”, de Hermínio C. Miranda e muitas outras que evidenciam a realidade da reencarnação. 

Os fatos do dia a dia corroboram essa linha de raciocínio, a exemplo de crianças de tenra idade que executam com mestria peças musicais complexas, pinturas e outras expressões artísticas, além dos destaques no campo da ciência por inteligências “excepcionais”. Outrora, tudo isso era considerado fenômeno, genialidade e talento “dados” por Deus. Mas Deus sendo justo jamais daria “privilegio” para alguns dos seus filhos. As oportunidades ocorrem para todos, só que uns aproveitam e outros desperdiçam. A reencarnação é uma cobrança da nossa consciência para que nos depuremos e tenhamos condições de evoluir e merecer o Reino Celeste. 

Esse caminho é irreversível e destina-se para todos nós. A Justiça de Deus sempre estará presente! “Segundo afirmou Allan Kardec:” Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei”. Podemos dizer, ainda: (O desencarne é a porta do renascimento; as existências os estágios probatórios).

domingo, 16 de maio de 2021

 



Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 16.05.2021

A Doutrina dos Espíritos revelação anunciada por Jesus, trouxe uma marca indelével para a humanidade. Nada obstante as inúmeras dificuldades encontradas, Allan Kardec missionário responsável por esse ingente esforço conseguiu confirmar a comunicação dos Espíritos com os seres encarnados como algo natural e não de origem demoníaca.

 Enfrentando os dogmas e rigidez da época não se intimidou. Obtendo informações e confrontando-as com tantas outras, constatou a veracidade do que lhe era apresentado, valendo-se da observação e da ciência que é um dos pilares da Terceira Revelação.

A luta foi intensa e a glória bem maior. No aprofundamento de suas pesquisas contou com diversos cientistas para afastar o misticismo e o sensacionalismo das ocorrências, face à curiosidade de muitos que se aproveitavam para encenar truques e iludir o povo. 

Criterioso e competente, obteve incondicional ajuda dos Espíritos Superiores, para tamanha façanha cuja credibilidade derrocou as sombras da ignorância da época, já que os chamados “fenômenos” eram corroborados pela ciência que fortalecia o entendimento.

A mediunidade firmou-se nas comunicações, materializações e fenômenos de transportes, evidenciando a verdade perante todos, a exemplo dos livros Fenômenos de Materialização, de Paul Gibier e Ernesto Bozzano e Fenômenos de Transporte, de Ernesto Bozzano, e muitos outros. Não havia como contestar os fatos a não ser por aqueles que não se dobravam as evidências. 

A época era propícia face ao Iluminismo que trazia novos horizontes de conhecimento e sentimentos humanos. As mentes mais sensíveis e, obviamente contando com o concurso da espiritualidade, oportunizaram novas concepções frente às realidades incontestes.

Assim o Espírito “fora desvendado” à luz desses estudos profundos e consistentes, para que houvesse com a racionalidade a convicção de que somos Espíritos imortais vivendo em corpos perecíveis. E ainda, que os sofrimentos que nos assolam são frutos das condutas delituosas quanto às Leis de Deus decorrentes dos pensamentos enfermiços do Espírito. 

Dessa forma o Espírito foi confirmado como sendo a Sede do pensamento e nela residindo as mazelas que eclodem no corpo físico. Destarte, tratar da Alma consiste em curar, também o corpo enfermo. Sendo o ser humano um complexo - bio-psico-socio-espiritual -, abriga o cerne de todos os seus desafios de onde promanam as nossas ações trazendo-nos as boas ou más consequências daquilo que realizamos.

Dizemos Doutrina da Alma, por ser esta a essência da vida por albergar a Centelha Divina que nos impulsiona para a Luz - o caminho que Jesus nos deixou -. Invariavelmente ela é a chave do progresso necessário e, por conseguinte, deve ser nela que deveremos nos debruçar para que possamos evoluir cumprindo a Lei do Progresso comum a todos nós. 

No processo reencarnatório trazemos o acervo das boas conquistas e também a decepção dos desacertos do pretérito. Esses arquivos é que deverão ser modificados no caminho da nossa evolução. Corrigindo-os e vivenciando novas oportunidades de aprendizado, estaremos no caminho da luz. Através dessa depuração é que estaremos nos libertando das dores e sofrimentos que fustigam o corpo físico.

O espiritismo trouxe-nos conhecimentos que convalidam pelos estudos o discernimento que nos conduz à certeza da imortalidade do Espírito e que caminhamos todos, sem exceção, para o a Paz no Reino de Deus.   

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domingo, 25 de abril de 2021


A caminho da regeneração

 Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé - 25.04.2021

Dando curso aos desígnios de Deus e cumprindo a Lei do Progresso, o Orbe terrestre caminha para o mundo de Regeneração. Ultrapassando os obstáculos das provas e expiações, em que a prática do mal predomina no coração dos homens vislumbramos, nesse processo de mudança, horizontes reluzentes para a humanidade. 

A luz desbravou as incúrias humanas, trazendo ao longo dos séculos de dores e sofrimentos, a claridade de que tanto necessitamos. Uma nova aurora se apresenta auspiciosa para a prática do bem, sublime virtude que propicia aos Espíritos galgarem os degraus evolutivos a que todos se destinam.  

A contenda contra o mal continua. Enquanto o homem se digladia externamente com os seus semelhantes, adormecem no seu íntimo as imperfeições, causas de sua infelicidade na Terra. Atrelado ao egoísmo e ao orgulho, segue os caminhos pedregosos que dificultam o seu progresso moral. A ganância, a prepotência e a ânsia incontida pelo poder vedam seus olhos físicos e obscurecem, ainda mais os olhos do Espírito, impedindo que a luz da verdade penetre no seu coração e desperte a sua consciência.

Na Gênese, Cap. XVIII, Item 28, 53ª Ed. da FEB, temos: 

“... A época atual é de transição; confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados no ponto intermédio, assistimos a partida de uma e a chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares...”.

Contudo, há os obstinados que permanecem na senda do mal retardando o curso evolutivo do Orbe. O Criador com sua Sabedoria permite que ocorram fenômenos que consideramos “flagelos”, mas conduzem em realidade ao cumprimento das Leis Naturais que integram todo processo renovador.   

Por oportuno refiro-me ao Livro As Leis Morais, Cap.21, de Rodolfo Calligaris,:“(...) Pois  bem,  a  lei  de  destruição  é,  por  assim  dizer,  o  complemento  do processo  evolutivo,  visto  ser  preciso  morrer  para  renascer e passar por milhares de metamorfoses...”(...) Destarte,  em  última  análise, “a  destruição  não  é  mais  que  uma transformação que tem por finalidade a renovação e a melhoria dos seres vivos.”

No limiar desses novos tempos, cabe-nos uma reflexão profunda quanto à forma em que vivemos. A princípio deveremos sanear os nossos pensamentos, fonte de todas as nossas ações. Assim, nosso campo mental emanará energias benfazejas que irão repercutir favoravelmente para nós e também para o ambiente em que vivemos. 

Com essa expectativa de transformações, qual o rumo que estamos escolhendo para o nosso amanhã, considerando que somos Espíritos imortais...?  No livro Transição Planetária, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, pg.24, consta: "Nesse inevitável esforço, estaremos todos empenhados, experienciando a vivência do amor em todas as suas expressões, formando um contingente harmonioso e encantador”.

“(...) Ficai, portanto, certos de que, quando uma revolução social se produz na Terra, abala igualmente o mundo invisível, onde todas as paixões, boas e más, se exacerbam, como entre vós”. (A Gênese, Cap. XVIII, item 9. Ed. 53ª FEB. (Nas reflexões da vida, o melhor dicionário de que dispomos para  dirimir dúvidas é a nossa consciência).


domingo, 21 de março de 2021




 Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 21.03.2021

Fé e esperança

 “Se podes? Tudo é possível aquele que crê” Marcos 9:23

Todo aquele que possui fé terá a esperança como porto de chegada. Coexistem harmonicamente e se uma delas enfraquece, teremos o reflexo na outra.  Integram o cotidiano de todo ser humano nas pelejas da vida. Tudo que realizamos tem um objetivo e a vontade de atingi-lo tem por base a fé. Consta em Hebreus 11:1 - “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem”.

Contudo a razão não pode estar ausente desse binômio. Sem ela essa estrutura não tem sustentação, pois a consciência do objetivo colimado deve estar presente, já que somos os seres inteligentes da criação e não podemos prescindir do raciocínio lógico. 

Temos no Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB Ed.131ª, Capítulo XIX, item 7: “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão em todas as épocas da Humanidade”. Por outro lado, a fé cega, que é desprovida do bom senso, pode desaguar nos excessos do fanatismo, que igualmente padece da falta de fundamento. Resulta dessa irreflexão o insucesso do que se almeja sendo essa irracionalidade prejudicial a todos.  

Referimo-nos a Rodolfo Calligaris no livro Páginas do Espiritismo Cristão, pg.17, onde consta: “(...) a fé necessita de uma base, base que é a inteligência perfeita daquilo em que se deve crer”. Nos caminhos da fé temos que percorrer os degraus da paciência, resiliência e perseverança  para que as conquistas que repousam na esperança sejam alcançadas. É um percurso que no dia a dia consolida nossas aspirações sempre amparadas pela prece e louvor a Deus.

Imprescindível nessa trajetória é a realização de obras. A fé não pode constituir-se em sentimento inerte. Tal qual a caridade que é o amor na dimensão dinâmica, ela necessita do labor diário para que não esmoreça a esperança. Corroborando essa assertiva, citamos Tiago 2:18 – Mas alguém dirá: ”Você tem fé; eu tenho obras”. Mostre-me sua fé sem obras e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras”.

Nesse contexto devemos entender que é preciso ter mérito naquilo que pretendemos conseguir. Nem sempre o que queremos será o melhor e não raro, não merecemos. Lembremo-nos de que  estamos vinculados à Lei do Merecimento e que Deus soberano e justo nos proverá daquilo que necessitamos.  

No livro O Consolador, questão 257, encontramos: “A esperança é a filha direta da fé. Ambas estão uma para outra como a luz reflexa dos planetas está para a luz central e positiva do Sol. A Esperança é como o luar que se constitui dos bálsamos da crença. A Fé é a divina claridade da certeza”. Elas são fortalecidas quando concebemos a reencarnação e a imortalidade da alma.

A cada existência renovam-se as oportunidades e aspirações. Temos nas Bem-Aventuranças o manual perfeito para nortear o nosso sentimento de esperança. (Quem tem fé está no caminho daquilo que plantou no terreno da esperança).

Luiz Guimaraes Gomes de Sá

Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

www.cecpj.org.br

domingo, 21 de fevereiro de 2021

 



Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé

21.02.2021

A luz e a escuridão

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. (Mateus 5:16)

 

Essas sábias palavras são estímulos para que busquemos constantemente a luz. Sem ela, nada vemos no âmbito físico. Mas esse despertar é muito mais profundo, já que requisita a visão do nosso verdadeiro mundo que é a do Espírito. Para que o diamante espelhe o seu brilho, impõe-se-lhe a lapidação. O Espírito, também imperfeito, necessita do esmeril para que venha reluzir a sua luz obscurecida com as nódoas existenciais da longa caminhada evolutiva.

 

Enquanto não atentarmos para essa necessidade, estaremos fadados a continuar com as dores e sofrimentos que nos fustigam. As mudanças se fazem necessárias e quanto mais delongarmos esse processo de burilamento regido pela Lei Divina, mais sofrimentos teremos, visto que, enquanto não totalmente liberta a consciência, as cobranças acontecerão incessantemente.

 

Alcançando as virtudes latentes no Espírito, estaremos seguindo as palavras e o exemplo do Cristo. Não esqueçamos de que Deus é o Criador Supremo e nós, na condição de filhos, somos cocriadores. Em João 10:34, consta: “Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? Com essa assertiva fica evidente nossa imensa capacidade de realização.

 

Sócrates (470 a.C. –399 a.C.) já dizia: “Conhece-te a ti mesmo”. Jesus com a sua sabedoria nos ensinou, segundo João 8.32: E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. O conhecimento do nosso Eu nos trará as verdades adormecidas e quando reveladas pelo despertar da nossa consciência, levar-nos-á ao necessário ajuste para seguirmos o Caminho da Luz.

 

Encontramos no Livro Autodescobrimento – Uma busca interior, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Angelis, 17ª Edição, pg.158: “A libertação do Eu profundo ocorre à medida que se desenfeixa dos desejos - raga (as paixões) do conceito budista—, a fim de alcançar a realização interior”.

 

Esse processo de transformação e renúncia dos velhos hábitos, onde o orgulho e o egoísmo predominam leva-nos desconforto, já que estamos acostumados com atitudes que conflitam com a humildade e a caridade, virtudes basilares do ser Cristão. Na obra Voltei, 1ª Edição – Editora FEB, psicografia de Francisco Cândido Xavier, pelo Irmão Jacob, item Novo Despertar consta: “Ora, vigia, movimenta-te no esforço digno e sê feliz, meu amigo! A tua luz crescerá com a dilatação de teu devotamento ao Bem Infinito”

 

  Precisamos mergulhar em nosso interior e expandir a luz que lá permanece tênue. Estaremos assim consolidando a nossa condição de cocriadores da Obra de Deus, levando as verdades divinas para todos que conosco convivem. Dessa forma a nossa candeia não permanecerá “debaixo do alqueire”. (A escuridão nada mostra, é anônima, enquanto a luz, por ser a verdade, nada esconde).

 

   Luiz Guimarães Gomes de Sã

   Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

   www.cecpj.org.br

 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

 JESUS: a luz do mundo

Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 13.12.2020

“Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas” (João 12:46)

Como Governador da Terra, Jesus, desde os primórdios de sua criação, já atuava no Orbe terrestre para que a vida nele se manifestasse. Sua magnanimidade sempre presente oportunizou através do Seu amor o crescimento das civilizações através dos tempos.

 Nesse processo recebeu os exilados de Capela, estrela mais brilhante da Constelação de Cocheiro, que atingira um novo estágio de evolução moral. Aqueles Espíritos recalcitrantes não se conduziam de forma coerente aos demais que ali habitavam. Destarte, não podiam ali permanecer por conta das suas condições vibratórias incompatíveis com a psicosfera local.

 Foi assim que Jesus acolheu aqueles irmãos sofredores para que pudessem evoluir em benefício próprio e, ainda servisse às civilizações em desenvolvimento na Terra com os seus elevados conhecimentos. Era necessário esse “estágio”, considerando a pertinácia dos mesmos em continuar direcionando suas inteligências para a prática do mal.

 

A reencarnação chega-nos como dádiva Divina, para que busquemos, pelo aperfeiçoamento através das existências, a devida reparação. Deus com sua misericórdia infinita perdoa as nossas faltas como Pai justo e bom.

 

Jesus trouxe-nos o pensamento do Criador e a forma de como devemos nos conduzir com Sua luz fulgurante e conduta exemplar. A nossa caminhada não teria essas condições favoráveis caso não tivéssemos o amor do Cristo sempre presente para nos ajudar.

 

Em todos os tempos essa chama infinita de benevolência estará disponível na eternidade das gerações, e nós, beneficiados que somos, deveremos sempre atestar a nossa gratidão como memória do coração.

 

Jesus conviveu conosco e vivenciou as nossas fraquezas, mas como Espírito Puro, ofereceu-nos o auxílio necessário à nossa redenção. Em Mateus 24:35, encontramos: ”O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar”. Nessa afirmativa, inclui-se o Seu “exemplo”, que justifica na prática tudo o que ele disse.

 

As Suas verdades, que são as únicas inquestionáveis, fortalecem o nosso Espírito, dando-nos a convicção e o consolo que nos foi ofertado nas Bem-Aventuranças, que são palavras de Fé e Esperança. Jesus é a bússola e a luz do nosso caminho. Seguindo as suas pegadas, chegaremos sem as tormentas dos mares da vida ao porto seguro que nos aguarda repleto de Luz e Paz.

 

Nesse Natal, procuremos relembrar daqueles sábios ensinamentos, para que possamos no dia a dia convertê-los em prática e servirmos de exemplo, corroborando a nossa condição de co-criadores do Pai no Plano Menor, conforme consta no livro “Evolução em Dois Mundos, psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelo Espírito André Luiz, pg 15”.

 

Luiz Guimarães Gomes de Sá

Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

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Uma nova esperança


Publicado no Jornal do Commercio
Caminhos da Fé 24.01.2021

 O ano de 2020, que está terminando, marca a História da Humanidade de forma contundente. Ano dos mais difíceis para todos, já que a pandemia do Covid-19 não poupou países nem continentes. Todos nós estamos sendo atingidos de alguma forma. Este processo mostra-se avassalador e vem trazendo grandes sofrimentos.  

 A Doutrina dos Espíritos relata estes fatos que são inerentes às transformações da Humanidade, dando curso ao processo evolutivo pelo qual devemos passar. Migrando para um mundo de regeneração, faz-se necessária, por meio de seus habitantes, a depuração do Orbe.

Julgando-nos infalíveis, enveredamos pelos caminhos desditosos que nos levam à dor na presente existência, como se não bastasse a nossa bagagem tão pesada que herdamos do pretérito. Esta insensatez do ser humano transtorna-o e a infelicidade se junta à dor e ao sofrimento que o assolam.

A ausência de humildade em reconhecer que somos imperfeitos e necessitamos mudar os rumos de nossas vidas deságua nas enfermidades do corpo e da alma. Conduzimo-nos de acordo com o que pensamos e não pensamos como deveríamos... Somos a consequência daquilo que criamos na mente. Assim, a semente sendo enferma somente nos dará frutos amargos. A lei de causa e efeito faz parte das nossas existências.

No Livro Transição Planetária, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, pg.10, temos: “(...) Desse modo, as grandes calamidades de uma ou de outra procedência têm por finalidade convidar a criatura humana à reflexão em torno da transitoriedade da jornada carnal em relação à sua imortalidade.”. As transformações terão a prática do bem como objetivo precípuo, afastando o que não se coadune com as energias próprias deste processo. Mas sempre é tempo de mudar, progredir e escutar a nossa consciência.

Quando ficamos passivos e surdos àquela voz invisível, porém sensata, expomo-nos irremediavelmente ao tropeço na caminhada diária. Devemos atentar para esta luz interior que cintila em nosso favor. Estamos adormecidos. Falta-nos a sensibilidade para que haja ressonância do grito de alerta que recebemos. Somos protegidos e amparados a todo o momento, mas a ajuda só será eficaz se houver receptividade do assistido. Sem a sua participação, o propósito sublime da caridade em nada resultará.

Ano Novo, vida nova! A é o pilar de sustentação da esperança. Elas completam-se quando exercitamos a vontade e nos motivamos para sair da inércia! Busquemos o melhor que temos  atrelando ao cotidiano a luz que irá desperta e se irradiar em nosso derredor. (Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. (Tiago 2:17)

Feliz 2021

 Luiz Guimarães Gomes de Sá

Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

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