domingo, 11 de julho de 2021




Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 11.07.2021

 

(In)certezas

 

Em qualquer lugar do mundo em que possamos estar teremos momentos de incertezas das mais diversas ordens. Não há tempo nem hora na vida tão dinâmica e imprevisível para sermos solapados com fatos inesperados. Ninguém escapa desses acontecimentos que para muitos trata-se de “destino”. Não existe destino! Há sim, provas e expiações a serem cumpridas.

 

Fatos adversos daqueles que pretendíamos levam-nos a administrá-los valendo-nos do livre-arbítrio. Observemos o Cap. III, Item 16 do Livro Obras Póstumas: “(...) o livre-arbítrio, isto é, a liberdade de fazer ou não fazer, de seguir este ou aquele caminho para seu adiantamento, o que é um dos atributos essenciais do Espírito”.

 

Em realidade muitos acontecimentos em nossas vidas independem de nossa vontade, já que trazemos no âmbito do espírito realizações do passado que não estão em nosso consciente, porém cumpre-nos reparar os desacertos cometidos, conforme nossa programação reencarnatória.

 

Por outro lado, há fatos em que temos a capacidade de alterar o curso da nossa história de vida. Isso vai depender do nosso discernimento e equilíbrio emocional para a devida superação. Seguir novos caminhos deve ser uma alternativa não como fuga ao desafio, mas como sendo uma forma adequada para o enfrentamento das diversas situações.  

 

Mas nem sempre isso é possível, tanto por inexperiência nossa, como por se tratar de fatos que ainda não merecemos que sejam modificados, e sim, “vivenciados” como provas que   escolhemos que servirão para o nosso amadurecimento espiritual. Contudo perseverar sempre é o caminho!

 

Tudo vai depender do nosso raciocínio lógico e sem queixumes. É nessa hora que a paciência, a tolerância e a resignação são postas à prova. São essas experiências que nos motivam a prosseguir na vida servindo como base estrutural para atingirmos nossa perfeição, que demanda tempo e aceitação...

 

No livro Atitudes Renovadores pg.80, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis, encontramos: “Cada passo dado adiante faculta a conquista de mais alto patamar de ascensão, superando as aspirações mantidas e desenhando novos anelos que promovem para cima. Nunca te detenhas, portanto, no já conseguido, tendo em vista que não existem limites para quem se entregue à luta evolutiva”.

 

Lembremo-nos também da frase de Chico Xavier, que nos exorta para o enfrentamento das adversidades da vida: ”Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo. Mas qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim”.

domingo, 20 de junho de 2021

 



Caminhando para Jesus; setenta anos de luz

 

Publicado no Jornal do Commercio

 

Caminhos da Fé 20.06.2021

 

 

Neste 21 de junho, o Centro Espírita Caminhando Para Jesus comemora 70 anos de sua fundação. Trata-se de uma Casa de acolhimento às criaturas necessitadas no âmbito espiritual, onde a palavra do Evangelho sempre se faz presente naqueles corações em desalinho. Pela ideia luminosa de Aníbal Guimarães Ribeiro, o Centro Espírita Caminhando Para Jesus, aliou aos seus trabalhos uma escola para crianças e deu amparo, também aos pais que à noite eram assistidos com aulas.

Essa trajetória renovou-se através do tempo, contando com seus abnegados trabalhadores. Após alguns anos, não houve mais condições para prosseguir no âmbito da educação infantil. Mas continuou como escola das almas e muitos que por lá passaram desfrutam hoje, dos conhecimentos adquiridos e participam ativamente dos trabalhos ali desenvolvidos.

Cumprindo a elevada missão de divulgar a Doutrina dos Espíritos, vem espargindo seu foco de luz levando as criaturas à reflexão e correção de rumos de suas vidas. Impende-nos registrar a mensagem do Espírito Emmanuel, no Livro Educandário de Luz, pg.52, psicografia de Francisco Cândido Xavier: “Um Centro Espírita é uma escola onde podemos aprender e ensinar, plantar o bem e recolher-lhe as graças, aprimorar-nos e aperfeiçoar os outros, na senda eterna”. No Livro O Centro Espírita, pg.22, José Herculano Pires informa: “No desempenho da sua função, o Centro Espírita é, sobretudo, um centro de serviços ao próximo, no plano propriamente humano e no plano espiritual”.

Dentre as atividades que são desenvolvidas temos a campanha do quilo, distribuição de sopa e cestas básicas, assistência a idosas e gestantes carentes. Além desse trabalho assistencial, promove semestralmente cursos de passe, mediunidade, doutrinação e oratória, promovendo assim, o conhecimento para aqueles que no futuro darão seguimento aos labores da Casa. Possui no seu espaço físico uma biblioteca com cerca de três mil títulos e, livraria que oportuniza aos frequentadores o conhecimento da vasta literatura espirita.

Ressaltamos o trabalho do Departamento da Infância e Juventude, que realiza a evangelização a partir dos três anos, plantando a semente da palavra de Jesus. A cada dia evidenciamos o despontar de jovens que apresentam conhecimentos e condições que lhes dão espaço para proferirem palestras, sendo eles um dos frutos que já colhemos da boa semeadura.

Hoje, observamos felizes as iniciativas vitoriosas que servem de estimulo para que haja a continuidade das tarefas que agregam esforços comuns a todos que se integram à vida daquela Casa. O tempo registra essa marcante história! Nossos corações rejubilam-se pelo dever cumprido! Que o tempo não pare, para que essa luz prossiga iluminando almas, confortando corações e consolidando os ensinamentos de Jesus. (A fé não prescinde do sentimento nem da energia interior).

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domingo, 13 de junho de 2021

 


Publicado no Jornal do Commercio
Caminhos da Fé 13.06.2021

A vida em cada dia

O que seria o dia? Um piscar de olhos no mundo infinito? Um alvorecer com um sol brilhante ou um céu com nuvens densas anunciando chuvas? Do ponto de vista físico, há várias formas de definir.

A amplitude de interpretações leva-nos a perceber que o dia tem muitas particularidades que podem promover ou retardar a nossa caminhada no Orbe terrestre. Se olharmos o calendário, será simplesmente mais um dia. Mas, no decorrer das nossas existências, olhamos para trás e observamos que temos pela frente um dia a menos na nossa programação reencarnatória...

E se assim pensarmos o que representaria o dia de ontem? Um exemplo, uma lição benéfica vivenciada, ou pelo contrário, um motivo de constrangimento pelo que pensamos, praticamos e mesmo daquilo que não realizamos na senda do bem? Em vinte e quatro horas, passamos por inúmeras variáveis no campo emocional que nos proporcionam alegrias e tristezas condicionando as nossas atitudes. Esta vulnerabilidade é comum a todo ser humano, já que as emoções desencadeiam atitudes as mais diversas no convívio social e mesmo no recanto do isolamento.

A psicosfera reinante no pensar e reagir são as ferramentas diárias de que nos valemos para viver e conviver. Nesta caminhada, estaremos sempre sujeitos às mudanças comportamentais e deveremos aprender a agir de forma consciente, e não reagir de forma emocional, contraindo débitos morais para mais adiante. Lembremo-nos sempre da questão 886, do Livro dos Espíritos: “Qual é o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entende Jesus? – Benevolência para com todos, indulgências para com as imperfeições alheias, perdão das ofensas”.

Temos, pois “o dia” que nos apresenta oportunidades para reflexão e crescimento espiritual. Se soubermos valorizá-lo, teremos um arsenal de lições que se acumulam e nos trazem as experiências tão necessárias para o nosso processo evolutivo. Adaptar-se às contingências da vida, sopesando as agruras e contornando as dificuldades, são experiências valorosas para as nossas existências. A vida é um livro de lições diárias que devemos aproveitar e considerar como provas para o nosso crescimento.

Lastimar-se de um dia que não tenha sido auspicioso é carregar correntes vibratórias negativas que nada constroem para o amanhã. Saber viver cada dia é considerar os desafios como estímulo para o devido enfrentamento. Já os problemas levam-nos à busca da solução. Nestes estamos em desvantagem e naqueles estaremos exercitando a inteligência para transpô-los não os tornando “problemas”. Demos ênfase ao otimismo e a perseverança para consolidarmos a nossa .

Consideremos o que diz Divaldo Pereira Franco, ao psicografar o Livro Vidas, Desafios e Soluções, pg. 54, pelo Espírito Joanna de Ângelis: “(...) Jesus disse: Vós sois deuses e podeis fazer tudo quanto faço e muito mais, se quiserdes. Trata-se de uma proposta-desafio para seres amadurecidos psicologicamente, (...)”.

Assim procedendo, estaremos adquirindo esse amadurecimento espiritual imprescindível para que possamos viver com sabedoria e vencermos as adversidades próprias às nossas necessidades evolutivas. (Cada novo dia é motivo para uma nova esperança).

Luiz Guimarães Gomes de Sá

Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus 

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domingo, 30 de maio de 2021

 


Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé

30.05.2021

1 Coríntios 15:44: “É semeado um corpo natural e ressuscita um corpo espiritual.”

“A ideia da reencarnação é encontrada praticamente em quase todos os sistemas religiosos do mundo, mesmo entre as tribos selvagens mais afastadas umas das outras e em todos os continentes da Terra. Essa disseminação de uma crença tão uniforme é observada também entre os povos muito antigos. (Livro “Você e a reencarnação”, pg.22, de Hernani Guimarães).

No Livro “As vidas sucessivas”, pg.29, de Albert de Rochas, há referência de Sir Oliver Lodge que diz em entrevista: “(...) A ideia de existirmos no passado e de que devemos existir no futuro é tão velha quanto Platão; não há nada de novo nela. Um poeta disse que "somos maiores do que pensamos", o que significa que a totalidade de nosso ser jamais está totalmente encarnada”. 

Considerando que Deus é misericordioso, bom e justo, a reencarnação não poderia ficar ausente desse amor, constituindo-se numa dádiva divina para todos nós. Através de Jesus, ficou evidente que o verdadeiro Deus é a essência do bem e aquele “deus” das guerras e vingativo teve seu significado para que, à época de sua exaltação, viesse a tornar-se temido e não amado, para que fossem cumpridas as leis em face da rudeza daquele povo. Jesus transformou aquele conceito com seu sacrifício trazendo a concepção sobre o Deus que deveria prevalecer na mente e no coração dos seres humanos, afastando o “deus" da força e da intolerância.

Nesse contexto deu-se a conhecer o Deus do amor e da misericórdia infinita que concedeu a reencarnação como forma corretiva das más atitudes que tomamos em nossas existências. Por longos períodos, estivemos afastados das Leis Divinas, transgredindo-as sem avaliar as consequências. Precisamos refazer os caminhos equivocados para comungarmos com aquelas Leis que emanam do amor de Deus. 

Os frutos que ora colhemos refletem aquilo que semeamos no pretérito e necessitam ser reavaliados pela nossa consciência consoante a questão 621 do Livro dos Espíritos: “Onde está escrita a Lei de Deus? - Na consciência”. 

Como Pai de bondade infinita Ele nos oferece oportunidades para a devida reparação afastand¬o-nos da condenação eterna que não se coaduna com um Deus justo. A Doutrina dos Espíritos, à luz das observações científicas, aponta inúmeros casos de reencarnação estudados com muita responsabilidade, trazendo-nos uma realidade inconteste e não hipotética pela fé cega não fundamentada. 

Observemos os inúmeros trabalhos de terapias de vidas passadas e outras obras que tratam do assunto como: “Muitas vidas, muitos mestres”, de Brian Weiss; “Reencarnação – estudos científicos de casos reais na Europa” e “Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação”, de Yan Stevenson; “Reencarnação na Bíblia” e “Sobrevivência e Comunicabilidade”, de Hermínio C. Miranda e muitas outras que evidenciam a realidade da reencarnação. 

Os fatos do dia a dia corroboram essa linha de raciocínio, a exemplo de crianças de tenra idade que executam com mestria peças musicais complexas, pinturas e outras expressões artísticas, além dos destaques no campo da ciência por inteligências “excepcionais”. Outrora, tudo isso era considerado fenômeno, genialidade e talento “dados” por Deus. Mas Deus sendo justo jamais daria “privilegio” para alguns dos seus filhos. As oportunidades ocorrem para todos, só que uns aproveitam e outros desperdiçam. A reencarnação é uma cobrança da nossa consciência para que nos depuremos e tenhamos condições de evoluir e merecer o Reino Celeste. 

Esse caminho é irreversível e destina-se para todos nós. A Justiça de Deus sempre estará presente! “Segundo afirmou Allan Kardec:” Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei”. Podemos dizer, ainda: (O desencarne é a porta do renascimento; as existências os estágios probatórios).

domingo, 16 de maio de 2021

 



Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 16.05.2021

A Doutrina dos Espíritos revelação anunciada por Jesus, trouxe uma marca indelével para a humanidade. Nada obstante as inúmeras dificuldades encontradas, Allan Kardec missionário responsável por esse ingente esforço conseguiu confirmar a comunicação dos Espíritos com os seres encarnados como algo natural e não de origem demoníaca.

 Enfrentando os dogmas e rigidez da época não se intimidou. Obtendo informações e confrontando-as com tantas outras, constatou a veracidade do que lhe era apresentado, valendo-se da observação e da ciência que é um dos pilares da Terceira Revelação.

A luta foi intensa e a glória bem maior. No aprofundamento de suas pesquisas contou com diversos cientistas para afastar o misticismo e o sensacionalismo das ocorrências, face à curiosidade de muitos que se aproveitavam para encenar truques e iludir o povo. 

Criterioso e competente, obteve incondicional ajuda dos Espíritos Superiores, para tamanha façanha cuja credibilidade derrocou as sombras da ignorância da época, já que os chamados “fenômenos” eram corroborados pela ciência que fortalecia o entendimento.

A mediunidade firmou-se nas comunicações, materializações e fenômenos de transportes, evidenciando a verdade perante todos, a exemplo dos livros Fenômenos de Materialização, de Paul Gibier e Ernesto Bozzano e Fenômenos de Transporte, de Ernesto Bozzano, e muitos outros. Não havia como contestar os fatos a não ser por aqueles que não se dobravam as evidências. 

A época era propícia face ao Iluminismo que trazia novos horizontes de conhecimento e sentimentos humanos. As mentes mais sensíveis e, obviamente contando com o concurso da espiritualidade, oportunizaram novas concepções frente às realidades incontestes.

Assim o Espírito “fora desvendado” à luz desses estudos profundos e consistentes, para que houvesse com a racionalidade a convicção de que somos Espíritos imortais vivendo em corpos perecíveis. E ainda, que os sofrimentos que nos assolam são frutos das condutas delituosas quanto às Leis de Deus decorrentes dos pensamentos enfermiços do Espírito. 

Dessa forma o Espírito foi confirmado como sendo a Sede do pensamento e nela residindo as mazelas que eclodem no corpo físico. Destarte, tratar da Alma consiste em curar, também o corpo enfermo. Sendo o ser humano um complexo - bio-psico-socio-espiritual -, abriga o cerne de todos os seus desafios de onde promanam as nossas ações trazendo-nos as boas ou más consequências daquilo que realizamos.

Dizemos Doutrina da Alma, por ser esta a essência da vida por albergar a Centelha Divina que nos impulsiona para a Luz - o caminho que Jesus nos deixou -. Invariavelmente ela é a chave do progresso necessário e, por conseguinte, deve ser nela que deveremos nos debruçar para que possamos evoluir cumprindo a Lei do Progresso comum a todos nós. 

No processo reencarnatório trazemos o acervo das boas conquistas e também a decepção dos desacertos do pretérito. Esses arquivos é que deverão ser modificados no caminho da nossa evolução. Corrigindo-os e vivenciando novas oportunidades de aprendizado, estaremos no caminho da luz. Através dessa depuração é que estaremos nos libertando das dores e sofrimentos que fustigam o corpo físico.

O espiritismo trouxe-nos conhecimentos que convalidam pelos estudos o discernimento que nos conduz à certeza da imortalidade do Espírito e que caminhamos todos, sem exceção, para o a Paz no Reino de Deus.   

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domingo, 25 de abril de 2021


A caminho da regeneração

 Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé - 25.04.2021

Dando curso aos desígnios de Deus e cumprindo a Lei do Progresso, o Orbe terrestre caminha para o mundo de Regeneração. Ultrapassando os obstáculos das provas e expiações, em que a prática do mal predomina no coração dos homens vislumbramos, nesse processo de mudança, horizontes reluzentes para a humanidade. 

A luz desbravou as incúrias humanas, trazendo ao longo dos séculos de dores e sofrimentos, a claridade de que tanto necessitamos. Uma nova aurora se apresenta auspiciosa para a prática do bem, sublime virtude que propicia aos Espíritos galgarem os degraus evolutivos a que todos se destinam.  

A contenda contra o mal continua. Enquanto o homem se digladia externamente com os seus semelhantes, adormecem no seu íntimo as imperfeições, causas de sua infelicidade na Terra. Atrelado ao egoísmo e ao orgulho, segue os caminhos pedregosos que dificultam o seu progresso moral. A ganância, a prepotência e a ânsia incontida pelo poder vedam seus olhos físicos e obscurecem, ainda mais os olhos do Espírito, impedindo que a luz da verdade penetre no seu coração e desperte a sua consciência.

Na Gênese, Cap. XVIII, Item 28, 53ª Ed. da FEB, temos: 

“... A época atual é de transição; confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados no ponto intermédio, assistimos a partida de uma e a chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares...”.

Contudo, há os obstinados que permanecem na senda do mal retardando o curso evolutivo do Orbe. O Criador com sua Sabedoria permite que ocorram fenômenos que consideramos “flagelos”, mas conduzem em realidade ao cumprimento das Leis Naturais que integram todo processo renovador.   

Por oportuno refiro-me ao Livro As Leis Morais, Cap.21, de Rodolfo Calligaris,:“(...) Pois  bem,  a  lei  de  destruição  é,  por  assim  dizer,  o  complemento  do processo  evolutivo,  visto  ser  preciso  morrer  para  renascer e passar por milhares de metamorfoses...”(...) Destarte,  em  última  análise, “a  destruição  não  é  mais  que  uma transformação que tem por finalidade a renovação e a melhoria dos seres vivos.”

No limiar desses novos tempos, cabe-nos uma reflexão profunda quanto à forma em que vivemos. A princípio deveremos sanear os nossos pensamentos, fonte de todas as nossas ações. Assim, nosso campo mental emanará energias benfazejas que irão repercutir favoravelmente para nós e também para o ambiente em que vivemos. 

Com essa expectativa de transformações, qual o rumo que estamos escolhendo para o nosso amanhã, considerando que somos Espíritos imortais...?  No livro Transição Planetária, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, pg.24, consta: "Nesse inevitável esforço, estaremos todos empenhados, experienciando a vivência do amor em todas as suas expressões, formando um contingente harmonioso e encantador”.

“(...) Ficai, portanto, certos de que, quando uma revolução social se produz na Terra, abala igualmente o mundo invisível, onde todas as paixões, boas e más, se exacerbam, como entre vós”. (A Gênese, Cap. XVIII, item 9. Ed. 53ª FEB. (Nas reflexões da vida, o melhor dicionário de que dispomos para  dirimir dúvidas é a nossa consciência).


domingo, 21 de março de 2021




 Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 21.03.2021

Fé e esperança

 “Se podes? Tudo é possível aquele que crê” Marcos 9:23

Todo aquele que possui fé terá a esperança como porto de chegada. Coexistem harmonicamente e se uma delas enfraquece, teremos o reflexo na outra.  Integram o cotidiano de todo ser humano nas pelejas da vida. Tudo que realizamos tem um objetivo e a vontade de atingi-lo tem por base a fé. Consta em Hebreus 11:1 - “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem”.

Contudo a razão não pode estar ausente desse binômio. Sem ela essa estrutura não tem sustentação, pois a consciência do objetivo colimado deve estar presente, já que somos os seres inteligentes da criação e não podemos prescindir do raciocínio lógico. 

Temos no Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB Ed.131ª, Capítulo XIX, item 7: “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão em todas as épocas da Humanidade”. Por outro lado, a fé cega, que é desprovida do bom senso, pode desaguar nos excessos do fanatismo, que igualmente padece da falta de fundamento. Resulta dessa irreflexão o insucesso do que se almeja sendo essa irracionalidade prejudicial a todos.  

Referimo-nos a Rodolfo Calligaris no livro Páginas do Espiritismo Cristão, pg.17, onde consta: “(...) a fé necessita de uma base, base que é a inteligência perfeita daquilo em que se deve crer”. Nos caminhos da fé temos que percorrer os degraus da paciência, resiliência e perseverança  para que as conquistas que repousam na esperança sejam alcançadas. É um percurso que no dia a dia consolida nossas aspirações sempre amparadas pela prece e louvor a Deus.

Imprescindível nessa trajetória é a realização de obras. A fé não pode constituir-se em sentimento inerte. Tal qual a caridade que é o amor na dimensão dinâmica, ela necessita do labor diário para que não esmoreça a esperança. Corroborando essa assertiva, citamos Tiago 2:18 – Mas alguém dirá: ”Você tem fé; eu tenho obras”. Mostre-me sua fé sem obras e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras”.

Nesse contexto devemos entender que é preciso ter mérito naquilo que pretendemos conseguir. Nem sempre o que queremos será o melhor e não raro, não merecemos. Lembremo-nos de que  estamos vinculados à Lei do Merecimento e que Deus soberano e justo nos proverá daquilo que necessitamos.  

No livro O Consolador, questão 257, encontramos: “A esperança é a filha direta da fé. Ambas estão uma para outra como a luz reflexa dos planetas está para a luz central e positiva do Sol. A Esperança é como o luar que se constitui dos bálsamos da crença. A Fé é a divina claridade da certeza”. Elas são fortalecidas quando concebemos a reencarnação e a imortalidade da alma.

A cada existência renovam-se as oportunidades e aspirações. Temos nas Bem-Aventuranças o manual perfeito para nortear o nosso sentimento de esperança. (Quem tem fé está no caminho daquilo que plantou no terreno da esperança).

Luiz Guimaraes Gomes de Sá

Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

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