domingo, 12 de setembro de 2021



Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 12.09.2021

 

O que somos?

 

Pergunta intrigante, não? Fisicamente nós sabemos quem somos bastando olhar para o espelho. Mesmo mudando a aparência com o passar dos anos, o perfil da nossa identidade pouco se altera, dependendo das transformações que realizamos no âmbito interior.

 

Porém, há um aspecto a ser observado e que em geral negligenciamos sobre esse “eu” desconhecido de nós mesmos. Com ele será? Quem já se deu conta da necessidade de descortinar virtudes e defeitos que nos impulsionam no dia a dia das nossas andanças evolutivas?

 

Dificilmente damos conta dessa imperiosa necessidade, pois valorizamos aquilo que é palpável, desconsiderando o que é sutil, mas que é a nossa verdadeira essência: o Espírito. Essa falta recai praticamente em todos nós por conta da nossa vida centrada em tudo que é material.

 

Desconhecemos ainda muitos mistérios que nos esperam na vida futura e, por isso mesmo, devemos nos aprofundar nesse questionamento, pois quando nos conhecermos intimamente iremos reconhecer o quanto nos falta em virtudes que nos elevem para um amanhã auspicioso.

 

No livro Autodescobrimento: uma busca interior, 17ª Ed. 2013, pg.40, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis, temos: O trabalho por libertar-se desses verdadeiros verdugos do Eu superior torna-se imprescindível ao desenvolvimento da emoção, ao seu engrandecimento, para estabelecer e seguir as linhas de manifestação equilibrada”.

 

O crescimento interior nos levará a um elevado estado de espírito remetendo-nos à lucidez onde repousa a felicidade. O mergulho que deveremos realizar diferencia-se por completo daquele que o homem já realizou ao pesquisar os mistérios das profundezas dos mares e do infinito dos céus... Esse trabalho trará a certeza de que existe um Ser superior a tudo e a todos pelas reflexões que realizarmos. Nessa busca, o ser humano encontrará o princípio fundamental de sua existência. Temos na Q.919 do Livro dos Espíritos: “Qual o meio prático mais eficaz para se melhorar nesta vida e resistir ao arrastamento do mal?” R — Um sábio da Antiguidade vos disse: “Conhece-te a ti mesmo”. A cada parada no “porto dos ajustes” que nossa consciência nos pede será motivo de novas reflexões.


Esse entendimento será tão mais regozijante quanto melhor nos conduzamos na viagem de curso breve que fazemos visando o desfrute da felicidade no Reino de Deus na condição de Espíritos Puros. Em João 8:31-32, consta: “Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.


Essa verdade corresponderá às conquistas adquiridas que estarão sempre na razão direta do esforço e da perseverança nesse empreendimento. Fortalecendo a Fé, superando os desafios e mantendo-se firme na Esperança ao vivenciarmos o exemplo de Jesus, tenhamos a certeza de que estamos construímos o caminho da redenção. (Perseverar sempre, desistir jamais).

domingo, 1 de agosto de 2021





A balança da nossa consciência

Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 01.08.2021

Observando os Corpos Celestiais, entendemos se tratar de um sistema em que o equilíbrio  ocorre de forma harmônica, por haver uma força Suprema que impede que haja alterações que venham trazer desajustes no Cosmo.

Se enveredarmos para o nosso mundo interior no qual precisamos manter o equilíbrio compatível às forças que nele atuam, veremos que existem reações próprias à dinâmica da vida. 

Esses fatores desencadeiam atritos sutis que nem sempre nos apercebemos, porém são cumulativos e promovem aos poucos uma desordem que nos leva às aflições. Essa contenda, onde o personagem é o Espírito, precisa ser eliminada, pois caso persista, levar-nos–á a transtornos os mais variados culminando na somatização desses conflitos com reais prejuízos a nossa saúde.

Representando esse status quo como sendo uma balança, estabelecemos uma analogia quanto ao equilíbrio necessário que se dará pelo que comumente se chama “fiel da balança”, que se pode imaginar como o ponto de “harmonia” que necessitamos. A palavra fiel de origem latina (Fidelis) significa fidelidade, compromisso. 

É nesse ponto que o bom senso deve prevalecer evitando as oscilações próprias de uma balança, enquanto o “fiel” se faz presente com uma autoridade capaz de cessar nossas aflições com diz o Apóstolo Paulo em 2 Timóteo 4.7:” Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé”.

Sabidamente a nossa consciência manifesta-se sobre nossos pensamentos e atitudes cobrando-nos a racionalidade, objetivando vencermos os impulsos malfazejos que travam duelos para que nos afastemos do bem. Somos réus e juízes de nós mesmos. 

Nossa consciência é implacável, não falha! Age com fidelidade às Leis de Deus, comportando-se como um Anjo Guardião que cintila com a luz da razão para que encontremos o caminho do bem afastando o “homem velho” dos equívocos cristalizados no palco da nossa vida, para que nos transformemos no “homem novo” desperto, revitalizado e pronto para manter-se fiel às Leis Supremas.

Para tal, faz-se necessário o exame de consciência diário, que corresponde aos passos da reforma íntima a ser perseverada. Valendo-nos da prece como força renovadora, deveremos nos manter em estado de alerta, conforme temos em Mateus 26:41: ”Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”

Reportemo-nos ao Livro dos Espíritos, Q - 919, onde Santo Agostinho informa qual a receita para a reflexão diária: “Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar”. (...).

 Buscar o fiel da balança da nossa consciência é não esmorecer na luta do bem contra o mal. É refletir sobre o que pensamos e fazemos e daí concluirmos quais os caminhos que deveremos seguir na mudança do rumo para a nossa elevação espiritual. 

Podemos entender, por extensão, que Paulo de Tarso encontrou no caminho de Damasco o “fiel da balança” que o libertou.  Busquemo-lo também e sigamos as palavras e o exemplo de Jesus, que representam a vontade do Criador.

Luiz Guimarães Gomes de Sá 

Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus 

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domingo, 11 de julho de 2021




Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 11.07.2021

 

(In)certezas

 

Em qualquer lugar do mundo em que possamos estar teremos momentos de incertezas das mais diversas ordens. Não há tempo nem hora na vida tão dinâmica e imprevisível para sermos solapados com fatos inesperados. Ninguém escapa desses acontecimentos que para muitos trata-se de “destino”. Não existe destino! Há sim, provas e expiações a serem cumpridas.

 

Fatos adversos daqueles que pretendíamos levam-nos a administrá-los valendo-nos do livre-arbítrio. Observemos o Cap. III, Item 16 do Livro Obras Póstumas: “(...) o livre-arbítrio, isto é, a liberdade de fazer ou não fazer, de seguir este ou aquele caminho para seu adiantamento, o que é um dos atributos essenciais do Espírito”.

 

Em realidade muitos acontecimentos em nossas vidas independem de nossa vontade, já que trazemos no âmbito do espírito realizações do passado que não estão em nosso consciente, porém cumpre-nos reparar os desacertos cometidos, conforme nossa programação reencarnatória.

 

Por outro lado, há fatos em que temos a capacidade de alterar o curso da nossa história de vida. Isso vai depender do nosso discernimento e equilíbrio emocional para a devida superação. Seguir novos caminhos deve ser uma alternativa não como fuga ao desafio, mas como sendo uma forma adequada para o enfrentamento das diversas situações.  

 

Mas nem sempre isso é possível, tanto por inexperiência nossa, como por se tratar de fatos que ainda não merecemos que sejam modificados, e sim, “vivenciados” como provas que   escolhemos que servirão para o nosso amadurecimento espiritual. Contudo perseverar sempre é o caminho!

 

Tudo vai depender do nosso raciocínio lógico e sem queixumes. É nessa hora que a paciência, a tolerância e a resignação são postas à prova. São essas experiências que nos motivam a prosseguir na vida servindo como base estrutural para atingirmos nossa perfeição, que demanda tempo e aceitação...

 

No livro Atitudes Renovadores pg.80, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis, encontramos: “Cada passo dado adiante faculta a conquista de mais alto patamar de ascensão, superando as aspirações mantidas e desenhando novos anelos que promovem para cima. Nunca te detenhas, portanto, no já conseguido, tendo em vista que não existem limites para quem se entregue à luta evolutiva”.

 

Lembremo-nos também da frase de Chico Xavier, que nos exorta para o enfrentamento das adversidades da vida: ”Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo. Mas qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim”.

domingo, 20 de junho de 2021

 



Caminhando para Jesus; setenta anos de luz

 

Publicado no Jornal do Commercio

 

Caminhos da Fé 20.06.2021

 

 

Neste 21 de junho, o Centro Espírita Caminhando Para Jesus comemora 70 anos de sua fundação. Trata-se de uma Casa de acolhimento às criaturas necessitadas no âmbito espiritual, onde a palavra do Evangelho sempre se faz presente naqueles corações em desalinho. Pela ideia luminosa de Aníbal Guimarães Ribeiro, o Centro Espírita Caminhando Para Jesus, aliou aos seus trabalhos uma escola para crianças e deu amparo, também aos pais que à noite eram assistidos com aulas.

Essa trajetória renovou-se através do tempo, contando com seus abnegados trabalhadores. Após alguns anos, não houve mais condições para prosseguir no âmbito da educação infantil. Mas continuou como escola das almas e muitos que por lá passaram desfrutam hoje, dos conhecimentos adquiridos e participam ativamente dos trabalhos ali desenvolvidos.

Cumprindo a elevada missão de divulgar a Doutrina dos Espíritos, vem espargindo seu foco de luz levando as criaturas à reflexão e correção de rumos de suas vidas. Impende-nos registrar a mensagem do Espírito Emmanuel, no Livro Educandário de Luz, pg.52, psicografia de Francisco Cândido Xavier: “Um Centro Espírita é uma escola onde podemos aprender e ensinar, plantar o bem e recolher-lhe as graças, aprimorar-nos e aperfeiçoar os outros, na senda eterna”. No Livro O Centro Espírita, pg.22, José Herculano Pires informa: “No desempenho da sua função, o Centro Espírita é, sobretudo, um centro de serviços ao próximo, no plano propriamente humano e no plano espiritual”.

Dentre as atividades que são desenvolvidas temos a campanha do quilo, distribuição de sopa e cestas básicas, assistência a idosas e gestantes carentes. Além desse trabalho assistencial, promove semestralmente cursos de passe, mediunidade, doutrinação e oratória, promovendo assim, o conhecimento para aqueles que no futuro darão seguimento aos labores da Casa. Possui no seu espaço físico uma biblioteca com cerca de três mil títulos e, livraria que oportuniza aos frequentadores o conhecimento da vasta literatura espirita.

Ressaltamos o trabalho do Departamento da Infância e Juventude, que realiza a evangelização a partir dos três anos, plantando a semente da palavra de Jesus. A cada dia evidenciamos o despontar de jovens que apresentam conhecimentos e condições que lhes dão espaço para proferirem palestras, sendo eles um dos frutos que já colhemos da boa semeadura.

Hoje, observamos felizes as iniciativas vitoriosas que servem de estimulo para que haja a continuidade das tarefas que agregam esforços comuns a todos que se integram à vida daquela Casa. O tempo registra essa marcante história! Nossos corações rejubilam-se pelo dever cumprido! Que o tempo não pare, para que essa luz prossiga iluminando almas, confortando corações e consolidando os ensinamentos de Jesus. (A fé não prescinde do sentimento nem da energia interior).

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domingo, 13 de junho de 2021

 


Publicado no Jornal do Commercio
Caminhos da Fé 13.06.2021

A vida em cada dia

O que seria o dia? Um piscar de olhos no mundo infinito? Um alvorecer com um sol brilhante ou um céu com nuvens densas anunciando chuvas? Do ponto de vista físico, há várias formas de definir.

A amplitude de interpretações leva-nos a perceber que o dia tem muitas particularidades que podem promover ou retardar a nossa caminhada no Orbe terrestre. Se olharmos o calendário, será simplesmente mais um dia. Mas, no decorrer das nossas existências, olhamos para trás e observamos que temos pela frente um dia a menos na nossa programação reencarnatória...

E se assim pensarmos o que representaria o dia de ontem? Um exemplo, uma lição benéfica vivenciada, ou pelo contrário, um motivo de constrangimento pelo que pensamos, praticamos e mesmo daquilo que não realizamos na senda do bem? Em vinte e quatro horas, passamos por inúmeras variáveis no campo emocional que nos proporcionam alegrias e tristezas condicionando as nossas atitudes. Esta vulnerabilidade é comum a todo ser humano, já que as emoções desencadeiam atitudes as mais diversas no convívio social e mesmo no recanto do isolamento.

A psicosfera reinante no pensar e reagir são as ferramentas diárias de que nos valemos para viver e conviver. Nesta caminhada, estaremos sempre sujeitos às mudanças comportamentais e deveremos aprender a agir de forma consciente, e não reagir de forma emocional, contraindo débitos morais para mais adiante. Lembremo-nos sempre da questão 886, do Livro dos Espíritos: “Qual é o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entende Jesus? – Benevolência para com todos, indulgências para com as imperfeições alheias, perdão das ofensas”.

Temos, pois “o dia” que nos apresenta oportunidades para reflexão e crescimento espiritual. Se soubermos valorizá-lo, teremos um arsenal de lições que se acumulam e nos trazem as experiências tão necessárias para o nosso processo evolutivo. Adaptar-se às contingências da vida, sopesando as agruras e contornando as dificuldades, são experiências valorosas para as nossas existências. A vida é um livro de lições diárias que devemos aproveitar e considerar como provas para o nosso crescimento.

Lastimar-se de um dia que não tenha sido auspicioso é carregar correntes vibratórias negativas que nada constroem para o amanhã. Saber viver cada dia é considerar os desafios como estímulo para o devido enfrentamento. Já os problemas levam-nos à busca da solução. Nestes estamos em desvantagem e naqueles estaremos exercitando a inteligência para transpô-los não os tornando “problemas”. Demos ênfase ao otimismo e a perseverança para consolidarmos a nossa .

Consideremos o que diz Divaldo Pereira Franco, ao psicografar o Livro Vidas, Desafios e Soluções, pg. 54, pelo Espírito Joanna de Ângelis: “(...) Jesus disse: Vós sois deuses e podeis fazer tudo quanto faço e muito mais, se quiserdes. Trata-se de uma proposta-desafio para seres amadurecidos psicologicamente, (...)”.

Assim procedendo, estaremos adquirindo esse amadurecimento espiritual imprescindível para que possamos viver com sabedoria e vencermos as adversidades próprias às nossas necessidades evolutivas. (Cada novo dia é motivo para uma nova esperança).

Luiz Guimarães Gomes de Sá

Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus 

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domingo, 30 de maio de 2021

 


Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé

30.05.2021

1 Coríntios 15:44: “É semeado um corpo natural e ressuscita um corpo espiritual.”

“A ideia da reencarnação é encontrada praticamente em quase todos os sistemas religiosos do mundo, mesmo entre as tribos selvagens mais afastadas umas das outras e em todos os continentes da Terra. Essa disseminação de uma crença tão uniforme é observada também entre os povos muito antigos. (Livro “Você e a reencarnação”, pg.22, de Hernani Guimarães).

No Livro “As vidas sucessivas”, pg.29, de Albert de Rochas, há referência de Sir Oliver Lodge que diz em entrevista: “(...) A ideia de existirmos no passado e de que devemos existir no futuro é tão velha quanto Platão; não há nada de novo nela. Um poeta disse que "somos maiores do que pensamos", o que significa que a totalidade de nosso ser jamais está totalmente encarnada”. 

Considerando que Deus é misericordioso, bom e justo, a reencarnação não poderia ficar ausente desse amor, constituindo-se numa dádiva divina para todos nós. Através de Jesus, ficou evidente que o verdadeiro Deus é a essência do bem e aquele “deus” das guerras e vingativo teve seu significado para que, à época de sua exaltação, viesse a tornar-se temido e não amado, para que fossem cumpridas as leis em face da rudeza daquele povo. Jesus transformou aquele conceito com seu sacrifício trazendo a concepção sobre o Deus que deveria prevalecer na mente e no coração dos seres humanos, afastando o “deus" da força e da intolerância.

Nesse contexto deu-se a conhecer o Deus do amor e da misericórdia infinita que concedeu a reencarnação como forma corretiva das más atitudes que tomamos em nossas existências. Por longos períodos, estivemos afastados das Leis Divinas, transgredindo-as sem avaliar as consequências. Precisamos refazer os caminhos equivocados para comungarmos com aquelas Leis que emanam do amor de Deus. 

Os frutos que ora colhemos refletem aquilo que semeamos no pretérito e necessitam ser reavaliados pela nossa consciência consoante a questão 621 do Livro dos Espíritos: “Onde está escrita a Lei de Deus? - Na consciência”. 

Como Pai de bondade infinita Ele nos oferece oportunidades para a devida reparação afastand¬o-nos da condenação eterna que não se coaduna com um Deus justo. A Doutrina dos Espíritos, à luz das observações científicas, aponta inúmeros casos de reencarnação estudados com muita responsabilidade, trazendo-nos uma realidade inconteste e não hipotética pela fé cega não fundamentada. 

Observemos os inúmeros trabalhos de terapias de vidas passadas e outras obras que tratam do assunto como: “Muitas vidas, muitos mestres”, de Brian Weiss; “Reencarnação – estudos científicos de casos reais na Europa” e “Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação”, de Yan Stevenson; “Reencarnação na Bíblia” e “Sobrevivência e Comunicabilidade”, de Hermínio C. Miranda e muitas outras que evidenciam a realidade da reencarnação. 

Os fatos do dia a dia corroboram essa linha de raciocínio, a exemplo de crianças de tenra idade que executam com mestria peças musicais complexas, pinturas e outras expressões artísticas, além dos destaques no campo da ciência por inteligências “excepcionais”. Outrora, tudo isso era considerado fenômeno, genialidade e talento “dados” por Deus. Mas Deus sendo justo jamais daria “privilegio” para alguns dos seus filhos. As oportunidades ocorrem para todos, só que uns aproveitam e outros desperdiçam. A reencarnação é uma cobrança da nossa consciência para que nos depuremos e tenhamos condições de evoluir e merecer o Reino Celeste. 

Esse caminho é irreversível e destina-se para todos nós. A Justiça de Deus sempre estará presente! “Segundo afirmou Allan Kardec:” Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei”. Podemos dizer, ainda: (O desencarne é a porta do renascimento; as existências os estágios probatórios).

domingo, 16 de maio de 2021

 



Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 16.05.2021

A Doutrina dos Espíritos revelação anunciada por Jesus, trouxe uma marca indelével para a humanidade. Nada obstante as inúmeras dificuldades encontradas, Allan Kardec missionário responsável por esse ingente esforço conseguiu confirmar a comunicação dos Espíritos com os seres encarnados como algo natural e não de origem demoníaca.

 Enfrentando os dogmas e rigidez da época não se intimidou. Obtendo informações e confrontando-as com tantas outras, constatou a veracidade do que lhe era apresentado, valendo-se da observação e da ciência que é um dos pilares da Terceira Revelação.

A luta foi intensa e a glória bem maior. No aprofundamento de suas pesquisas contou com diversos cientistas para afastar o misticismo e o sensacionalismo das ocorrências, face à curiosidade de muitos que se aproveitavam para encenar truques e iludir o povo. 

Criterioso e competente, obteve incondicional ajuda dos Espíritos Superiores, para tamanha façanha cuja credibilidade derrocou as sombras da ignorância da época, já que os chamados “fenômenos” eram corroborados pela ciência que fortalecia o entendimento.

A mediunidade firmou-se nas comunicações, materializações e fenômenos de transportes, evidenciando a verdade perante todos, a exemplo dos livros Fenômenos de Materialização, de Paul Gibier e Ernesto Bozzano e Fenômenos de Transporte, de Ernesto Bozzano, e muitos outros. Não havia como contestar os fatos a não ser por aqueles que não se dobravam as evidências. 

A época era propícia face ao Iluminismo que trazia novos horizontes de conhecimento e sentimentos humanos. As mentes mais sensíveis e, obviamente contando com o concurso da espiritualidade, oportunizaram novas concepções frente às realidades incontestes.

Assim o Espírito “fora desvendado” à luz desses estudos profundos e consistentes, para que houvesse com a racionalidade a convicção de que somos Espíritos imortais vivendo em corpos perecíveis. E ainda, que os sofrimentos que nos assolam são frutos das condutas delituosas quanto às Leis de Deus decorrentes dos pensamentos enfermiços do Espírito. 

Dessa forma o Espírito foi confirmado como sendo a Sede do pensamento e nela residindo as mazelas que eclodem no corpo físico. Destarte, tratar da Alma consiste em curar, também o corpo enfermo. Sendo o ser humano um complexo - bio-psico-socio-espiritual -, abriga o cerne de todos os seus desafios de onde promanam as nossas ações trazendo-nos as boas ou más consequências daquilo que realizamos.

Dizemos Doutrina da Alma, por ser esta a essência da vida por albergar a Centelha Divina que nos impulsiona para a Luz - o caminho que Jesus nos deixou -. Invariavelmente ela é a chave do progresso necessário e, por conseguinte, deve ser nela que deveremos nos debruçar para que possamos evoluir cumprindo a Lei do Progresso comum a todos nós. 

No processo reencarnatório trazemos o acervo das boas conquistas e também a decepção dos desacertos do pretérito. Esses arquivos é que deverão ser modificados no caminho da nossa evolução. Corrigindo-os e vivenciando novas oportunidades de aprendizado, estaremos no caminho da luz. Através dessa depuração é que estaremos nos libertando das dores e sofrimentos que fustigam o corpo físico.

O espiritismo trouxe-nos conhecimentos que convalidam pelos estudos o discernimento que nos conduz à certeza da imortalidade do Espírito e que caminhamos todos, sem exceção, para o a Paz no Reino de Deus.   

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