domingo, 15 de abril de 2018


Publicado no Jornal do Commercio
Caminhos da Fé 15.04.2018

A Doutrina Espírita evidencia para o homem sua individualidade espiritual atrelada à responsabilidade que lhe cabe perante os seus atos. Dessa forma somos diferentes na própria essência, e nossos Espíritos estão envoltos no corpo físico, aprisionados enquanto perdure nossas atuais existências. O livre arbítrio que é uma dádiva Divina, faculta-nos deliberarmos sobre qual estrada devemos caminhar.

Esse ato constante enquanto encarnados, propicia-nos adquirir experiências edificantes ou não, dependendo do nosso discernimento para a prática do bem. Sabemos que não existe mal, e sim, a falta do bem, como não há trevas, e sim ausência de luz...

Nós é que delineamos a trajetória que devemos trilhar e por conta da nossa individualidade, temos pretensões próprias já cristalizadas em vidas pretéritas. A diversidade de pendores e índoles que possuímos contempla o estado evolutivo em que nos encontramos no Orbe terrestre.

Com esse raciocínio inferimos que para atingirmos o verdadeiro Caminho preconizado por Jesus, necessitaremos passar por caminhos os mais diversas, para o aprimoramento do Espírito até atingiremos num dia glorioso aquela estrada de Luz deixada por Jesus, segundo João 14:5-6“(...) Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim”.

 

A nossa chegada sublime demandará tempo e sacrifício. Haverá aqueles que procuram atalhos ou trilhas, como que sejam a opção mais fácil, contudo a perseverança é que irá consolidar a chegada no destino colimado.


Tenhamos em mente que as oportunidades são iguais para todos, já que o Pai com sua Misericórdia e infinita Justiça jamais faria diferente. Todavia as decisões de cada um valendo-se do livre arbítrio, é que resultarão no processo evolutivo breve ou longo.

Assim sendo, estamos todos navegando no mesmo oceano de provas e expiações, cabendo-nos buscar as virtudes para as nossas práticas diárias. O Criador não nos pune! Somos os únicos semeadores nos campos das nossas existências para a posterior colheita que é obrigatória...

Nossa herança genética nos reporta aos caracteres paternos da vida corpórea. Poderíamos dizer também que herdamos do Criador a Centelha de Luz consoante a “genética” Celestial. Quando Jesus disse segundo Mateus 5:16: Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus”, deixou evidente a existência desse vínculo sublime que mantemos com Ele.

Procuremos, pois enquanto de passagem, ajustarmos nossos passos e enveredarmos naquele Caminho auspicioso que nos aguarda. Outras alternativas aparecerão devendo ser rechaçadas mediante o uso da razão, para que não adentremos nas estradas pedregosas evitando as agruras nesse caminhar... (As lágrimas vertidas na dor e aceitas com resignação servirão de lenitivo para as caminhadas futuras).

Trabalhador do Centro Espírita Caminhando Para Jesus

quarta-feira, 4 de abril de 2018

É preciso despertar



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Publicado no Jornal do Commercio
Caminhos da Fé
02.04.2018

Sabidamente todos nós despertamos a cada dia. Esse despertar ocorre após uma noite de sono reparador ou muitas vezes “acordamos” de uma insônia rebelde e inesperada que nos perturbou por toda a noite.  Sendo o despertar diário rotineiro, nem sempre percebemos tratar-se de uma oportunidade sublime de vermos mais uma vez o sol raiar no horizonte e, o canto dos pássaros ecoar agradecendo um novo dia.

Mas temos um despertar muito mais profundo e importante para nossas existências. Referimo-nos ao alvorecer de uma “consciência renovada” que adormece ausente dos fatos e coisas da vida que merecem nossa maior atenção. Questionando o que somos interiormente e por que vivemos, iremos refletir que Deus não iria criar o homem simplesmente para viver um curto período e logo depois nada restar como produto da Inteligência Suprema. Qual seria então o sentido da nossa existência se fosse somente do berço ao túmulo? Muitos praticando o bem e tantos outros padecendo da escuridão da maldade e tudo acabar sem consequência alguma? Como compreender esse fato?

Algo mais existe que justifique nossas vidas. É nessa visão mais acurada que repousa o despertar que nos referimos. O tempo é agora, é hoje. A hora do despertar se nos apresenta diuturnamente pelas provas e experiências que vivenciamos. É delas que  iremos extrair o nosso nível de paciência, benevolência, perdão e todos os predicados inerentes à necessária mudança de comportamento. O tempo é todo nosso! Temos a liberdade para utilizá-lo como quisermos e não raro, desprezamos essa preciosidade que nos é ofertada sem notarmos que esse “tempo” jamais retornará. Outros virão e novas oportunidades poderão ser aproveitadas ou não, no curso da nossa evolução espiritual de cuja trajetória nenhum de nós prescindirá.

Temos em Mateus 5:25-26: “Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil”.

Essa exortação serve de exemplo para outras situações que não sejam necessariamente aquelas onde exista adversários. Constantemente somos acometidos de “melindres” e impulsionados para a desarmonia e consequente tratamento inadequado para com nossos semelhantes.  Exacerbam-se o “orgulho” e a “prepotência” que andam tal qual – irmãs siamesas –, atuando como protagonistas no palco dos desajustes mentais pelos quais padecemos.

Sendo a nossa experiência no Orbe Terreno curta, devemos considerar cada momento como primoroso para o nosso crescimento espiritual. Pensando assim poderemos obter o disciplinamento necessário para que a convivência entre nós torne-se um “pacto” de plena fraternidade como o Mestre Jesus nos ensinou com suas sábias palavras e prática exemplar. (Nós somos o que pensamos, embora nem sempre pensemos no que somos)

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus


Jesus o médico das almas

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Publicado no Jornal do Commércio
Caminhos da Fé 22.01.2018

Peregrinos em busca da melhora espiritual e estagiando nas incontáveis casas do Pai, todos nós encontramos desafios. É um caminhar constante e alviçareiro que ao longo das existências consolida o aprimoramento das nossas qualidades pelas experiências adquiridas. Nesse trajeto padecemos das enfermidades próprias das imperfeições que possuímos.

Valemo-nos dos médicos terráqueos para minimizar nossas dores e sofrimentos. Sempre há alívios que nos reparam as forças através da assistência que recebemos. Contudo não esqueçamos de que “as doenças do corpo são reflexos das mazelas da alma”! É nela que estão incrustadas todas as imperfeições que nos fazem padecer. Em “reduto egoísta” mantemos arquivados de forma impensada os sentimentos inferiores que nos escravizam há séculos.

A medicina terrena ajuda-nos quanto às dores que nos acometem. Mas Jesus como médico das almas - é o remédio que ira nos libertar -, visto que n´alma é que se encontram as causas dos nossos sofrimentos. Jesus não nos trará alivio provisório e sim a cura definitiva que precisamos. É Ele que possui a moral - como arsenal terapêutico para o Espírito -, capaz de expurgar todas as nossas iniquidades.

Esse é o remédio que afastará as recidivas como sói acontecer em nós. Sua Luz iluminará as trevas em que nos encontramos, trazendo-nos o horizonte da Paz que ofereceu conforme temos em João 14:27 “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”.

É nessa perspectiva que devemos nortear nossas vidas, espelhando-nos Nele. No livro O médico Jesus, de Jose Carlos de Lucca, encontramos na pg.22: “(...) Tramamos nossas próprias doenças mediante desequilíbrios que se sucedem no tempo”.

As nossas células apresentam no seu trabalho incessante o resultado das energias que emanam dos nossos pensamentos. O processo fisiológico responderá por sua vez, conforme a intensidade e qualidade daquilo que pensamos e projetamos na prática diária. Pensando mal criamos atmosferas densas, nocivas e o prejuízo se inicia em nós mesmos. Cuidamos diariamente da higiene do corpo, mas negligenciamos o expurgo do nosso “lixo mental”... Dessa forma os remédios continuarão sendo meros paliativos que minimizam os efeitos, mas deixam permanentes as causas.

Não esqueçamos de que a sabedoria de viver tem origem em nossos pensamentos. Resulta desse processo a nossa vontade, que por sua vez, nos dará como consequência a atitude. Assim decretamos o nosso bem ou mal estar que repercutirá em nossa higidez física e mental. Mas fazendo a nossa parte teremos sempre Jesus - o médico dos médicos -, a nos assistir. (A mente semeia; cabe ao corpo a colheita).

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus 

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Prece, fé e esperança

Publicado no Jornal do Commercio
Caminhos da Fé 01.01.2018



É inquestionável que a prece anda de mãos dadas com a fé, tendo a esperança como o porto de chegada. Os poderes da prece são diuturnamente comprovados por conta do seu alcance e, também em razão da energia positiva por ela criada.Contudo para que a prece tenha seus efeitos é imprescindível à existência concomitante da fé como suporte para as rogativas que se consolidam na esperança, que nada mais é, do que a visão do porvir.

Inúmeros casos já foram comprovados quanto ao valor e eficácia da prece. Ao nos recolhermos e elevarmos nossos pensamentos adentramos em faixa vibratória que nos permite haurir sentimentos puros e, por conseguinte energias salutares que nos possibilitam bem estar e condições necessárias à boa fisiologia do nosso corpo.

Quando Jesus recomenda, segundo Mateus 26:41: "Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.", depreende-se que essa prática deve ser exercitada, visto que pela sabedoria, grandeza e valor de suas palavras, Ele não recomendaria nada que não fosse de real importância para nós.

A única Verdade absoluta é a que Ele nos deixou! Aqueloutras consequências das pesquisas do homem no âmbito da ciência ajustam-se e modificam-se no decorrer do tempo, em razão dos novos conceitos concebidos. Na questão 660 do Livro dos Espíritos consta: “A Prece torna o homem melhor? – Sim, porque aquele que faz preces com fervor e confiança se torna mais forte...”. Podemos compreender a prece como sendo o “antídoto” de todos os “venenos” que nos assolam nas paixões doentias e comprometedoras do nosso campo vibratório que não prescinde da higienização. Nesse contexto é comprovada a melhora do estado de higidez física e mental daqueles que se valem da prece.

Em Mateus 7:7-8, encontramos: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á”. O homem em sintonia com o Criador busca alívio para seus sofrimentos e, desde que a intenção seja para o bem e o sentimento puro, alcançará os seus anseios. Porém a fé alicerçada na razão deve estar sempre presente no momento da prece, para que não esmaeça a esperança.

Não devemos esquecer de que nosso mérito faz parte da concessão Divina. Deus nada fará que não seja para nosso bem. Porém o nosso imediatismo deságua na ansiedade à espera de algo que queremos para ontem, mas nem merecemos para amanhã... (A perseverança deve integrar o sentimento da fé para que não nos percamos no caminho)

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

A paciência





Publicado no Jornal do Commercio 
04.12.2017
Caminhos da Fé


Pensando bem, a paciência é uma das grandes virtudes para o nosso convívio social. Trata-se de uma qualidade que se soubéssemos exercitá-la com frequência, muitos equívocos e mal entendidos poderiam ser minimizados ou abolidos no seu nascedouro. A intemperança leva-nos a imensos problemas e ao acometer-nos de inopino, afasta-nos dos sentimentos puros e salutares, transtornando nosso campo mental.

Se nos valermos da paciência, tornando-a um hábito diário, verificaremos quão útil é o seu exercício para aqueles que nos circundam e principalmente para nós mesmos, nesse longo processo evolutivo do qual nenhum de nós pode fugir.

Com essa prática teremos a serenidade necessária naqueles momentos difíceis e abortaremos muitos problemas que no açodamento damos sequencia de forma indevida. Basta pensar para vermos que em muitas situações onde tudo nos parece nebuloso, poderemos vislumbrar uma luz que nos fará refletir, impelindo-nos a uma atitude coerente e racional. Lembremo-nos sempre do que há em Lucas 21:19: Na vossa paciência possuí as vossas almas”. 

Há várias oportunidades para exercitarmos a paciência, dentre elas no transito. É nesse turbulento ambiente que poderemos avaliar nosso comportamento que indubitavelmente trará ressonância boa ou má para nossa qualidade de vida e crescimento espiritual. 

Temos ainda por extensão as consequências da nossa mente em desequilíbrio cuja vibração densa e negativa afetará o nosso humor e os ambientes que frequentamos, quer seja o lar, o trabalho ou qualquer outro. Poderia dizer que o transito pode ser a nossa prova de paciência diária.

Daí por diante é buscarmos esse equilíbrio e aplicarmos de forma contínua nas situações que costumeiramente nos assolam. No elenco das boas atitudes há inúmeros exemplos nos quais devemos espelhar-nos para um bom convívio social e principalmente, para nos reeducarmos e evoluirmos na trajetória da presente existência.

Isto posto, nada será em vão se cultivarmos essa atitude com a intenção de nos livramos das inúmeras imperfeições que fazem parte da nossa “bagagem” espiritual que nos compete carregar.

Essa forma de agir pode ser o início da necessária reforma íntima que todos nós necessitamos realizar. Os efeitos dessa virtude nos trarão uma reflexão sobre o egoísmo e orgulho que abrigamos, podendo servir de exemplo para os irmãos da caminhada comum. (A paciência é o caminho de toda sabedoria).

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus


segunda-feira, 30 de outubro de 2017



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Publicado no Jornal do Commercio

Caminhos da Fé 30.10.2017

Reflexões sobre a dualidade da vida                 

As atribulações do cotidiano dificultam que encontremos momentos de reflexão sobre nossas vidas. Somos por essência Espírito, contudo fixamos nossas atenções prioritariamente no corpo, já que é de fácil percepção. Essa visão quase que exclusiva para a vida material, afasta-nos daquilo que é eterno e, por conseguinte mais importante: o Espírito. Não há como dissociar esses dois elementos que ao longo das nossas existências se completam.
 
Em João 6:63, temos: O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos digo são espírito e vida,”, corroborando nossa assertiva. Somente após o desencarne é que o espírito se liberta, e sendo imortal, segue sua caminhada em outra dimensão até que tenha uma nova oportunidade para retornar a uma nova vida corpórea.

Seria injusto de nossa parte entender que Deus, inteligência Suprema, desse-nos uma única vida e após a morte tudo acabasse... Como explicar a Justiça Divina quando aqueles que praticaram o mal de forma incessante teriam o mesmo direito e fim daqueloutros que se doaram na prática do bem, abdicando de seus interesses pessoais em cumprimento aos ensinamentos de Jesus? Quais seriam então os critérios para uns serem beneficiados e outros não? Se assim fosse seria Deus justo? À luz da razão, essas perguntas já nasceram respondidas...

Referindo-se ao homem, o escritor Rodolfo Calligaris afirma no livro As Leis Morais, Cap. 28: É verdade, sim, que o seu progresso moral se acha muito aquém do fabuloso progresso intelectual a que chegou, e daí porque prevalece em nossos dias, uma ciência sem consciência, valendo-se, não poucos, de suas aquisições culturais, apenas para a prática do mal”.

Em se tratando do soerguimento moral, devemos atentar para os princípios que devem nortear nossas condutas, a fim de que o Espírito alcance patamares elevados. Dentre elas, a prática da indulgência, do perdão, do amor e da caridade.

No Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VI, itens 5, encontramos: “(...) Espíritas; amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo. Todas as verdades se encontram no Cristianismo; os erros que nele se enraizaram são de origem humana; e eis que, de além-túmulo, que acreditáveis vazios, vozes vos clamam: Irmãos! Nada perece. Jesus Cristo é o vencedor do mal; sede os vencedores da impiedade! “ ; “(...) Orai e acreditai! Pois a morte é a ressurreição e a vida é a prova escolhida durante a qual vossas virtudes cultivadas devem crescer e se desenvolver, como o cedro”. (Grifo nosso).

Pela Lei do Progresso devemos seguir os preceitos ético-morais, pilares necessários para a nossa vida em sociedade. Quando vivenciarmos a fraternidade entre irmãos, estaremos no caminho da Luz deixado por Cristo, para que não nos desviemos do rumo da nossa estrada evolutiva... (A menor distância entre um objetivo e sua concretização é o primeiro passo).

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

 

 

 

 

 

 





sexta-feira, 20 de outubro de 2017

A invigilância compromete a nossa paz


Publicado no Jornal do Commercio
Caminhos da Fé em 16.10.2017

A princípio o que seria a paz? Como poderemos senti-la? Entendemos que a paz é o estado de Espírito que nos conforta dando-se segurança e tranquilidade em nossas vidas. E como obtermos essa almejada paz? Como proceder? Devemos manter nossa consciência livre de questionamentos e recriminações.

Para tal precisamos burilar nossos pensamentos e atitudes, que servirão de balizamento para atingirmos esse estado mental decorrente, também do cultivo de energias positivas e edificantes através da prática do bem. Esse processo não deixa de ser um desafio que devemos enfrentar e vencer.

A perseverança é fundamental para alcançarmos esse desiderato. Acolhendo e incorporando na prática diária os ensinamentos de Jesus estaremos sedimentando esse hábito salutar em nossas vidas.

A Doutrina Espírita explica que somos influenciados pelos Espíritos em nossos pensamentos e consequentes atitudes. Em todo lugar estão aqueles que procuram nos prejudicar e os que querem nos ajudar. Nossa preferência será responsável pela colheita que faremos adiante da “semente” semeada...

Isto posto, existe a necessidade permanente da “vigilância”, que nos resguardará daquelas investidas nefastas para nossas vidas corpóreas e espirituais. No livro Qualidade na Prática Mediúnica, Projeto Manoel Philomeno de Miranda, Cap. Sintonia, item 32, temos:
“(...) Campo descuidado, vitória do matagal. Águas sem movimento, charco em triunfo”.

Essa realidade é inconteste no âmbito da vida material. E por que não existiria no mundo espiritual, considerando que o Espírito é a nossa verdadeira identidade? É importante termos a consciência de que nossas energias são direcionadas para o “infinito”, ocorrendo intensa e constante conexão com as demais que lá estão.

A percepção mais acurada do intercâmbio que temos com o mundo espiritual, além das comprovações científicas largamente difundidas, oportuniza-nos a convicção de que somos energia que se espraia no Universo com frequência vibratória compatível com o nosso grau evolutivo.

Vejamos também citação o Livro Energia e Espírito, de José Lacerda de Azevedo, pg.7:
(...) Um Espírito bem evoluído tem, necessariamente, uma frequência vibratória de alto valor, o que facilita seu avanço a grandes distâncias espaciais com pequeno acréscimo de energia...”.  O corpo físico e o Espírito formam um binômio energético que interage entre si e o meio exterior.


Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus