sábado, 24 de setembro de 2016

Descobrindo um novo eu


 

 
 
Publicado na Coluna Caminhos da Fé do
Jornal do Commercio
19.09.2016

A maior contenda que o ser humano tem é aquela travada no seu interior. É lá que encontraremos nossa realidade como seres humanos. Porém é difícil entendermos esse labirinto de questionamentos que teremos.

Ao navegar nos mares revoltos do nosso âmago, teremos revelações que não percebemos no alvoroço do cotidiano. Contudo faz-se necessário um mergulho profundo para que possamos avaliar nossas inúmeras imperfeições oriundas das vidas pretéritas.

A ingente dificuldade ocorre por conta do nosso egoísmo, que serve de empecilho para a nossa evolução espiritual. Trata-se de trabalho constante e perseverante que nos levará também à prática da indulgência para os nossos semelhantes, admitindo seus equívocos, que não raro, são bem menores do que os nossos...

É preciso humildade e paciência para adentrar nesse meandro interior. Lembremo-nos de encarar esse novo horizonte como um diálogo harmonioso. Não devemos cair no clima de conflitos e sim, procuremos compreender as nossas práticas diárias e corrigir gradualmente nossas imperfeições. Quando desnudarmos esse “eu” desconhecido, façamos a depuração necessária para a nossa evolução de forma gradativa e constante.

Ressaltamos que essa transformação é um processo não devendo haver açodamento na sua realização. Somos Espíritos com longas vivências e não temos condições de atingirmos em uma única encarnação a perfeição relativa que nos espera. A coragem e a perseverança são dois pilares que nos fortalecem nesse empreendimento.

Perscrutar esse mundo “invisível” é a única forma de descobrirmos nossa essência e refletindo sobre os ensinamentos de Jesus, iremos verificar quão imperfeitos ainda somos. Essa atividade diária irá nos transformar interiormente e trazer-nos uma visão bem diferente daquela vivenciada no mundo exterior com o qual nos relacionamos. Dado o primeiro passo, tenhamos a convicção de que estaremos construindo o novo “eu” ajustado aos ensinamentos e práticas que Jesus nos deixou.

Ao nos modificarmos através dessa nova ótica de vida, estaremos irradiando energias positivas e contagiantes no meio em que vivemos, e nossos circundantes serão também beneficiados pela psicosfera que criamos.

Quando Jesus disse, segundo Mateus 5.16 “Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus”, exortou-nos à busca dessa luz ainda não revelada que fará despertar novos caminhos que iremos palmilhar na longa viagem de  existências...


 
O Espírito é como um diamante, que para reluzir precisa ser lapidado".
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Um barco chamado família

Publicado no Jornal do Commercio
Coluna Caminhos da Fé 15.08.2016


 



A família é o primeiro núcleo social que conhecemos ao nascermos. É a célula da sociedade e nesse local firmamos o nosso primeiro convívio, fazendo parte dos “laços de família” do ponto de vista material. Cada um de nós é parte integrante dessa constelação que Deus nos reservou. Quando chegamos ao mundo temos obrigações a cumprir ao longo de nossas vidas. Nossos pais, irmãos e outros que formam nossa parentela física estão vinculados ao convívio diário para buscarmos a concórdia e os ajustes dos desacertos de outrora. Encontramos em Mateus 12:46-50: “(...)Falava ainda Jesus à multidão quando sua mãe e seus irmãos chegaram do lado de fora, querendo falar com ele.  Alguém lhe disse: "Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo"; "Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?

Contudo se não temos conhecimento do processo reencarnatório, torna-se difícil essa missão. A misericórdia de Deus permite-nos constantemente oportunidades para esses encontros que são desafios que enfrentamos para nos corrigirmos e alcançarmos a ambiência fraterna entre os nossos familiares.

São diversas as maneiras que essas provas nos aportam. O confronto de ideais muitas vezes nos leva a choques de opinião e desavenças as mais variadas. De certo modo pode até existir uma verdadeira intolerância contra alguém que nos rodeia e não raro os sentimentos de aversão e ódio se instalam. Como explicar isso? Qual a razão que nos leva a repelir com tanta veemência irmãos ou outros familiares que nunca nos fizeram mal nessa existência? É preciso admitir que essas mágoas e desavenças façam parte das nossas vidas pretéritas.

Se não refletirmos dessa forma ficaremos sempre com dúvidas que nunca serão esclarecidas. Os desajustes entre filhos e pais tão comuns na sociedade traduzem a necessidade desse enfrentamento com renúncia, compreensão e resignação para essas agruras que nos afetam. É necessário aceitar o convívio com as diferenças...

Por outro lado, temos amigos que parecem ser nossos irmãos consanguíneos havendo um afeto intenso e inexplicável... É nesse ponto que os laços espirituais realçam e fazem com que coexista um clima de harmonia e fraternidade. Segundo Rodolfo Calligaris no livro As Leis Morais, Cap.27, pg.56 “(...) Pela lei da reencarnação, ao contrário, as almas amigas se mantêm solidárias, não apenas durante o fugaz período que vai do berço ao túmulo, mas pelos milênios afora, gravitando, juntas, em busca de Deus, nosso Pai Celestial”.(Grifo nosso).

Esse barco tão precioso que chamamos de família e hoje tão desvalorizado merece um cuidado muito especial. É nele que todos nós, sem exceção, singramos os mares das diversas reencarnações que nos propiciam o aprendizado e o crescimento espiritual. São viagens que confirmam a misericórdia do Pai para nosso progresso e revelação como filhos aplicados nas escolas das nossas vidas. Consideremos cada dia como uma oportunidade singular para nos ajustarmos tanto no lar quanto na sociedade, já que o tempo perdido não volta, e se não aproveitarmos essa dádiva Divina estaremos fadados ao insucesso nesse trabalho que nos propusemos realizar e negligenciamos sua consecução.  

Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

terça-feira, 9 de agosto de 2016

A implosão do PT

Desbravando uma colcha de retalhos e buscando um equilíbrio a ponto de gerar um consenso político, o PT esgarçou-se ao longo desses treze anos. Os desacertos foram avolumando-se até que o PMDB rompeu a parceria de maior densidade na sua composição de governo. Quando era um partido pequeno, o PT fazia uma oposição cerrada e muitas vezes descabida. Era só para ser do contra! Parece até que gostava da batalha das palavras, dos embates no plenário. Depois quando assumiu o poder, tudo ou quase tudo que discordava começava a fazer, mas valendo-se da artimanha de mudar a palavra ou algo simples para tornar-se o “pai do menino”. Essa prática nada honesta serviu por muito tempo de bandeira para se fincar no poder.

Com medidas populistas o partido conseguiu avançar nos redutos dos mais desfavorecidos, onde manteve uma série de benefícios sociais que antes já tinham sido implantados. Mas buscou ampliar esse trabalho conquistando o espaço importante para seu projeto de governo. Fez também de forma desastrada um aparelhamento na sua estrutura administrativa, esbanjando no número de ministérios e cargos, sem avaliar o quanto isso representaria aos cofres da nação. Deslumbrou-se com a fama a partir do segundo mandato do ex-presidente Lula, o que hoje  custa ao partido muito caro a sobrevivência. O PT que era o padrão de honestidade que a principio o povo esperava, tornou-se o partido mais corrupto que já houve no Brasil.

Não havia medida! Cada ministério que adotasse a sua prática desonesta a ponto de banalizar a fraude, o roubo e a mentira. Foram treze anos de assalto ao erário! A partir dos cartões corporativos que se tornaram “questão de segurança nacional”, e neles tudo que se possa imaginar era debitado “a serviço do povo...”.

O povo suportou até exaurir os limites da paciência! Os fatos eram cada dia mais gritantes, mais graves. Nos Correios, durante a última campanha eleitoral um vídeo estampou encontro de militantes utilizando a máquina daquela Instituição sem o mínimo pudor. Era o bastante para configurar-se em delito eleitoral... Os fundos de pensão não ficaram imunes à virulência do roubo desenfreado. Difícil será encontrar um ministério onde esse alcance não ocorrera.

O que seria um alento para o povo que clama por dias melhores, tornou-se um pesadelo dos maiores que o Brasil já teve. Hoje temos uma inflação sem controle, uma dívida pública exorbitante, além de outras mazelas herdadas do governo petista. Antes da proposta de  impeachment o ex-presidente Lula pedia “paciência” ao Congresso para que o Brasil voltasse a crescer... Qual seria o milagre que ele iria sugerir? Estranho ele solicitar esse prazo! Qual a sua intenção por trás disso, se o Foro de São Paulo deixa bem claro os caminhos que ele buscava para o Brasil?

Agindo como tartufo, ludibriou muitos e desencantou milhões! Essa foi a postura de um ex-presidente que teve tudo para ficar no lado bom da nossa História. Preferiu, contudo ser absorvido pela vaidade transitando por caminhos tortuosos. Hoje vive no ostracismo vendo seu partido decadente que não deixará saudades...

 

 

terça-feira, 12 de julho de 2016

O invisível sempre presente



 
Coluna Caminhos da Fé


Jornal do Commercio 11.07.2016

 
Os seres humanos têm como hábito viver em sociedade. Essa constatação já fora revelada pelo pensador e poeta inglês John Donne (1572 – 1631), quando afirmou: “(...) Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra”.

Na visão Espírita há no homem três elementos que se completam: espírito, perispírito e corpo. Quando ocorre o desencarne o Espírito segue para outra dimensão e mesmo sendo invisível aos olhos do corpo físico, interage de forma constante com todos nós ainda encarnados. Somos diuturnamente influenciados por eles, ficando evidente que aquele “convívio” social na vida terrena não desaparece e sim continua, inclusive entre eles no mundo invisível. Contudo essa percepção não chega a ser valorizada como deveria por conta da nossa visão estreita da vida, sendo regra geral, o que é “material” ter uma importância maior..
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No Livro dos Espíritos encontramos nas questões 87 e 459, respectivamente, o que segue:  oP – “Ocupam os Espíritos uma região determinada e circunscrita no espaço?” R - “(...) Estão por toda parte. Povoam infinitamente os espaços infinitos. Tendes muitos deles de contínuo a vosso lado, observando-vos e sobre vós atuando, sem o perceberdes”;  P- “Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?” R- “Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.” Essas assertivas ilustram cabalmente a relação do homem encarnado com o mundo na dimensão espiritual.

Se atentarmos para aquela “voz silenciosa” que sempre nos fala, veremos que se trata exatamente das influencias dos espíritos que nos assolam constantemente. Cabe-nos, porém discernir aquilo que é salutar ou maléfico para nós e nossos semelhantes. Procuremos sanear nossos pensamentos deixando o campo mental em condições de semearmos boas ideias para que tenhamos impulsos para as atitudes edificantes.

Essa convivência bidimensional é algo intrínseco a todos os seres humanos. Ninguém está livre dessa relação que faz parte, inclusive dos nossos sonhos. Assim sendo, o Espírito mantém sua atividade ininterrupta influenciando nossos pensamentos e atitudes do cotidiano. Mas é bom ressaltar que a responsabilidade definitiva quanto aos nossos atos é nossa. O livre arbítrio nos faculta a escolha do caminho a seguir. Daí a importância de seguirmos o conselho de Jesus, segundo Mateus 26:41 ”Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade o espírito está pronto mas a carne é fraca.”

Assim através da prece poderemos afastar as influências deletérias que nos atribulam e retardam a nossa libertação através do processo evolutivo imperioso a todos nós. Nessa caminhada constante o aprendizado diário nos trará conhecimentos intelectuais e morais, que darão suporte para atingirmos o crescimento espiritual em sua plenitude.

A ciência tem oferecido grande contribuição para o fortalecimento desses estudos. As evidências de que somos na “essência” Espírito são inúmeras, servindo o corpo provisório tão somente para dar-lhe abrigo e condições de manifestar-se nas ações do âmbito físico. ”O Espírito é como um diamante, que para reluzir precisa ser lapidado”

 
Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus

 
 





segunda-feira, 27 de junho de 2016

 
 
fotos de jesus o cordeiro

 
Caminhando para Jesus
 
O título é relevante considerando que todos nós devemos caminhar nessa direção. Porém o objetivo hoje é registrar um feito que resplandece na família cristã pernambucana. Em 21 de junho de 1951, Aníbal Guimarães Ribeiro e outros cidadãos iluminados idealizaram a criação do Centro Espírita Caminhando Para Jesus, que festejou ontem seus 65 anos de existência.
 
De inicio, teve suas atividades em uma escola no Bairro de Água Fria, que atendia crianças carentes e as encaminhava para os primeiros passos do aprendizado escolar, além dos afazeres pertinentes a uma Casa Espírita.
 
Depois em novo endereço, à Rua Dr. Machado 168, Campo Grande, não foi possível continuar com as atividades da escola, contudo mantém até hoje os trabalhos da Casa Espírita deixando acesa a chama luminosa que atende fraternalmente a tantos que lá acorrem.
 
O trabalho dos voluntários é fortalecido pela direção da Casa, que tem na programação tarefas de cunho social sempre pautadas na sublime missão da caridade. Há também cursos de Passe, Oratória, Mediunidade e Doutrinação, que preparam novos trabalhadores para darem continuidade aos trabalhos da Casa.
 
É gratificante para todos os trabalhadores e o público que frequenta aquela Casa Espírita ver esse labor germinar de forma triunfante. Um dos exemplos marcantes é aquele em que vemos jovens que desde a infância frequentaram o Departamento Infanto Juvenil e hoje já promovem a evangelização de inúmeras crianças. Trata-se de um plantio que se mostrou fecundo e assim vão se multiplicando os semeadores do bem que desprendem suas energias de forma positiva na edificante missão evangelizadora.
 
O campo é vasto  e  as ações realizadas no dia a dia divulgando a Doutrina Espírita - que  revela, ensina, consola e redime -, fortalece essa caminhada comum a todos nós. Nisso tudo temos a certeza de que o percurso é longo, mas a perseverança e a fé movem aqueles que frequentam o Centro Espírita Caminhando Para Jesus, que neste mês de junho comemora mais um ano de trabalhos profícuos e abençoados por Deus.
 
Temos a esperança de que muitos e muitos anos ainda virão somar-se a essa história de fé, amor e caridade que o Caminhando Para Jesus vem realizando no contexto do Espiritismo em Pernambuco.
 
Luiz Guimarães Gomes de Sá

sábado, 28 de maio de 2016

Os mesmos discursos contraditórios


 
Publicado em Opinião do Diário de Pernambuco 28.05.2016

Mantendo a linha de atuação ao longo desses anos, o PT e seus aliados repetem sistematicamente os mesmos discursos. Como de praxe as “elites” são atacadas como se fossem a causa dos problemas do governo que soçobrou no mar da incompetência, arrogância e contravenções. Com tantas criticas feitas às “elites” nem por isso deixaram de procura-las para perpetrarem todas as formas de ilicitudes sobejamente comprovadas. Qual o governo que sobrevive sem as chamadas “elites”? Como poderia haver emprego sem empregadores que na ótica do PT são “elites”? Fica claro que esses discursos nunca foram coerentes

Dentre outras acusações descabidas é que essas “elites” têm preconceito racial incitando o confronto dos brasileiros. São radicais e pregam a democracia de forma contraditória, já que   promovem atos de vandalismo através dos movimentos do MST e assemelhados contrariando o direito dos outros. Ao referir-se de forma irascível contra as “elites” cabe uma pergunta: será que esses políticos do PT são proletários? Padecem das agruras que os transportes públicos oferecem aos trabalhadores? Enfrentam as intermináveis filas do SUS e a constante falta de medicamentos que o governo propaga e não disponibiliza? Enfim, o que são verdadeiramente? Elites, claro! Depreende-se que não há sustentação no que dizem. São oportunistas e impressionam os incautos.

E o que dizer das “elites” intelectuais? Aqueles que apoiam às práticas do PT? Observemos a forma como vivem e veremos que são “elites” com discursos disfarçados. Essa prática é espelhada em tantas outras que já ocorreram no mundo e sempre após promovem os desastres sociais, tornaram-se decadentes. Antes das últimas eleições, o ex-presidente Lula afirmou categoricamente: “...eles não sabem do que somos capazes de fazer”.  O recado foi dado. Será preciso acrescentar algo mais para provar as intenções do PT? Não são meias palavras e sim uma afirmativa que condiz com a prática irresponsável e inconsequente do partido. O que o Brasil pode esperar desse grupo radical? Nada mais do que a violência!

O presidente Temer tem imensos desafios pela frente como o caos econômico, o desemprego, a recessão e não tenhamos dúvidas das investidas raivosas desses movimentos ditos sociais conduzidos de maneira fanática. Já foi anunciado que o partido fará uma oposição e tudo que vier da presidência será obstruído. É esse o patriotismo, a racionalidade de um partido que se diz dos trabalhadores? Estamos com onze milhões de desempregados...

Alardeiam sem o mínimo pudor que as “elites” são retrocesso e que irão retirar os direitos dos trabalhadores. Prepotente e arrogante, o PT não tem a humildade de reconhecer os erros cometidos e ao invés de buscar solução para os problemas de sua responsabilidade, age contrariamente aos interesses do povo que tanto diz defender. A estrela do PT outrora anunciada como redentora, tornou-se decadente...

 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Falência moral, política e institucional


Os anos passam e nosso modelo de governo não muda! Essa condição estática demonstra que não avançamos nada, não que a sociedade não queira, mas por conta da classe política que cronicamente despreza os anseios do povo. As reformas arrastam-se pelos gabinetes sem nenhum comprometimento dos governantes. O Congresso tem sua pauta amparada por estratégias meramente políticas como em uma disputa para ver quem leva a melhor...
 
O potencial do Brasil causa inveja a muitos países no mundo. Com essa grandeza territorial e com terras férteis se tivéssemos governos sérios essas terras teriam uma produtividade muito acima do que conseguimos. Presentemente vivemos uma crise que assusta a todos e compromete substancialmente a caminhada da Nação, já que estamos estagnados! A governabilidade há muito não existe. O governo disputa com o Congresso para ver quem é mais forte... Os líderes daquela Casa e a Presidente Dilma Rousseff esbarram com denúncias de toda sorte. O Brasil parou!
 
Parou por quê? Parou pela irresponsabilidade do governo que além de incompetente tem como prática um projeto político-ideológico que não se coaduna com o perfil de nossa sociedade. A degradação moral desencadeou um processo de corrupção nunca visto no mundo! Somos um péssimo exemplo para as demais nações. A sociedade vive sobressaltada rotineiramente com a falta de segurança e por esses tempos amarga uma instabilidade política e institucional que resulta no desemprego de milhões de brasileiros.
 
Fala-se em reformas! São várias! Reforma política, reforma eleitoral entre tantas outras. Acontece que há uma reforma que deveria anteceder a todas as demais: a reforma moral! Aliás, se houvesse realmente moralidade na classe política, há exceções, jamais seria necessária essa reforma, pois as consciências dos que comandam a nação deveria ser a bússola de suas atitudes.
 
A ânsia pelo poder que domina a classe política impede que saiamos desse emaranhado de vergonhas que assola o Brasil. Enquanto surge um Juiz como Sérgio Moro que busca por ordem na casa, punindo a tantos que pareciam blindados, temos inúmeras leis permissivas que ajudam aos advogados espertos reverterem o processo pela astúcia própria de cada um deles. A nossa Constituição esfacelou-se diante de tantos descumprimentos e tornou-se um mero papel sem função nem respeito...
 
Enquanto não diminuirmos esses caminhos jurídicos que muitas das vezes são percalços para a devida aplicação da lei e consequente punição daqueles que delinquiram, não teremos efetividade na forma exemplar de se julgar.
 
Essas incongruências se avolumam e atravancam os processos com recursos de toda ordem, já que as leis assim o permitem. Com essa prática os juízes ficam assoberbados e muitos casos prescrevem estimulando a impunidade.
 
Infelizmente avizinha-se quadro assemelhado ao que tivemos em 1964, onde a desordem e o desrespeito às hierarquias tornaram-se insustentáveis exigindo uma intervenção. A história se repete e os personagens se renovam, mesmo havendo a presença de alguns daquela época. Esperamos que haja bom senso e principalmente responsabilidade com os destinos do Brasil...